segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

E viva o povo brasileiro....

Da Bahia veio uma lição, ou várias, para o Brasil e para o povo brasileiro, no último dia do ano de 2017 e no início de 2018.

Uma lição de felicidade, uma lição de amor, uma lição de garra do povo baiano, e isso nos faz muito feliz.

Caetano foi homenageado, recebendo o troféu Mário Lago e na hora de recebê-lo dá um show de boa música, inteligência e beleza, com seus três filhos, no programa do Faustão, na rede Globo. No mesmo programa no momento em que Betânia aparece para falar sobre o irmão chama os outros dois baianos, Gilberto Gil e Gal Costa para atuarem em conjunto.

E, para fechar 2017 e abrir com chave de ouro 2018, Ivete, grávida, com um barrigão de gêmeas, dá um show em espaço criado para isto, no bairro da Boca do Rio, em Salvador, a mesma garra de sempre, tendo na percussão o seu filho Marcelo....Diga aí meu rei!!!!

Alguém se lembrou nessa hora da política nefasta que tomou conta do Brasil e tentou destruir a vida dos brasileiros, durante todo o ano de 2017? O povo se levanta, o povo se reinventa, porque o povo está vivo.

E viva o povo brasileiro. Vamos continuar. 2018 deverá ser um ano de lutas mas também de vitórias, porque o povo entende que o Brasil é mais do que alguns corruptos que tomaram conta do poder.

Mas, existe um poder maior, o poder de Deus e a garra do povo brasileiro. Como dizia Guimarães Rosa, "o sertanejo é, antes de tudo, um forte". E o ano novo que parecia se encaminhar para uma festa morna, com o povo todo preocupado e sem dinheiro, é transformado em um festival de quatro dias na Bahia, liderado pelo baiano Antonio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador.

Parabéns Bahia, Parabéns Brasil!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

SÓ SE VÊ BEM COM O CORAÇÃO, O ESSENCIAL É INVISÍVEL PARA OS OLHOS

Não é sobre a verdade última dos fatos, dos acontecimentos, das coisas, é da nossa impossibilidade de ver o conjunto, de enxergar além dos acontecimentos, além do que parece óbvio a todos. Lendo certa vez sobre a chegada dos europeus a terras desconhecidas no Novo Mundo, soube que em determinada praia, os aborígenes não conseguiram ver as caravelas que estavam ancoradas a poucas milhas da costa. Eles, os habitantes do novo continente, olhavam para o local onde estavam as embarcações e não conseguiam distingui-las do restante da paisagem, até que o pajé da tribo as avistou. A partir daí e com a autorização do pajé, eles conseguiram vislumbrar as embarcações que não eram tão pequenas assim, mas como nunca tinham visto aquilo, seu olhar acostumado com a paisagem local, não divulgava o inusitado.

Isso aconteceu mesmo? Não sei, mas a estória nos leva a pensar sobre nós mesmos e a nossa incapacidade de vislumbrar o desconhecido, de olhar para o futuro.

Assim, quando nos defrontamos com um problema, não enxergamos as várias possibilidades de interpretação da realidade para daí escolhermos deliberadamente a que mais nos favorece.

Nós, simplesmente, interpretamos, sem perceber, a realidade, a partir das nossas próprias convicções, a partir dos nossos medos e da nossa própria vivência, como se estes fossem obstáculos que estivessem entre nós e a realidade.

O apóstolo Paulo diz em sua primeira epístola aos Coríntios, capítulo 13 e versículo 12, o seguinte:"Agora, portanto, enxergamos apenas um reflexo obscuro, como em um material polido; entretanto, haverá o dia em que veremos face a face. Hoje conheço em parte; então conhecerei perfeitamente, da mesma maneira como plenamente sou conhecido".

Hoje, nós falamos com os outros como se estivéssemos falando para dentro, conosco mesmo. A partir da nossa realidade é que tentamos entender a realidade do outro.

Experimente contar o mesmo fato para pessoas diferentes. Cada pessoa se aterá a um ponto, que é aquele em que ela já esteve ou está. E, a partir daí não o está mais ouvindo e sim tecendo a sua própria história.

Vocês já pensaram então como é que julgam nossos juízes? Se eles não conseguem entender a sua história, como será feito o convencimento dele por um advogado, que também não a conhece, porque não consegue entendê-la? Fica a reflexão.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

IF YOU STOP GROWING, YOU DIE. (Phil Knight)

O momento não poderia ser mais apropriado para utilizarmos ou relembrarmos a frase que encabeça esse artigo.

O mundo, a civilização, os países, as pessoas encontram-se todos (com raríssimas exceções) confusos, perdidos, parados, boquiabertos, sem noção de para onde se dirigir. No entanto, existe um consenso de que temos todos que continuar andando, pois se pararmos, estamos tendendo a morte, ao extermínio, à extinção da espécie, quer física, quer jurídica, quer virtual.

Não importa o macro ou o micro ambiente de que fizermos parte, tais como a família, a escola, a igreja, o partido político, a repartição pública. Todos caminhando, todos procurando o novo, procurando criar, inventar, fazer alguma coisa diferente que o consagre, que o faça ser notado.

Mas se estamos todos andando e se ninguém sabe para onde, o que será o amanhã?

A jornalista Miriam Leitão escreveu um livro denominado História do Futuro e está indo atrás de várias pessoas no Brasil que estão procurando fazer alguma coisa em prol de um futuro melhor.

Será melhor nos engajarmos nessa caminhada ou procurarmos antes descobrir para onde estão indo os outros e aonde queremos chegar? Se definirmos o nosso objetivo, o nosso ponto focal, sem dúvida ficará muito mais fácil traçarmos um roteiro que nos leve de onde estamos, até onde queremos chegar. Isso é planejamento.

Sou adepta dessa caminhada com roteiro e objetivo definidos. No mais, é esperar para ver.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A HISTÓRIA DO FUTURO

Quando vi, pela primeira vez, o nome desse livro da jornalista Miriam Leitão, confesso que fiquei intrigada com esse título. Como se pode escrever a história do futuro, se ele ainda não aconteceu? No entanto, comprei o livro e começando a lê-lo, já entendi. O futuro ainda não aconteceu e somos nós que o estamos construindo, portanto ele depende do que nós estamos fazendo agora. Ou seja, nós estamos escrevendo, diuturnamente, A HISTÓRIA DO FUTURO, tanto a nossa própria história, como a história do Brasil e do mundo.

Quando a Miriam Leitão escreveu aquele livro, ela como os seus leitores, percebeu que aquela história deveria ser melhor explorada para que as pessoas tomassem ciência de sua responsabilidade na construção do futuro. Ela, como uma ótima repórter, viajou por esse Brazilsão de meu Deus,procurando, caçando, farejando o que as pessoas estavam fazendo para o bem e para o mal. E encontrou muita coisa.

Ontem ela começou a mostrar isso na Globo News, o que vai fazer todas as quintas feiras à partir das 21h30. Nesse programa, ou nesse relatório de viagem que ela faz para nós, ela nos mostrará o que encontrou. E isso poderá servir para nos abrir os olhos, em relação à nossa responsabilidade para conosco mesmos.

Parabéns Miriam Leitão. Que Deus te dê vida longa e que a possas utilizar para o bem.

Lembrando-me do impacto que me causou a reportagem de ontem, coloco aqui uma estrofe de uma música do Osvaldo Montenegro.


"Que a força do medo que tenho/ não me impeça de ver o que anseio/ que a morte de tudo em que acredito/ não me tape os ouvidos e a boca/ pois metade de mim é o que eu grito/ a outra metade é silêncio"