domingo, 30 de janeiro de 2011

CONFIRA O PERFIL DOS NOVOS PARLAMENTARES DO RIO DE JANEIRO

RIO - A partir de 1º de fevereiro, 46 deputados federais e dois senadores da bancada do Rio assumirão suas vagas no Congresso Nacional. Um senador, Francisco Dornelles (PP), continua em seu mandato de oito anos.
Confira o perfil de cada um dos 49 parlamentares fluminenses que atuarão na Câmara e no Senado na próxima legislatura:
Anthony Garotinho (PR) - Eleito deputado federal pela primeira vez com 694.862 votos, Garotinho, de 50 anos, é radialista. Foi prefeito de Campos duas vezes (1989 a 1992 e 1997 a 1998) e governador do Rio (1999 a 2002). Ficou ameaçado de não assumir o cargo. O TSE, no entanto, determinou que fosse devolvido à primeira instância o processo em que ele tinha sido condenado por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. A condenação foi anulada e a ação será julgada novamente. Elegeu como sua prioridade a revisão da Constituição.
Francisco Floriano (PR) - Aos 51 anos, foi eleito com 57.018 votos. Apresenta um programa na Rádio Mundial, ligada à Igreja Mundial do Poder de Deus.
Dr Adilson Soares (PR) - Garantiu o segundo mandado como deputado federal ao receber 51.011 votos na eleição do ano passado. Tem 70 anos e foi vereador pelo Rio. Antes da vida política, trabalhou em vários bancos, como o Cruzeiro do Sul. É formado em direito pela Faculdade Cândido Mendes.
Zoinho (PR) - Nascido sob o nome de Jorge de Oliveira, usou o apelido nas urnas. Elegeu-se com 44.355 votos. No domingo da eleição, Zoinho foi detido em flagrante no bairro do Retiro, em Volta Redonda, acusado de fazer boca de urna. Foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal da cidade. Tem 58 anos. Sua prioridade será o desenvolvimento econômico.
Neilton Mulim (PR) - Antes de chegar à Câmara dos Deputados pela primeira vez, em 2007, foi vereador em São Gonçalo por três legislaturas. Aos 42 anos, já exerceu o cargo de secretário de Desenvolvimento Social de São Gonçalo (2002-2004) e de secretário estadual da Infância e Juventude (2005). Candidatou-se a vice-prefeito de São Gonçalo em 2008 pelo PR, mas foi derrotado. Reelegeu-se em 2010 com 41.480 votos. Terá como prioridade a Segurança.
Dr Paulo Cesar (PR) - Assumiu a vaga de deputado federal em 2007, mas ainda como suplente. Com o afastamento do deputado Sandro Matos, eleito prefeito de São João de Meriti em 2008, foi efetivado em janeiro de 2009. No ano passado, garantiu a reeleição com 33.856 votos. Aos 50 anos, foi vereador por Cabo Frio (2001-2005) e candidato à prefeitura da cidade em 2004 e 2008, pelo PSDB e pelo PR, respectivamente. É formado em medicina e história. Afirmou que Saúde será sua bandeira principal.
Liliam Sá (PR) - Vereadora pelo Rio, garantiu sua vaga na Câmara dos Deputados ao receber 29.248 votos. É radialista e foi candidata, pelo PL, a senadora em 2002 e a deputada federal em 2006, não sendo eleita em nenhum dos dois casos. Tem 50 anos. Sua bandeira será as políticas sociais para crianças e adolescentes.
Cristiano José Rodrigues de Souza (PT-doB): Eleito com 29.176 votos. É ex-vereador no município de Duque de Caxias. Tem 32 anos.
Eduardo Cunha (PMDB) - Foi reeleito pela terceira vez com 150.616 votos. É economista, consultor de empresa e radialista. Tem 52 anos. Também foi deputado estadual, em 2001. Foi presidente da antiga Telerj de 1991 a 1993. No governo Garotinho, era presidente da Companhia Estadual de Habitação (Cehab). Recentemente, assumiu ter tido contatos pessoais e profissionais com o empresário Ricardo Magro, alvo principal de inquérito sobre fraude no setor de combustíveis. A defesa dos royalties do petróleo será sua principal bandeira.
Washington Reis (PMDB) - Recebeu 138.811 votos. É ex-prefeito de Duque de Caxias, cidade que governou entre 2005 e 2008. Foi vereador e deputado estadual. Tem 43 anos. Em 2008, perdeu as eleições para o atual prefeito José Camilo Zito dos Santos (PSDB). No ano seguinte, assumiu a Subsecretaria de Obras Metropolitanas do Rio no governo Sérgio Cabral, mas deixou o cargo para disputar as eleições. Chegou a ser impugnado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico. Sua prioridade será o desenvolvimento econômico do Rio.
Adrian (PMDB) - Aos 43 anos, foi eleito com 72.824 votos. É irmão do prefeito de Macaé, Riverton Mussi Ramos. Sua bandeira será defender os royalties do petróleo do Rio.
Alexandre Santos (PMDB) - Em 2010, garantiu vaga para seu 5º mandato consecutivo, com 72.822 votos. Empresário, Alexandre Santos detém concessão de radiodifusão no município de Cantagalo. Aos 56 anos, já passou pelo PSDB e PP antes de chegar ao atual partido. Na Câmara, foi titular na Comissão de Minas e Energia. Sua prioridade será lutar pela capacitação dos trabalhadores.
Ezequiel (PMDB) - Foi eleito para o 4º mandato como deputado federal, com 72.589 votos. Tem 65 anos e é natural de Pernambuco. Já ocupou cargos importantes como a Diretoria de Obras e de Administração e Finanças da Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (EMOP) (1984-1986) e a presidência do Metrô do Rio (1993-1994). Foi também prefeito de São Gonçalo (1997-2000) e secretário de Obras e Programas Especiais do Estado do Rio (2001-2002).
Formado em engenharia, já passou pelo PDT e PSB antes de chegar ao PMDB. Sua principal preocupação é a reforma tributária.
Nelson Bornier (PMDB) - Ex-prefeito de Nova Iguaçu (2001-2002) e deputado, assumirá como suplente. Recebeu 72.352 votos. Bornier tem 61 anos e também exerceu a função de secretário de Desenvolvimento da Baixada Fluminense e Municípios Adjacentes do Rio, entre 1995 e 1996. É formado em direito e pai do também deputado federal reeleito Felipe Bornier. Em 2008, candidatou-se à Prefeitura de Nova Iguaçu, mas foi derrotado. Citou a infraestrutura como sua principal preocupação.
Fernando Jordão (PMDB) - Foi prefeito de Angra dos Reis entre 2001 e 2008. Tem 58 anos, é empresário e engenheiro eletricista. Recebeu 70.022 votos na última eleição, mas ficou como suplente. Assumirá o cargo porque, na coligação, quatro eleitos assumirão funções na Prefeitura do Rio e no governo fluminense. Afirmou que sua prioridade será o desenvolvimento sustentável.
Solange Almeida (PMDB) - Ex-prefeita de Rio Bonito por dois mandatos, a peemedebista recebeu 52.443 votos. Também foi vereadora na cidade. Ficou na suplência de uma vaga para a Câmara dos Deputados e assumirá o cargo devido ao licenciamento de outros eleitos. É formada em medicina veterinária. Sua bandeira principal será a defesa da vida.
Alessandro Molon (PT) - Conquistou 129.515 votos. Advogado, Molon, de 39 anos, é deputado federal pela primeira vez. Em seus dois mandatos como deputado estadual, mesmo sendo do PT, fez oposição ao governador Sérgio Cabral, do PMDB, partido aliado. Em 2008, participou das investigações contra o ex-deputado Álvaro Lins, que foi cassado. No mesmo ano, foi candidato derrotado a prefeito do Rio. Segurança será sua prioridade.
Benedita (PT) - Aos 68 anos, Benedita da Silva foi eleita para a Câmara dos Deputados com 71.036 votos. Iniciou a vida pública como vereadora no Rio em 1982. Doze anos depois, foi eleita para o Senado, mas deixou o mandato para assumir a vaga de vice-governador após a vitória de Anthony Garotinho ao governo do Rio. Benedita se tornou governadora em 2002, quando Garotinho deixou o governo para disputar a Presidência. Ela tentou a reeleição, mas foi derrotada ainda no primeiro turno por Rosinha Matheus, mulher de Garotinho. Assumiu a Secretaria Especial da Assistência e Promoção Social durante o governo Lula. Sua bandeira será a seguridade social.
Edson Santos (PT) - Foi ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência de 2008 a março de 2010, quando deixou o cargo para concorrer novamente ao cargo de deputado federal. Aos 56 anos, foi reeleito com 52.123 votos, menos da metade dos 105.114 votos que recebeu em 2006. Concorreu ao Senado em 2002, mas foi derrotado. Foi vereador pelo Rio de 1989 a 2006. Afirmou que lutará pela redução das desigualdades sociais.
Chico D'Ângelo (PT) - Aos 57 anos, recebeu 47.815 votos na eleição do ano passado. Não foi eleito, mas ficou na suplência e assumirá o cargo por conta licenças de outros deputados do PT que foram ocupar postos em outras esferas do governo. É médico e foi presidente do Conselho Municipal de Saúde de Niterói (2002-2006) antes de se tornar deputado federal pela primeira vez. Também foi diretor da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) (1992-1994). Citou a Saúde como o principal tema a ser defendido em Brasília. Citou a Saúde como o principal tema a ser defendido em Brasília.
Eliane Rolim (PT) - É casada com o prefeito de Belford Roxo, Alcides Rolim. Tem 46 anos e recebeu 43.738 votos. Suplente, assumirá o cargo de deputada federal porque outros petistas mais votados assumiram cargos em outras esferas do governo. Saneamento básico será sua principal preocupação.
Sergio Zveiter (PDT) - Foi presidente da OAB-RJ de 1991 a 1995 e do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (1998-1999). Foi também secretário de Estado de Justiça (1999-2000). Concorreu à Prefeitura de Niterói em 2000, mas foi derrotado. Segundo ele, suas principais bandeiras em Brasília serão a defesa dos royalties do petróleo, o socorro aos consumidores superendividados, a implantação de UPPs em todo o Rio e a preparação do estado para a Copa e as Olimpíadas. É irmão do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Zveiter, que é alvo de ação do Ministério Público por suposta campanha imprópria em favor do irmão nas eleições. Tem 54 anos e foi eleito com 65.826 votos. Afirmou que sua prioridade será a defesa dos direitos dos cidadãos.
Marcelo Matos (PDT) - Irmão do prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos, Marcelo Matos foi o candidato a deputado federal mais votado do PDT, com 80.862 votos. Ele tem 42 anos e é comerciante. A melhoria do transporte público será sua principal defesa no Congresso.
Miro Teixeira (PDT) - Deputado federal desde 1971, foi eleito com 63.119 votos para o décimo mandato na Câmara. Foi ministro das Comunicações durante o primeiro mandato do presidente Lula e responsável pela ação que acabou derrubando no Supremo Tribunal Federal a Lei de Imprensa. Antes do PDT, foi filiado ao PP, PPS e PT. Tem 65 anos. Vai lutar principalmente pela Saúde.
Filipe Pereira (PSC) - Foi reeleito com 98.280 votos. Tem 27 anos, sendo o mais jovem deputado da bancada do Rio. É empresário e administrador de empresas. Também é membro da Assembléia de Deus. No ano passado, o Ministério Público Eleitoral o denunciou por abuso de poder econômico. No comitê de Pereira, foram apreendidos, entre outras coisas, impressos com campo para preenchimento de título de eleitor e toalhas, canecas e canetas do então candidato. A Educação será sua bandeira principal.
