segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

AGRADECIMENTO À EQUIPE DA CLÍNICA MÉDICA DO 1º. ANDAR DO HOSPITAL SANTA LUZIA

Cheguei domingo, dia 13/12, à noite, na Emergência do Hospital Santa Luzia. Desde o sábado estava passando muito mal, com dores no corpo todo e febre. Portanto, quando pedi socorro, é porque percebi que apenas o chazinho de limão com alho que estava tomando em casa, não estava resolvendo o meu problema e eu estava quase sem forças. Pedi ao Vicente para ir dirigindo o meu carro, pois eu acreditei que não conseguiria nem passar um marcha, tamanha a dor que estava sentindo.
Chegando ao hospital fui atendida pelo clínico de plantão que me mandou fazer um raio X e me disse que eu estava com uma "pneumoniazinha", e que deveria passar aquela noite no hospital, devendo sair pela manhã. Do jeito que eu estava me sentindo, eu só queria uma cama para repousar e achei que a decisão do médico estava corretíssima.

Qual porém foi a minha surpresa ao acordar no dia seguinte com um enfermeiro me dizendo:
- A senhora está isolada porque está com suspeita de H1N1.
Para quem já estava se sentindo desfalecida foi o mesmo que dizer:
-Seja bem vinda à ante-sala do céu! Estamos contentes que tenha vindo.
Digo do céu porque eu sou evangélica e acredito que quando passar dessa para uma melhor, realmente será para uma melhor.


Mas aquele rapaz me transmitia aquela notícia com tanta simpatia,que, apesar de não poder ver-lhe o rosto, pois estava de máscara, gostei dele e não senti medo.
Achei que eles (o pessoal da enfermagem) iriam se esforçar para tornar os meus últimos dias o menos desconfortável possível. Também não senti tristeza, apenas cansaço e uma vontade enorme de fechar os olhos e dormir. Não aceitei e nem desaceitei, apenas escutei a notícia como se fosse uma coisa natural. Entreguei minha vida à Jesus e pronto.
Poucas horas depois, que não sei precisar exatamente quantas, aquele mesmo rapaz irrompeu a minha sala, já sem máscara, com um papel na mão, que deveria ter estado afixado do lado de fora da sala, e balançando o papel, falou:
-Você não está com H1N1 e já retirei o aviso de isolamento.
Bem, para mim, que estava esperando acordar no paraíso, se ele não tivesse falado nada eu acharia que era um anjo me dando as boas vindas, feliz pela minha chegada à casa do Pai.
Ele (o rapaz)estava feliz e pulando, quase dançando. Só depois compreendi que ele estava feliz pelo meu sucesso, pela minha vida. E ele nem me conhecia.
A partir daí comecei a enxergar as pessoas que estavam naquele lugar, que para mim poderia ter sido um lugar de trevas e foi um lugar de luz.
Obrigada Dra. Lívia pelo seu atendimento e pelo seu humor, sempre agradável.
Obrigada equipe de enfermagem, pela força e coragem que vocês me deram.Só para representá-los, mas não excluo nenhum dos que me atendeu, cito alguns nomes:
Obrigada Alexandre, Andréia, Maria Salete, Maria do Livramento, Verônica, Vanessa, Rosana, Sônia, Glória e Feitosa.
Obrigada fisioterapêuta Ferdanda, até hoje faço a ginástica que aprendi aí.
Obrigada pessoal da limpeza, sempre atendendo com uma gentileza peculiar.
Obrigada pessoal da copa.
Obrigada Márcia,nutricionista, pela atenção.

Eu não sabia que havia um oásis de amor e carinho dentro de um hospital em Brasília.
O otimismo de vocês me contagiou e eu estou escrevendo esta mensagem no meu computador, na minha sala, sábado, dia 19.12.2009.
FELIZ NATAL PARA TODOS!

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