quinta-feira, 28 de maio de 2009

COLABORAÇÃO VERSUS COMPETIÇÃO

“My hope was that a deeper understanding of the conditions that promote cooperation could help make the world a little safer.”
Robert Axelrod – The complexity of Cooperation


Perguntas, bem feitas, podem gerar mais conhecimento e motivar mais o avanço da ciência do que eventuais respostas pretensamente definitivas que estas perguntas venham a merecer. Da mesma forma, certos conceitos em diferentes campos da ciência permanecem desafiando o conservadorismo que caracteriza o mundo científico, retornando à tona recorrentemente como que instigando-nos a não sucumbir ao comodismo dogmático.
Robert Axelrod (1997, pág. 3) indaga no seu livro “A complexidade da Cooperação”, “Estratégias particulares dominam a população?” (1)
Este questionamento serve para contrapor-se aos dois padrões básicos de pesquisa, a indutiva e a dedutiva. A primeira é utilizada para descobrir padrões em dados empíricos, a segunda envolve especificar um conjunto de axiomas e prever as consequências que podem daí derivar. Modelo baseado no agente é o terceiro modo de fazer ciência. Diferente da dedução ele não prova teoremas. O propósiro do modelo baseado no agente é ajudar a intuição.
Continuando com este estudo, Axelrod desenvolveu o “norms game” que permite aos jogadores punirem um participante que não coopere.
Outra forma de cooperação ocorre quando as pessoas se organizam em grupos para competir com outros grupos. Este é claramente um exemplo de colaboração interessada em competição. Isto acontece de várias formas, incluindo alianças entre nações, coligações estratégicas entre empresas, e coalizões entre partidos politicos em democracias parlamentares.

1. Axelrod, Robert, The Complexity of Cooperation: Agend-Based Models of Competition and Collaboration.

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