Hugo Leal (PSC) - Reeleito com 98.164 votos. É advogado. Tem 48 anos. Foi secretário de Administração no governo Anthony Garotinho e secretário de Justiça no governo Rosinha Garotinho. Criou a Lei 11.705, mais conhecida como Lei Seca. Elegeu o combate à violência no trânsito como sua prioridade.
Deley (PSC) - Ex-jogador do Fluminense, Palmeiras e Botafogo, Deley recebeu na última eleição 66.532 votos. Assumirá a vaga porque outros eleitos da coligação vão se licenciar. Desta forma, voltará à Câmara dos deputados para assumir seu terceiro mandato consecutivo. Foi secretário municipal do Esporte e Lazer de Volta Redonda (1997-2002). Sua principal bandeira será viabilizar a Copa e as Olimpíadas.
Arolde de Oliveira (DEM) - Com 99.457 votos, vai para seu oitavo mandato consecutivo. É engenheiro e economista. Tem 73 anos. É especialista em telecomunicações. Foi secretário municipal de Transportes do Rio. Oliveira fez oposição ao Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH3), proposto no governo do ex-presidente Lula. Na campanha eleitoral do ano passado, ele liderou o movimento e espalhou outdoors pelo estado contra o programa. Sua prioridade principal será a infraestrutura.
Rodrigo Maia (DEM) - Filho do ex-prefeito Cesar Maia, Rodrigo é o atual presidente do DEM e foi um dos principais críticos do governo Lula. Aos 40 anos, assumirá seu quarto mandado consecutivo. Foi eleito, em 2010, com 86.162 votos. Rodrigo Maia nasceu no Chile em 12 de junho de 1970 e, aos 26 anos, assumiu seu primeiro cargo público, a Secretaria de Governo do município do Rio, nomeado pelo então prefeito Luiz Paulo Conde. Antes de ingressar na vida política, foi funcionário dos bancos BMG (1990) e Icatu (1993-1997). Seus projetos prioritários serão ligados à Segurança Pública.
Jair Bolsonaro (PP) - Obteve 120.646 votos, sendo reeleito pela sexta vez consecutiva. Tem 55 anos. É militar do Exército. Na carreira política, colecionou polêmicas. Foi contra o estatuto do desarmamento e a favor do controle da natalidade e da maioridade penal aos 16 anos. Em 2000, em uma entrevista, chegou a defender a utilização da tortura em casos de tráfico de droga e sequestro e a execução sumária em casos de crime premeditado. Sua prioridade será a defesa do controle da natalidade.
Simão Sessim (PP) - É deputado federal desde 1979, quando ainda pertencia à Arena, partido que apoiava o regime militar. Aos 75 anos, vai para o 9º mandato, para o qual foi eleito com 77.800 votos. Antes da vida parlamentar, foi secretário de Educação de Nova Iguaçu (1969-1970), procurador-geral de Nilópolis (1971-1972) e prefeito de Nilópolis (1973-1977). É pai de Sérgio Sessim, atual prefeito de Nilópolis. A Saúde será sua prioridade.
Dr Aluizio (PV) - Aos 42 anos, o médico Dr. Aluízio foi eleito para a Câmara dos Deputados com 73.185 votos. Em 2008, foi candidato à Prefeitura de Macaé, mas foi derrotado pelo atual prefeito. Sua maior preocupação será lutar pelos royalties do petróleo do Rio.
Sirkis (PV) - Eleito vereador por quatro legislaturas (1989-1993, 1993-1997, 1999-2001, 2008 - 2012), Sirkis deixa o mandato na Câmara Municipal para assumir a vaga de deputado federal, para o qual foi eleito com 73.185 votos. Já foi secretário municipal de Meio Ambiente (1993-1996) e de Urbanismo do Rio de Janeiro (2001-2006). Chegou a ser candidato à Presidência da República pelo PV em 1998, à prefeitura do Rio de Janeiro em 2000 e a senador em 2006, sendo derrotado em todas estas tentativas. Na década de 1970, se exilou em Buenos Aires, Santiago e Paris. Voltou ao Brasil com a Lei da Anistia, em 1979. Sua prioridade principal será a Segurança Pública.
Chico Alencar (PSOL) - Recebeu 240.724 votos, sendo eleito deputado federal pela terceira vez consecutiva. Tem 61 anos. É professor de História e historiador. Foi vereador (1989 a 1996) e deputado estadual (1999 a 2002). É membro da Comissão de Direitos Humanos e do Conselho de Ética da Câmara. Desde 2006, é incluído na lista dos cem parlamentares mais influentes do Congresso, divulgada anualmente pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Elegeu a reforma política como sua principal prioridade.
Jean Wyllys (PSOL) - Candidato pela primeira vez na eleição de 2010, Jean Wyllys foi eleito com 13.018 votos e entrou na segunda vaga do PSOL, graças à votação de seu companheiro de partido Chico Alencar (240.724 votos). Jean Wyllys foi o vencedor da 5ª edição do "Big Brother Brasil", faturando o prêmio de R$ 1 milhão. Professor universitário e homossexual assumido, Jean Wyllys nasceu em Alagoinhas, na Bahia, e tem 36 anos. Sua bandeira principal será os direitos humanos.
Otavio Leite (PSDB) - Depois de atuar secretário municipal de Governo (1990-1992), o advogado sergipano de 49 anos foi vereador do Rio por três legislaturas (1993 a 1997, 1997 a 2001 e de 2001 a 2003). Foi eleito deputado estadual em 2003 e, logo depois, se tornou vice-prefeito do Rio na gestão Cesar Maia. Em 2006, foi eleito para a Câmara dos Deputados e, no ano passado, foi reeleito com 84.452 votos. Otávio Leite é afilhado de batismo do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Elegeu os direitos dos deficientes físicos como sua principal bandeira.
Andreia Zito (PSDB) - É filha do prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito. Chegou à Câmara dos deputados em 2007, depois de cumprir dois mandatos na Assembleia Legislativa do Rio (1999-2003 e 2003-2007). Foi titular na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. Aos 36 anos e bacharel em Direito, Andreia Zito foi reeleita com 82.832 votos, bem menos do que os 190 mil votos que recebera na eleição anterior. Saúde será sua prioridade no Congresso. Sua prioridade será a Saúde.
Romário (PSB) - Ex-jogador de futebol, Romário, de 44 anos, foi eleito pela primeira vez com 146.859 votos. Com a seleção, conquistou a Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994. No mesmo ano, foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa. Fez 1.006 gols na carreira. No Brasil, passou por clubes como Vasco, Flamengo e Fluminense. No exterior, jogou por PSV Eindhoven, Barcelona, Valencia, Al-Sadd, Miami e Adelaide United. A inclusão social por meio do esporte será sua principal bandeira.
Glauber (PSB) - Era suplente e assumiu o mandato de deputado federal entre 6 de janeiro e 2 de fevereiro de 2009 e de 3 de fevereiro de 2009 a 31 de março do ano passado, em virtude do afastamento de Jorge Bittar. A partir de 5 de janeiro de 2011, voltou à condição de parlamentar em virtude do licenciamento de Luiz Sérgio, que se tornou ministro da Secretaria de Relações Institucionais. Foi eleito ano passado com 57.549 votos. Elegeu como prioridade diminuir os efeitos relacionados aos desastres naturais.
Vitor Paulo (PRB) - Assume o cargo pela primeira vez com 157.580 votos. É jornalista e ligado ao senador Marcelo Crivella. Tem 46 anos. Atualmente, é presidente nacional do PRB e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus. É o coordenador político da Universal e integrante do Conselho de Bispos desde a destituição do ex-deputado federal e ex-bispo Carlos Rodrigues, por envolvimento com o caso Waldomiro Diniz, em 2004.
Jandira Feghali (PC do B) - Eleita com 146.260 votos, Jandira Feghali é deputada federal desde 1991. Também foi deputada estadual, entre 1987 e 1990. É médica e tem 53 anos. Foi secretária de Desenvolvimento Econômico de Niterói e secretária de Cultura do Rio de Janeiro. Em 2005, relatou o projeto de lei do governo que coíbe a violência doméstica contra a mulher, a chamada Lei Maria da Penha.
Stepan Nercessian (PPS) - Eleito vereador pela cidade do Rio em 2004 e reeleito na eleição seguinte, o goiano Stepan Nercessian deixa a vaga para assumir, aos 57 anos, o cargo de deputado federal. Ator de cinema e televisão, já participou de novelas e minisséries da TV Globo, como "Cobras e Lagartos", "A Lua me Disse", "Um Só Coração" e "A Casa das Sete Mulheres". É presidente do Retiro dos Artistas e foi presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Rio de Janeiro (Sated). Afirmou que a cultura será sua principal bandeira.
Walney Rocha (PTB) - Foi vereador de Nova Iguaçu de 1989 a 1995. Depois, foi eleito para a Assembléia Legislativa do Rio, onde permanecer por três legislaturas (de 1995 a 2007). Também exerceu o cargo de secretário de Saúde de Nova Iguaçu, de 2008 até o ano passado. Já teve passagens pelo PDT, PMDB e PAN, antes de chegar ao PTB. Recebeu 51.203 votos para chegar à Câmara dos deputados em 2011. Tem 51 anos.
Felipe Bornier (PHS) - Ingressou na atividade política ao participar das campanhas do pai, o também deputado federal e ex-prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier. Foi reeleito para a Câmara dos Deputados com 44.236 votos. Em seu primeiro mandato, integrou a Comissão da Defesa do Consumidor. É formado em marketing pela Faculdade Estácio de Sá. Tem 32 anos. Afirma que sua principal bandeira será a Educação.
Aureo (PRTB) - Único eleito em sua coligação, que envolvia três partidos. Tem 31 anos e recebeu 29.009 votos. Nunca exerceu qualquer função pública. Elegeu como prioridade o combate às drogas.
Dr. Carlos Alberto (PMN) - Aos 65 anos, é ex-coordenador geral da Lei Seca. Com a licença de Alexandre Cardoso, que assumiu a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, assumiu a vaga de deputado. Conquistou 42.808 votos. Citou o combate à violência no trânsito como sua prioridade.
Senadores
Francisco Dornelles (PP) - Eleito em 2006 com 3.373.731 votos. Foi deputado federal e ministro da Fazenda, no governo Sarney, e da Indústria e Comércio e também do Trabalho, no governo Fernando Henrique Cardoso. Tem 81 anos. É advogado, mestre e doutor em Direito Financeiro pela UFRJ. Citou a defesa dos royalties do petróleo do Rio como sua principal preocupação.
Lindberg Farias (PT) - Em 2010, foi eleito com 4.213.749 votos. Tem 41 anos. Ex-líder estudantil, liderou o movimento dos Caras Pintadas, que, em 1992, levou ao impeachement do então presidente Fernando Collor de Mello. Foi deputado federal e prefeito de Nova Iguaçu, entre 2005 e 2010. Citou a defesa dos royalties do petróleo do Rio como sua principal preocupação.
Marcelo Crivella (PRB) - Reeleito com 3.332.886 votos. Formado em Engenharia Civil, tem 53 anos. É bispo licenciado da Ugreja Universal do Reino de Deus e sobrinho de Edir Macedo, líder religioso e fundador da Universal. Também é cantor e compositor de músicas gospel. Vai propor medidas para melhorar a vigilância das fronteiras do país.

