segunda-feira, 15 de junho de 2009

COMPETIÇÃO E IMITAÇÃO

A rede Globo tenta superar o mal estar que existe no mundo hoje, exibindo um programa no final da noite de domingo, de extremo mau gosto e grosseria.
Em vez da beleza e riqueza da novela das oito, que todo mundo sabe que é irreal, mas aprecia, enche a sala das pessoas de bem com baratas, ratos, pombos, cobras e outras poluições do gênero.
O programa enaltece a competição e não fala em cooperação, como se aquela qualidade fosse um mérito e ainda fosse um valor na sociedade atual. Enquanto se vê as estruturas típicas do capitalismo se esfacelando, quando um ícone do capitalismo como o foi a GM está sendo bancada pelo Governo a ponto de virar piada na boca do Hugo Chavez, a Globo chegou ontem de Marte e parece que não sabe o que está acontecendo no planeta Terra.
Além desses valores morais existem aspectos que deveriam ser proibidos pelo Ministério Público tais como expor os seus participantes á condições de insalubridade e periculosidade. Cadê a responsabilidade objetiva da empresa Globo? Talvez ela só tenha conhecimento disso se ocorrer (Deus livre e guarde) algum acidente ou alguma doença em virtude das situações a que estão sendo expostos os seus participantes.
Além disso, o apresentador, Paulo Vilhena, parece que tomou curso de impostação da voz com o Roberto Justus. Decorou até as sentenças que o Justus fala no seu programa, só que este com elegãncia, apesar da soberba. Seria o ator da Globo uma versão cabocla do Roberto Justus?

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