terça-feira, 10 de novembro de 2009

FIM DO MUNDO

Li, com espanto, um artigo de J.R.Guzzo, na revista Veja de 11 de novembro, intitulado "Fim do mundo".
Nele, o autor pergunta se o Brasil não estaria, junto com o mundo de hoje, se comprometendo com mais uma ilusão científica da história, referindo-se, naturalmente, à grande conferência da ONU, sobre mudança de clima e aquecimento global, que congregará 170 países em Copenhague, no próximo mês.
Fiquei estarrecida ao verificar como e até que ponto se pode distorcer uma informação ao tempo em que me perguntava por quê e para quê.
Eu tento ensinar ao meu filho, de menos de cinco anos, que ele é responsável pela bagunça que faz e portanto deve limpar a sujeira que produz, bem como guardar os brinquedos quando termina de brincar.
E nós, as pessoas grandes, representadas nas questões coletivas e difusas pelos políticos e governantes a quem demos o poder de falar por nós, não nos sentimos na responsabilidade de zelar pela nossa casa, a saber o planeta Terra?
Nada do que dissermos para minimizar as questões do aquecimento global ou tentarmos repassar a responsabilidade para outros, vai resolver a situação.
O problema é nosso, é meu, como indivíduo, morador da Terra e meu, como cidadã do meu país. Como eu elejo governantes e os autorizo a agirem no meu nome, o problema também é deles, quando exige ações que ultrapassam a esfera individual e se tornam coletivas.
Se a disputa é para saber quem é o mais responsável, quem usou mais e desmazeladamente os recursos naturais, quem obteve o maior lucro financeiro com isto, não seria mais produtiva a discussão que girasse em torno de quem pode fazer o quê e agora?
Como o Brasil poderá primeiro pensar em seus interesses, se somos todos viajantes do mesmo Planeta? Temos que consertar o avião com ele em movimento, pois não dá para parar... eu não posso dizer: "Parem esse mundo que eu quero descer". Teremos que cuidar da rede de esgoto da nossa população ao mesmo tempo em que nos preocupamos e resolvemos os problemas mundiais. Do contrário de que servirá a rede de esgotos,
"se não houver mais amanhã"?

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