CRESCIMENTO EXPONENCIAL e OVERSHOOT


As primeiras causas do overshoot são o crescimento, a aceleração e a mudança rápida. Durante mais de um século, diversos aspectos físicos do sistema global têm crescido rapidamente. Por exemplo, população, produção de alimentos, produção industrial, consumo de recursos e poluição estão todos crescendo, de modo geral, cada vez mais rapidamente. Estes aumentos seguem um modelo que os matemáticos denominam de crescimento exponencial.
Este tipo de crescimento tem características surpreendentes que dificultam muito seu gerenciamento. O crescimento físico em um planeta finito deve, no devido tempo, ter um fim. Mas, quando acontecerá esse fim; que forças levam ao declínio? Em que condições a humanidade e o ecossistema global ficarão depois disso?
Apanhe um pedaço grande de tecido e dobre-o ao meio. Você acabou de dobrar sua espessura. Dobre-o ao meio outra vez para quadruplicá-la. Dobre-o ao meio novamente. Dobre-o ao meio pela quarta vez. Agora ele está 16 vezes mais espesso que o original - com uma espessura da ordem de 1,0 cm, ou 0,4 polegadas.
Se você conseguisse dobrar o tecido dessa maneira por mais 29 vezes, perfazendo um total de 33 dobras, com que espessura você acha que ele ficaria? Menor que 30 cm? Entre 30 cm e 30 m? Entre 30 m e uma milha? Certamente você não conseguiria dobrar um pedaço de tecido ao meio 33 vezes. Mas, se você conseguisse, o fardo de tecido seria suficientemente extenso para ir de Boston a Frankfurt - 3.400 milhas, ou cerca de 5.400 quilômetros.
O crescimento - o processo de dobrar, redobrar e redobrar novamente - é surpreendente, pois ele gera esses números fantásticos muito rapidamente. As quantidades que crescem exponencialmente nos enganam, pois a maioria das pessoas pensa no crescimento como um processo linear.
Uma quantidade cresce exponencialmente quando o seu aumento é proporcional à quantia já existente no sistema.
É possível ver como o crescimento exponencial, combinado com o atraso nas respostas, pode levar ao overshoot. Durante um longo tempo, o crescimento parece insignificante. Aparentemente não há qualquer problema. Então, repentinamente, ocorrem mudanças cada vez mais rápidas até que, com a última ou penúltima duplicação não há mais tempo para a reação.
(Donella Meadows, Jorgen Randers e Dennis Meadows, Limites do Crescimento, A atualização de 30 anos).

