sábado, 12 de fevereiro de 2011

FONTES E SUMIDOUROS -2




Os autores de Limites do Crescimento, concluem "a partir de evidências, que o crescimento da utilização dos recursos renováveis, a redução dos recursos não renováveis e a saturação dos sumidouros estão se combinando lenta e inexoravelmente para aumentar a quantidade de energia e capital necessária para sustentar a quantidade e a qualidade dos fluxos de material requerido pela economia. Esses custos se originam de uma combinação de fatores físicos, ambientais e sociais. Consequentemente, eles podem subir tanto que o crescimento da indústria poderá não mais se sustentar. Quando isso acontecer, o ciclo de realimentação positiva que gerou a expansão da economia material mudará de direção; a economia começará a se retrair".
As demandas físicas que sustentam toda a atividade biológica e industrial - terras férteis, minerais, metais, energia e os sistemas ecológicos do planeta, são em princípio, ítens tangíveis e contáveis, tais como hectares de terras aráveis e florestas, quilômetros cúbicos de água doce, toneladas de metais, bilhões de barris de petróleo.
A segunda categoria de requisitos para o crescimento consiste nas necessidades sociais.
O efetivo crescimento consiste nas necessidades sociais. O efetivo crescimento da economia e da população dependerá de alguns fatores, como paz e estabilidade social, equidade e segurança pessoal, líderes honestos que vêem mais longe, educação e abertura a novas idéias, disposição para admitir erros e continuar tentando, e bases institucionais para um constante e apropriado progresso tecnológico.
Os materiais e energia utilizados pela população e estrutura do capital não surgem do nada. Eles são extraídos do planeta. E eles não desaparecem. Quando termina seu uso econômico, os materiais são reciclados ou se tornam residuos e poluentes; a energia é dissipada sob a forma de calor não aproveitável. Existem limites para a velocidade da produção e de absorção desses fluxos pelas fontes e sumidouros, evitando prejuízo às pessoas, à economia ou aos processos de regeneração e regulação da Terra.
Esse fluxo e essa necessidade de tempo para produção e absorção de energia sob várias formas é conhecido, mesmo que empiricamente , há muito tempo. O povo hebreu, tinha como uma de suas ordenanças, o dever de deixar a terra arável descansar por um ano, após o período de seis anos de produção, conforme vemos no livro de Levítico:
O ano sabático
Disse o Senhor a Moisés no monte Sinai:
Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes:
Quando tiverdes entrado na terra que eu vos dou, a terra guardará um sábado ao Senhor.
Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos.
Porém no sétimo ano a terra terá o seu sábado de descanso, um sábado do Senhor. Não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha.
O que nascer de si mesmo da tua seara não podada colherás. Ano de descanso solene será para a terra.
Mas os frutos da terra no seu descanso vos será por alimento, a ti, a teu servo, á tua serva, ao teu empregado, e ao estrangeiro que peregrina contigo,
como também ao teu gado e aos teus animais que estão na tua terra, todos os seus produtos servirão de alimento.
(Levítico, 25:1-7)

2 comentários:

Marise Jalowitzki disse...

Meus avós e mãe ainda seguiam este ritmo! Parece incrível que tanto se perdeu, em tão pouco tempo!
Excelente matéria, Amiga!
Exemplos, história, leis, temos à regalia. Faltam ouvidos e sentimentos!
Beijos e feliz final de semana!

ana rosa disse...

Só peço a Deus que o homem caia em si, antes que seja tarde demais. Um abraço e obrigada pela visita.