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

OVERSHOOT

OVERSHOOT

OVERSHOOT


Overshoot significa exceder, ir longe demais, ultrapassar limites acidentalmente - sem qualquer intenção. Há, de modo geral, uma construção excessiva de barcos de pesca. Consequentemente, as frotas de barcos pesqueiros crescem tanto que acabam por pescar muito além da pesca sustentável. Isto esgota a população de peixes e obriga os barcos a permanecerem nos portos. A indústria química tem produzido mais produtos químicos com cloro do que a atmosfera superior pode assimilar com segurança. Agora a camada de ozônio estará perigosamente comprometida durante décadas até que se reduzam os níveis de cloro na atmosfera.
Mas as consequências não precisam ser catastróficas. O overshoot pode levar a dois diferentes resultados. Um é alguma forma de ruptura. O outro é uma reviravolta deliberada, uma correção, uma prudente desaceleração.
Todas as pessoas tem uma "visão de mundo"; ela influencia o que elas olham e vêem. Ela funciona como um filtro; reconhece informações consistentes com suas expectativas (geralmente subconscientes) acerca da natureza do mundo; faz com que sejam desconsideradas informações que contrariem ou não confirmem essas expectativas. Quando as pessoas olham o mundo através de um filtro, tal como uma vidraça ou um mundo colorido, elas normalmente vêem através dele em vez de vê-lo efetivamente - e, portanto, também, têm visões do mundo.
Semelhantemente a qualquer outro ponto de observação - por exemplo, o topo de uma colina - uma perspectiva sistêmica permite às pessoas verem coisas que elas jamais notariam a partir de qualquer outra posição vantajosa, e que poderia bloquear a visão de outras coisas.
(Meadows, Donella H. Limites do Crescimento: a atualização de 30 anos/ Donella Meadows, Jorgen Randers, Dennis Meadows.)

CONTRA A CONSTRUÇÃO DA USINA DE BELO MONTE

Caros amigos de todo Brasil,

Chegou a hora de agirmos! O governo acaba de aprovar uma licença “parcial” que libera a derrubada de árvores para iniciar o canteiro de obras para a construção da usina de Belo Monte.

A decisão já teve forte repercussão, o Ministério Público Federal no Pará declarou que a licença é ilegal e não poderia ser emitida sem o cumprimento das condicionantes ambientais. Mas a Presidente Dilma está se fazendo de surda.

Somente uma mostra da indignação geral de brasileiros de todo o país conseguirá persuadir ela a revogar a licença. Nós sabemos que a pressão funciona! Se um número suficiente de pessoas ligarem para a Dilma, poderemos ajudar a proteger a nossa preciosa floresta e conseguir a revogação da licença ilegal. Se não agirmos, a floresta começará a ser derrubada, a construção dos canteiros de obra iniciará e ficará cada vez mais difícil reverter esse quadro.

Vamos inundar o gabinete da Dilma com telefonemas hoje, mostrando que estamos atentos e prontos para impedir a destruição do Rio Xingu.

Só leva alguns minutos.

Ligue para o gabinete da Dilma agora: (61) 3411.1200, (61) 3411.1201 ou (61) 3411.2403

Veja algumas sugestões do que falar ao telefone. Lembre-se de se apresentar e ser educado:
Peça a revogação imediata da licença parcial concedida esta quarta-feira e pare o andamento do projeto
Cite a renúncia do Presidente do IBAMA e o processo do Ministério Público Federal declarando a ilegalidade da licença
Peça investimento em eficiência energética e fontes verdadeiramente limpas que não causam uma devastação ambiental
De acordo com a lei brasileira e internacional, o governo tem a obrigação de proteger os direitos básicos das populações indígenas e comunidades locais
Mencione a petição para parar Belo Monte com mais de 385.000 nomes, dizendo que esperamos que ela ouça a população
Duas semanas atrás o ex-Presidente do IBAMA renunciou ao cargo, se recusando a ceder a pressão política para emitir a licença de construção de Belo Monte. Mas o governo rapidamente apontou Américo Ribeiro Tunes, um substituto leal que caladamente assinou a licença pouco depois de assumir o cargo.

Porém, a pressão está aumentando por vários lados. O Ministério Público Federal no Pará está comprometido a entrar na justiça para parar Belo Monte, líderes indígenas estão voando do Pará para se reunir com o governo e a nossa petição de 385.000 nomes será entregue em Brasília.

Vamos mostrar a nossa indignação! Ligue para o gabinete da Dilma agora: (61) 3411.1200, (61) 3411.1201 ou (61) 3411.2403. Juntos nós podemos proteger a Amazônia. Depois de ligar escreva para portugues@avaaz.org para contarmos o número de ligações.

Para fortalecer a nossa ação, ligue também para a Ministra do Meio Ambiente.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

LIMITES DO CRESCIMENTO - 2

Nunca as grandes questões do desenvolvimento estiveram tão intimamente ligadas ao futuro da humanidade e à discussão de seus valores mais profundos. Ao mesmo tempo em que se encontram terapias e remédios cada vez mais sofisticados, nunca antes estivemos tão ameaçados por mudanças drásticas nas condições de vida no planeta, a exemplo das mudanças climáticas.
Hoje somos obrigados a nos perguntar se poderá haver cada vez mais progresso econômico e social com os atuais padrões de produção e consumo, ou se ele acabará por colocar em risco a nossa sobrevivência, pelo uso inadequado dos nossos limitados recursos naturais. Habitamos um planeta frágil, que vem sendo gradativamente destruído por várias gerações sedentas por conforto, segurança, dinheiro e consumo. Desenvolvimento Sustentável significa atender às necessidades atuais sem comprometer as das gerações futuras. Dois conceitos devem então ser destacados: necessidades e limites. Necessidades de produção, de consumo e de segurança e limites ambientais, tecnológicos e sociais. Para que haja desenvolvimento sustentável é necessário:
  • um sistema político que permita a participação de todos no processo decisório;
  • um sistema econômico capaz de gerar produção constante, confiável e sustentável;
  • um sistema social capaz de conter tensões geradas por um desenvolvimento desigual;
  • um sistema internacional que permita trocas comerciais e tecnológicas de forma mais justa.
E, nós teremos que resolver as seguintes questões:
  • Como reverter séculos de destruição ambiental?
  • Como manter a economia com altos índices de produção de maneira sustentável?
  • Será possível adotar políticas públicas que permitam um desenvolvimento sem qualquer dano ao planeta?
  • Conseguiremos manter acordos internacionais de utilização conjunta de recursos, quando não respeitamos dieitos civis básicos, internacionais e nacionais?

O misterioso sumiço das abelhas

Desaparecimento de inseto em colmeias preocupa os EUA e agora o Brasil; em SC, comissão investiga caso
26 de janeiro de 2011 | 0h 00
Karina Ninni - O Estado de S.Paulo
Há cerca de quatro anos, apicultores americanos, canadenses e europeus começaram a ter problemas com suas abelhas melíferas (Apis mellifera): elas estavam desaparecendo das colmeias. O sumiço estava causando prejuízo tanto aos que viviam diretamente da polinização e do beneficiamento dos produtos de origem apiária quanto aos agricultores, que dependiam dos insetos nas lavouras.
Itamar Miranda/AE
"As colmeias tinham muita cria e poucas abelhas adultas. Destas, a maioria era recém-nascida, mas a rainha continuava presente", afirma o professor de genética na Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto, David D. Jong.
O mesmo está acontecendo em Santa Catarina, onde a Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores (Faasc) recebeu tantas reclamações recentemente que criou uma comissão técnico-científica para estudar o assunto.
"As maiores queixas foram de apicultores do litoral sul e da Grande Florianópolis. A média de perda de colmeias relatada gira em torno de 30%", afirma Afonso Inácio Orth, professor do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e membro da comissão. Ele explica que sempre há uma perda no manejo das colmeias, algo entre 5% e 15% - 30% é muito.
Nos EUA, a "doença" do desaparecimento das abelhas foi diagnosticada como Colony Collapse Disorder (CCD). As abelhas deixam para trás cria, mel e tudo o que produzem. O curioso é que nas colmeias atacadas não se veem abelhas mortas; nem dentro, nem ao redor.
Algumas possíveis causas já foram apontadas, como o uso de novos inseticidas, aparição de vírus, problemas com a variabilidade genética, falta de alimentos adequados, fungicidas que afetam a alimentação das abelhas e a intensidade no manejo das colmeias, que são transportadas e alugadas para a polinização de lavouras em todo o País.
Ácaros como o Varroa destructor e protozoários como a Nosema, conhecidos dos pesquisadores, também foram cogitados. Mas a abelha africanizada usada no Brasil, surgida a partir da mistura de uma subespécie europeia e uma africana, é mais resistente a doenças do que as europeias e não precisa de tratamento com fungicidas e, em condições normais, resiste ao ácaro.
"Não podemos afirmar que seja o mesmo problema que ocorre nos EUA, mas os sintomas são bem parecidos", diz Orth.
Polinização e mel. De acordo com David D. Jong, o desaparecimento de abelhas já é um fenômeno mundial e pode causar danos à agricultura.
"Nos EUA, no auge dos relatos, o aluguel de uma colmeia para polinização passou de US$ 40 por mês para algo entre US$ 150 e US$ 200." Ele lembra que o Estado da Califórnia é totalmente dependente da polinização dirigida na produção de frutas e que só as plantações de amêndoa da Califórnia mobilizam 1,4 milhão de colmeias na florada.
Em Santa Catarina, os preços também dispararam na safra do ano passado. "Quem contratou de última hora pagou R$ 75 por uma colmeia que até ontem era alugada a R$ 45 por florada", afirma Orth.
Santa Catarina foi pioneira no uso profissional das colmeias para a polinização das macieiras. Hoje são utilizadas cerca de 120 mil colmeias para isso, de acordo com Orth. O Estado produziu, na última safra, 700 milhões de toneladas de maçãs, mais de 50% da safra do sul do País, de 1,2 bilhão de toneladas.
Segundo Nézio Fernandes de Medeiros, presidente da Faasc, os apicultores que perderam abelhas ficaram desesperados.
"Quem sente mais depressa são os que vivem diretamente dos produtos. Há 30 mil famílias que dependem da produção de mel. A perda estimada foi de 6 mil toneladas do produto no ano passado", disse ele.
A boa notícia é que as abelhas, que vivem cerca de 30 dias, se reproduzem rapidamente: cada uma pode por até 3 mil ovos por dia, em média.




terça-feira, 25 de janeiro de 2011

HORA DE REPENSAR O MOVIMENTO MARINA SILVA

RESUMO: no texto a seguir Carlos Novaes sugere que o Movimento Marina Silva reflita melhor sobre a existência em seu meio de “voluntários remunerados”, e pede mais transparência sobre os gastos havidos e sobre os custos de manutenção do Movimento, sua(s) fonte(s) de financiamento, seus critérios de remuneração, etc. Novaes propõe, ainda, que se evite adesão por inércia e que este site pergunte a cada uma das pessoas cadastradas se quer continuar no Movimento Marina Presidente agora que a campanha acabou – e com que propósito. Além disso, Novaes aponta problemas de “culto à personalidade” e, diante dessas ponderações, também se indaga sobre a real novidade política desse Movimento. A seguir, o texto completo.
Amigos e demais inscritos no site Marina Presidente (2010),

Fazia tempo que me ocupava como voluntário do projeto Marina Presidente (2010) quando em abril/maio de 2009 me deparei com o site do Movimento Marina Silva Presidente. De pronto fiz meu cadastro, pois imaginei que estava diante de uma iniciativa realmente independente de tudo o que já vínhamos fazendo por aquele projeto.

Mais adiante, exigências de ordem legal acerca de “propaganda antecipada” obrigaram o site a retirar a palavra presidente da sua denominação. Mas para quem se engajava a motivação continuou sendo a eleição de 2010.

Entretanto, observo que o pessoal que manipula a rotina da organização do site pensa em dar a ele ânimo perene, para além do projeto presidencial de 2010, rumo que obriga cada um de nós a fazer uma escolha: ficar ou sair.

Uma liderança política se afirma e confirma a cada dia, nunca por antecipação. Na mesma linha, o liderado faz o movimento correspondente. É de perguntar sobre a pertinência em participar de um movimento político não-eleitoral com o nome de pessoa viva, Marina Silva, em pleno gozo de sua capacidade de julgar e mudar seja de opinião, seja de projeto.

A campanha eleitoral ficou para trás e as idéias e engajamentos que suscitou são agora matéria de debate, avaliação e reavaliação públicos.

1. Adesão por inércia não é recomendável nem para quem a recebe, nem para quem a dá. Sugiro que se faça uma consulta pessoal e direta a cada um dos mais de 45 mil cadastrados neste site para saber se cada uma dessas pessoas quer ou não continuar inscrita nele – e com que objetivo – afinal, esse contingente não forma um ativo de que se possa dispor;

2. Como pesquisador político tive o privilégio de estudar as deformações sofridas pelo PT, tendo localizado e fundamentado naquilo que chamei de “militância remunerada” (v., de minha autoria, “PT: dilemas da burocratização” in Novos Estudos, CEBRAP, março de 1993) a pedra fundamental daquele, hoje manjadíssimo, processo de abandono de princípios na orientação das escolhas políticas do partido: uma vez remunerado, o militante perdeu a independência e o recrutamento passou a se dar pela obediência;

3. Sugiro que este movimento se debruce com um pouco mais de cuidado sobre a surpreendente revelação feita com ligeireza pelo Marcelo Estraviz acerca da figura do “voluntário remunerado” (uma contradição em si), que a mim parece muito mais extravagante e perigosa do que a do “militante remunerado” – mormente quando se pretende manter independência (de que?; de quem?, segundo que base material?, quem recruta/recrutou? Isso foi discutido de maneira ampla no Movimento?);

4. Como julguei não haver vantagem eleitoral ou afetiva para o projeto Marina Presidente (2010) contestar publicamente certas escolhas deste Movimento no curso da campanha e nos dias de júbilo que muitos viveram logo depois do resultado, me limitei, naquela altura, a escrever minhas críticas a alguns amigos do Movimento. Passadas aquelas circunstâncias, vejo vantagens em apresenta-las a todos, ainda mais porque os problemas persistem:

4.1. O Movimento padece de um inatual “culto à personalidade”. Jamais me reconheci na denominação de marinista ou marineiro. Tal como nunca me pareceu razoável alguém se definir como lulista ou luleiro, brizolista ou brizoleiro, janguista ou jangadeiro. De resto, jamais se ouviu falar, a sério, de mandelistas, gandhistas etc. Se algum dia fez sentido denominar-se leninista ou marxista, a denominação se reportava às notáveis contribuições teóricas de pensadores já desaparecidos, cuja envergadura da produção intelectual abrigava (e abriga) disputa interpretativa acirrada. Há novidade política nisso?

4.2. Na mesma linha inatual, me pareceu inadequadamente personalista (por oposição à adesão a um projeto impessoal propriamente dito) a denominação Casa de Marina para os comitês eleitorais da candidata (fossem ou não domiciliares) estimulados pelo Movimento. Pensem como seria alguém propor como novidade política positiva Casa de Lula, ou Casa de FHC...Que novidade propriamente política há nisso?

4.3. O Movimento se fez “presente” na Convenção do PV que ouviu e votou sem debater a decisão de “independência” no segundo turno da eleição presidencial de 2010. Independentemente do mérito da questão, os métodos e suas circunstâncias são fundamentais, notadamente quando se proclama “uma nova forma de fazer política”. Pergunto: os membros do Movimento que lá estiveram foram escolhidos por quem? Se havia, quantos dentre eles eram/foram voluntários remunerados? Tinham todos a mesma posição? O que pensaram e opinam sobre o fato de que o tema votado não foi discutido pelos convencionais?, sendo de notar que sequer houve a consulta sobre a existência de posições diferentes às acertadas previamente entre cardeais da campanha e a então candidata -- o que houve de novo nesse modo de fazer política em que os cardeais impuseram sua posição a todos os outros, interditando até mesmo já não digo o debate, mas a mera apresentação pública do pensamento diferente na tal convenção em que estiveram os membros do Movimento?;

5. Movimentos independentes, autônomos e assemelhados retiram sua viabilidade material da multiplicidade de doadores/financiadores. Ou seja, nenhum ator deve deter relevância isolada, muito menos predominância, no “pagar as contas”. No limite, é isso que garante a independência: se uma fonte seca, há muitas outras. Quem paga as despesas de manutenção deste site Movimento Marina Silva? Quem foram/são os “voluntários remunerados”? Se ainda existem, quantos são os remunerados? Se existe, quanto custa essa folha de remuneração? Quem e como se define os que são/serão remunerados? Ser voluntário remunerado supôs/supõe/suporá dedicação exclusiva à tarefa? Qua6. Espero que a conversa sobre os assuntos e perguntas apresentados acima ilumine o ambiente e coloque o Movimento num grau superior de transparência, mormente para os milhares de nossos parceiros que trabalhamos, voluntariamente, meses a fio.


por Carlos Novaes

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Turista italiana morre por causa das chuvas em Santa Catarina

Turista italiana morre por causa das chuvas em Santa Catarina

Turista italiana morre por causa das chuvas em Santa Catarina

23 de janeiro de 2011 • 18h47 Terra Notícia
Uma turista italiana morreu depois que seu veículo foi arrastado pelas águas e caiu em um rio da cidade de Florianópolis, onde 15 mil pessoas ficaram desabrigadas devido às fortes chuva.
A italiana de 22 anos, cuja identidade não foi revelada pela Defesa Civil, foi uma das três pessoas mortas durante o temporal de sábado, que se somam a outras duas mortes ocorridas nas últimas semanas em Santa Catarina.

A mulher, segundo as autoridades, tentou passar por uma ponte na região de Vargem Grande, mas a água ultrapassou o nível e arrastou o veículo por mais de 100 metros.

Outras duas italianas e uma brasileira, que conduzia o veículo, se salvaram e foram encontradas agarradas a uma cerca, de acordo com o relato de testemunhas.

As três italianas se dirigiam ao aeroporto para pegar o avião que as conduziria de volta a seu país.

No mesmo lugar, uma caminhonete com três passageiros também caiu no rio, mas os ocupantes do veículo se salvaram.

As outras vítimas da tempestade de sábado foram um homem de 38 anos, atingido por um raio, e um bebê, que foi levado pela correnteza quando sua família fugia de um deslizamento de terra que soterrou sua casa.

Na sexta-feira, uma criança de oito anos também foi arrastada pela correnteza e morreu, enquanto na quarta-feira um homem de 42 anos, na cidade de Jaraguá do Sul, foi atingido por um raio.

Em 2008, as chuvas que afetaram 60 cidades no estado deixaram 137 mortos.

Na região serrana do Rio de Janeiro, onde ocorreu a maior tragédia por consequência das chuvas, as autoridades contabilizam oficialmente 808 mortos e mais de 400 desaparecidos.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Secretário de Obras da Capital culpa ‘drenagem insuficiente’ pelos estragos da chuva

Entrevista 19/01/2011 20:41

Diego Alves

O secretário de Obras de Campo Grande, João Antônio de Marco fez um balanço dos estragos provocados por uma forte chuva que caiu sobre a cidade duas semanas atrás.

Enxurradas invadiram casas, destruíram móveis e assustaram a população, principalmente a que habita bairros afastados da área central.

De Marco apontou os pontos considerados críticos e os projetos já criados por sua secretaria. Nesta quarta-feira, ele comentou a questão com o Midiamax. Eis o diálogo.

Meteorologistas afirmam que as chuvas aumentaram de 15% a 20% nos últimos dois anos. As enchentes na Capital se devem somente a esse aumento? Diante de catástrofes que estão ocorrendo no Brasil, há um planejamento para evitar um desastre na Capital?

João Antonio De Marco – Os transbordamentos, e alagamentos ocorrem por causa do aumento da densidade pluviométrica com o crescimento e desenvolvimento da cidade junto com o lixo jogado em vias. Vou te dar um exemplo, nós tivemos nos últimos tempos uma incidência muito forte de chuva na cabeceira e nascente do córrego Prosa e Sóter e junto com isso a mudança urbanística e maior números de bairros pavimentados com crescimento populacional onde as pessoas constroem mais, e pavimentam fundo de quintais. Na questão de prevenção Campo Grande talvez seja uma cidade que tenha melhor comportamento, temos feitos remoções de famílias de área de risco, como por exemplo, na Vila Popular no Cabaça no Lagoa e Segredo. E atuado em todas as vertentes, além do aumento da intensidade das chuvas, temos também o aumento nas frequências, os picos de grande chuva que davam de dez em dez anos estão ocorrendo de dois, de três em três anos.

Em Campo Grande há duas semanas caiu uma forte chuva, o suficiente para provocar estragos em bairros como Nha-Nhá, Marcos Roberto, e Jockey Club. O problema se deve também a falta de estrutura?

João Antonio De Marco – A cidade foi crescendo se desenvolvendo, houve uma maior incidência de água em superfície maior pavimentada e impermeabilizada, isso faz com que a água corra para locais mais baixos. Os sistemas de drenagem que tem às vezes em determinadas regiões é insuficiente, tem de ser melhorado e é exatamente isso que estamos buscando. São dois os tipos de trabalho: o sistema de drenagem eficiente que dê conta de transportar toda essa água e também reservar parte dessa água da cabeceira para não congestionar a tubulação na parte de baixo. Isso é o que se faz de mais moderno nos trabalhos de drenagem e de manejo de água. Nós temos feito barragens no Sóter, vamos fazer bacias de retenção próximas ao shopping, no Segredo, fazer um reservatório de retenção no Cabaça. Para ajudar essa questão toda de água que hoje desce para bairros como Marcos Roberto e Jockey Club. Vamos melhorar o sistema de drenagem partindo de todos esses bairros periféricos desde as proximidades da Costa e Silva ao Marcos Roberto e Jockey Club.

Qual a previsão de obras nesses bairros?

João Antonio De Marco – Tudo isto já está num grande programa que apresentamos em Brasília já aprovado tecnicamente. Já existe por parte do governo federal compromisso de liberar recursos pra atender essa região. No Guanandi na parte mais baixa próximo a Ernesto Geisel na rua Oriboca vamos fazer uma intervenção, estamos planejando que em mais ou menos uma semana vamos começar a mexer lá para evitar o alagamento daquela região.

E a avenida Ernesto Geisel e córrego Anhaduizinho?

João Antonio De Marco – Ali é o próximo problema de Campo Grande, sem dúvida nenhuma, todas as águas de Campo Grande desemboca no córrego Anhaduizinho, não falo somente em administração e sim nós campo-grandenses, temos de ter consciência que ao fazer casas não podemos pavimentar todo o quintal, deixar área de infiltração e reservatório para acumular água do telhado. E se o poder público não fizer barragens pra cima no Segredo, no Sóter, reservatório de retenção no Prosa, e no Vendas, vamos deixar esse problema. A ocupação do solo marginal do Anhaduizinho, ali era uma várzea que a natureza deixou para que na hora que o rio enchesse inundasse. O que nós fizemos, fizemos parques e avenidas, é lógico que na hora que extravasar ele vai encher. Então nós temos que segurar a água dele lá em cima, não vamos poder mais deixar ele extravasar.

Qual a previsão de orçamento para aquela área?

João Antonio De Marco – O que vamos fazer ali é com recurso próprio com uma sobra do PAC 1 com autorização da Caixa Econômica Federal e recursos próprios. Contando as intervenções da rua Japão com a Dona Neta dá em torno de R$ 2,5 milhões estimando a metade de verba federal e a outra da prefeitura.

Existe um tempo de vida útil para obras como a da avenida Ceará, por exemplo?

João Antonio De Marco – O canal é calculado tendo em vista a chuva média com picos de chuva. No nosso caso um tempo de recorrência, nós consideramos ali pra vinte anos. Em vinte anos se der uma chuva igual a que deu ela suporta. Agora em engenharia, hidráulica, trabalhamos com probabilidades, ela pode dar em vinte anos ou no ano que vem. No mundo inteiro esses são os parâmetros usados. Agora se você falar quero para cinquenata anos, ela custa o triplo, então o diferencial é muito grande, normalmente as obras de micro drenagem ou de rede subterrânea é na faixa de dez a quinze anos com uma obra de maior porte nós fazemos vamos pra vinte a vinte e cinco anos. Podemos até fazer uma obra para durar cinquenta anos, o custo eu não sei se a sociedade vai querer pagar porque em vinte anos você pode ter muita mudança na cidade. Um exemplo, o Plano Diretor de Drenagem Urbana prevê na bacia do Prosa trezentos milhões de litros, ou seja, tem que reservar essa água em dia de chuva torrencial, essa água não pode vir pra baixo então o que nós temos que fazer, isso não é agora, são várias administrações que terão de trilhar o mesmo caminho, tem de fazer mais barragem e reservatórios de retenção.

Buracos e estragos são formados em algumas vias, a qualidade do asfalto é questionável?

João Antonio De Marco – É bom que você pergunte isso. O asfalto de Campo Grande, São José do Rio Preto, Brasília e Goiânia são feitos dentro de parâmetros técnicos da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e fiscalizado. A maioria do asfalto que nós fazemos tem participação de recursos da União, que também é fiscalizado por órgãos federais. Nós temos ruas mais antigas e com isso a chuva faz buraco na rua daí a operações tapa-buraco. O asfalto é feito para resistir à água por cima se a água por algum motivo entrar por baixo, ela não resiste em nenhum lugar do mundo, nós tivemos problemas na Rachid Neder, rompimento de pavimentação da Joaquim Murtinho. As pessoas de forma irresponsável têm lançado águas pluviais das casas na rede de esgoto. Na Joaquim Murtinho há um tampão forte que ergueu com a força da água de esgoto. O material de esgoto mais a água pluvial entraram por de baixo do asfalto e rompeu o asfalto criando o problema que nós tivemos. Não se deve a uma qualidade boa ou ruim do asfalto e sim a um problema que é externo.

Qual é o cronograma existente de recapeamento em vias da Capital?

João Antonio De Marco – Já fizemos recapeamento em locais como Joaquim Murtinho, bairro Cachoeira, e vamos buscar mais recursos. O recapeamento é muito oneroso, o dinheiro que nós temos é de prioridade do prefeito para ser investido em bairros e em contrapartida a grandes projetos. A pessoa que mora na periferia e tem a rua sem asfalto prefere muito mais ver a sua rua asfaltada do que o centro recapeado. Estamos fazendo isso, com recurso próprio e do governo federal. Com isso nós conseguimos asfaltar só nos últimos 3 anos mais de 40 bairros, essa é a nossa diretriz administrativa.

E em relação à conscientização da população de jogar lixo nas ruas?

João Antonio De Marco – Vou te dar um exemplo, na avenida Sol Nascente no Marcos Roberto, fazem três dias que nós limpamos o canteiro central, tinha sofá velho e lixo, nós terminamos a limpeza, ontem (18) eu passei lá e tinha tudo de novo. Esse lixo entope boca de lobo e vai pra dentro dos córregos e além de tudo faz com que você tenha que utilizar a estrutura da prefeitura num serviço que não era necessário e que exonera o contribuinte.

As obras da região da região norte, como na avenida Mato Grosso e no Sóter atenderam as expectativas?

João Antonio De Marco – A Mato Grosso funcionou perfeitamente, comportou perfeitamente a última forte chuva dentro das expectativas. Nós vamos fazer agora a quarta barragem no Sóter, dentro da filosofia que estou falando, contendo as águas pra cima. Temos hoje a capacidade de 42 milhões de reservatório nas três barragens. Vamos fazer agora a quarta barragem que sozinha vai suportar 32 milhões de litros. A Mato Grosso funcionou muito bem, as barragens do Sóter funcionaram muito bem e vamos fazer a quarta. É um principio um caminho que tem de ser trilhado, é o que preconiza o plano de drenagem.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Fora do Senado, Marina quer vida discreta de palestrante

Fora do Senado, Marina quer vida discreta de palestrante

Fora do Senado, Marina quer vida discreta de palestrante

21 de janeiro de 2011 | 18h 03

DAIENE CARDOSO - Agência Estado
Após 16 anos de Senado e quase 20 milhões de votos recebidos na disputa presidencial do ano passado, a senadora Marina Silva (PV-AC) quer voltar para a "discrição" da vida de cidadã comum. Com oito convites de universidades americanas e europeias para dar palestras, a ex-seringueira conta com o apoio de colaboradores próximos para criar o Instituto Marina Silva, pretende ainda terminar sua especialização em Psicopedagogia e trabalhar na reestruturação do PV.
"O Instituto Marina Silva é algo para começar a vida. Lembra daquela história da tenda do Gandhi, onde ele ficava debaixo dos paninhos? O Instituto será a minha tenda, não tem nada de pomposo e de grandes recursos", conta a senadora, quando falta pouco mais de uma semana para deixar o Senado. Embora sempre tenha recebido propostas para dar palestras no exterior, será a primeira vez que a ex-candidata à Presidência da República vai cobrar por sua participação, uma vez que até então exercia cargos públicos e não se sentia à vontade para aceitar uma remuneração.
Um dos convites veio da Massachusetts Institute of Technology (MIT), mas ela ainda não confirmou se irá. "Obviamente que uma parte do meu tempo é para a militância socioambiental e política. Uma outra parte vou ter que ter uma forma de me remunerar", disse, sem revelar quanto pretende cobrar por palestra. "Nem sei como é que funciona isso, mas certamente será uma remuneração justa".
Marina vem sendo questionada sobre as chances de se candidatar em 2012 já que, após seu desempenho na eleição presidencial, seria, em tese, relativamente fácil ganhar uma disputa municipal. "Graças a Deus não me sinto tentada. Talvez qualquer pessoa com 20 milhões de votos não estaria dizendo que vai ficar debaixo de uma tenda semelhante ao Gandhi. É uma escolha, não é simplesmente pelo espaço do poder", justificou, ao defender que o PV tenha candidaturas regionais "densas" no ano que vem. "Quero que tenhamos boas alternativas, não precisa ser eu. Havia em 2006 uma pressão muito forte para que eu fosse candidata (ao governo) no Acre e eu sabia que tinha pessoas melhores que eu", afirmou. "Sou eleitora do Acre, sou da Amazônia e vou continuar desse jeito", reforçou.
No Instituto Marina Silva (IMS), que deverá ocupar a partir de fevereiro uma "salinha discreta" em Brasília, a senadora pretende reunir o acervo de 30 anos de militância política. "Todo mundo espera acumular algo na vida para deixar um legado e contribuir para um mundo melhor", disse. Marina conta que ainda não há definição sobre outros focos de atuação. Além do IMS, Marina continuará participando do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), uma associação civil e apartidária criada em outubro de 2009. "Meu espaço (no cenário político) será cada vez mais discreto", disse.
Fora do Senado, Marina quer concentrar seus esforços na reestruturação do PV, de modo que a legenda consiga se consolidar nacionalmente como terceira via, se contrapondo ao PT e PSDB. "O desafio é fazer jus a isso que a sociedade sinalizou (na última eleição presidencial). A sociedade quer uma nova forma de fazer política, quer um processo aberto e transparente, sem as velhas estruturas feudais. É para isso que vou me mobilizar", afirmou.
Segundo a senadora, é preciso que o partido aprenda a "agir em rede", ouvindo os segmentos sociais, e que absorva as boas experiências de outros partidos. "Eleição e partido não são os mais importantes. O projeto alternativo de desenvolvimento integrado se faz com os diferentes segmentos da sociedade", teorizou. Por isso, Marina se diz orgulhosa de saber que as Casas de Marina (antigos comitês domiciliares de campanha) continuarão existindo, agora voltadas para ações sociais. "Mesmo depois da eleição as pessoas querem manter as Casas de Marina associadas à causa. Isso é muito mais do que pensar em eleição. A eleição acabou, mas a causa vai continuar", afirmou.

Sobre sua relação com o público evangélico, Marina negou que pretenda dar uma atenção especial ao segmento, mas ressaltou que continuará os trabalhos de base que realiza há 13 anos com evangélicos. "Não vou fazer uso instrumental da minha fé, nunca fiz. Não vou fazer uso eleitoral da minha religião, nunca fiz. O que eu não posso é não fazer aquilo que eu acho que tem que ser feito, que é contribuir para a cidadania política dos brasileiros, e a comunidade evangélica é também de brasileiros".
Principal voz da causa ambientalista nos últimos anos no Congresso Nacional, Marina diz que não deixará "herdeiros de um espólio", mas que conta com a atuação de velhos aliados que continuarão na Casa. "A minha pequena contribuição nesses 16 anos eu quero que fique viva e que dê muitos ramos. Que o Cristovam (Buarque), o(Eduardo) Suplicy, o Jorge (Viana) e que outras pessoas possam olhar para essas causas com um olhar integrado. Se você faz algo que tenha alguma relevância, com certeza não ficará com um, ficará com todos", disse. "Alguns terão, talvez por vínculos, uma responsabilidade maior e o Jorge com certeza estará nesse lugar. Mas espero que não seja um espólio, que seja algo vivo", completou.




PÂNICO NA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Para analistas, tragédia no Rio deve ser levada em consideração no debate do novo código florestal





A destruição causada pelas fortes chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, com mais de 600 mortes contabilizadas até agora, forçosamente será levada em consideração pelos deputados federais no debate sobre o novo Código Florestal Brasileiro, cujo relator é o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Para o professor de engenharia florestal da Universidade de Brasília (UnB), Eleazar Volpato, as flexibilizações propostas no relatório do deputado Aldo Rebelo agravam “de forma absoluta” a situação das ocupações de morros e encostas em toda a região da Mata Atlântica.

Ele destacou que, pelo relatório, as chamadas áreas ocupadas, mesmo que estejam em Áreas de Proteção Permanente (APP) ou reservas legais, poderão continuar sendo usadas por moradores ou para fins de exploração comercial. “O que aconteceu no Rio de Janeiro é de uma irresponsabilidade, eu diria até mesmo um sacrilégio. Praticamente ‘liberou geral’ naquelas cidades”, disse Volpato sobre as construções em áreas de encostas nas cidades serranas do estado do Rio.

Caso o código seja aprovado pelo Congresso da forma como está, o acadêmico destacou que todas as pessoas atingidas pelas enchentes, mesmo quem perdeu parentes e bens materiais, poderão permanecer nos mesmos locais condenados, pois o projeto os considera “áreas consolidadas”.

Especialista no código florestal, o professor Volpato disse que, diante das agressões ao meio ambiente, “a natureza vai responder, e é o que está acontecendo nesses casos de desmoronamentos e enchentes [decorrentes das fortes chuvas que caem na região serrana do Rio]. Tem que se limitar o uso humano [ocupação irregular da terra] porque o coice da natureza está aí”.

Já o professor de geociências da Universidade de Brasília, João Willy Rosa, o problema passa também pela legalidade das ocupações. Para ele, é comum, nas cidades, a falta de zoneamento para definir o tipo de ocupação, urbana ou rural, que é possível. Três critérios são fundamentais e devem obrigatoriamente, segundo o professor, ser levados em consideração nessa análise: o clima da região, a inclinação das encostas e os tipos de solo e de rocha.

Willy Rosa ressaltou que, independentemente do clima da região, qualquer vegetação que seja retirada de encostas de morros para exploração agropecuária ou ocupação humana, deixará o solo mais exposto a deslizamentos.

O professor de geociência da UnB criticou a falta de políticas municipais de ocupação de solo e disse que a presidenta Dilma Rousseff tem razão quando afirma que as tragédias de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo ocorreram porque as pessoas construíram casas as áreas de risco por falta de alternativa.

Ele destacou que programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, precisam de licença das prefeituras na hora da escolha dos terrenos. Willy Rosa disse que, se essa escolha seguir critérios técnicos, ajuda a minimizar o problema. “Não pode é querer trocar as residências por votos e dizer que não tem problema [construir em áreas de risco]“.

Para Andre Lima, ambientalista e consultor jurídico da Fundação SOS Mata Atlântica, a liberação de atividades econômicas em áreas de encosta, prevista na proposta em discussão na Câmara, agravará o problema vivido hoje por muitos municípios brasileiros. “Isso está diretamente ligado a área de risco. Não adianta querer jogar o problema para os prefeitos. Diante das pressões [econômicas e políticas], ele vai se embasar na lei”, afirmou.

As mudanças propostas, segundo André Lima, consolidam o uso e a exploração econômica e também de ocupação urbana de áreas de proteção permanentes. “Existe um total conexão. As áreas de consolidações rurais flexibilizam para a ocupação urbana”, disse ele. (Fonte: Marcos Chagas/ Agência Brasil)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

OS LIMITES DO CRESCIMENTO - I

Em 1972, em resposta a uma solicitação do Clube de Roma, um grupo de cientistas da MIT, encabeçadas por Donella Meadows, escreveu um livro denominado Limites do Crescimento.
Com base na análise de cinco grandes tendências globais, a saber, industrialização acelerada, rápido crescimento demográfico, subnutrição generalizada, erosão de recursos não renováveis e destruição do meio ambiente, o estudo concluía que, se mudanças radicais não fossem introduzidas nos modelos de produção e consumo, os limites do crescimento seriam alcançados em algum momento dos próximos 50 anos.
O relatório não era uma previsão apocalíptica e sim um chamamento à ação. Não estávamos condenados ao colapso, desde que a humanidade fosse capaz de tomar as medidas necessárias para criar as condiçõess de uma estabilidade ecológica e econômica sustentável no longo prazo.
Não se tratava de frear o crescimento econômico, mas sim de buscar novos caminhos capazes de assegurar a cada habitante do planeta a satisfação de suas necesssidades básicas e a oportunidade de plena realização de seu potencial humano.
A equipe acreditava que a discussão gerada pelo livro levaria a sociedade a executar ações corretivas para reduzir a possibilidade de colapso.

QUEM TEM FOME, TEM PRESSA

domingo, 16 de janeiro de 2011

Governo brasileiro admite à ONU despreparo em tragédias

Documento assinado pela secretária Nacional de Defesa Civil já previa ‘aumento de ocorrência de desastres’
15 de janeiro de 2011 | 16h 21
Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo
O governo brasileiro admitiu à Organização das Nações Unidas (ONU) que grande parte do sistema de defesa civil do País vive um "despreparo" e que não tem condições sequer de verificar a eficiência de muitos dos serviços existentes. O Estado obteve um documento enviado em novembro de 2010 por Ivone Maria Valente, da Secretaria Nacional da Defesa Civil (Sedec), fazendo um raio X da implementação de um plano nacional de redução do impacto de desastres naturais. Suas conclusões mostram que a tragédia estava praticamente prevista pelas próprias autoridades.

Diante do tsunami que atingiu a Ásia e do aumento do número de desastres naturais no mundo nos últimos anos, a ONU foi pressionada a estabelecer um plano para ajudar governos a fortalecer seus sistemas de prevenção. Em 2005, governos chegaram a um acordo sobre a criação de um plano de redução de risco para permitir que, até 2015, o mundo estivesse melhor preparado para responder às catástrofes.

Uma das criações da ONU, nesse contexto, foi o Plano de Ação de Hyogo (local da conferência onde o acordo foi fechado). No tratado, a ONU faz suas recomendações de como governos devem atuar para resistir a chuvas, secas, terremotos e outros desastres. Ficou também estabelecido que os 168 governos envolvidos se comprometeriam a enviar a cada dois anos um raio X completo de como estavam seus países em termos de preparação para enfrentar calamidades e o que estavam fazendo para reduzir os riscos.

Na versão enviada pelo próprio governo do Brasil ao escritório da Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres, no fim de 2010, as constatações do relatório nacional são alarmantes. "A maioria dos órgãos que atuam em defesa civil está despreparada para o desempenho eficiente das atividades de prevenção e de preparação", afirma o documento em um trecho. Praticamente um a cada quatro municípios do País sequer tem um serviço de defesa civil e, onde existe, não há como medir se são eficientes.

"Em 2009, o número de órgãos municipais criados oficialmente no Brasil (para lidar com desastres) alcançou o porcentual de 77,36% dos municípios brasileiros, entretanto, não foi possível mensurar de forma confiável o indicador estabelecido como taxa de municípios preparados para prevenção e atendimento a desastres", diz o documento em outra parte.

Limitações. No relatório, o Brasil é obrigado a dar uma resposta ao desempenho em determinados indicadores sugeridos pela ONU. Em um dos indicadores - que trata de avaliação de risco de regiões - o governo admite ter feito avanços, "mas com limitações reconhecidas em aspectos chave, como recursos financeiros e capacidade operacional". Na avaliação de risco, por exemplo, o governo admite que não analisou a situação de nenhuma escola ou hospital no País para preparar o documento.

O próprio governo também aponta suas limitações em criar um sistema para monitorar e disseminar dados sobre vulnerabilidade no território. O governo também reconhece que a situação é cada vez mais delicada para a população. "A falta de planejamento da ocupação e/ou da utilização do espaço geográfico, desconsiderando as áreas de risco, somada à deficiência da fiscalização local, têm contribuído para aumentar a vulnerabilidade das comunidades locais urbanas e rurais, com um número crescente de perdas de vidas humanas e vultosos prejuízos econômicos e sociais", diz o documento assinado por Ivone Maria.

Consequência. "A não implementação do Programa (de redução de riscos) contribuirá para o aumento da ocorrência dos desastres naturais, antropogênicos e mistos e para o despreparo dos órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela execução das ações preventivas de defesa civil, aumentando a insegurança das comunidades locais", afirmou o relatório.

O órgão também deixa claro que o Brasil estaria economizando recursos se a prioridade fosse a prevenção. "Quando não se priorizam as medidas preventivas, há um aumento significativo de gastos destinados à resposta aos desastres. O grande volume de recursos gastos com o atendimento da população atingida é muitas vezes maior do que seria necessário para a prevenção. Esses recursos poderiam ser destinados à implementação de projetos de grande impacto social, como criação de emprego e renda", conclui o documento.





Crivella e Lindberg – Senadores do Rio vão agir para evitar novas tragédias

janeiro 16th, 2011 | Autor: Sandra de Andrade
Lindberg Farias e Marcelo Crivella têm projetos para monitorar áreas de risco em todo o País.
O DIA ONLINE

POR SHEILA MACHADO

Rio – O trabalho deles no Senado só começa em 1º de fevereiro. Mas Lindberg Farias (PT) e Marcelo Crivella (PRB), vitoriosos pelo Rio de Janeiro na eleição de outubro, já elaboram medidas para evitar que tragédias como a que se abateu sobre a Região Serrana na semana passada continuem acontecendo — não só no estado do Rio mas em todo o País.

Mesmo antes de tomar posse como senador, Lindberg vai apresentar na Comissão Representativa do Congresso Nacional, que se reúne na quinta-feira, um pacote de medidas de prevenção de catástrofes. A maioria dos passos ainda está em discussão, mas um terá destaque: a criação, em um prazo de 12 meses, de um cadastro nacional de áreas de risco. Crivella, por sua vez, vai convidar o ministro de Integração Nacional, Fernando Bezerra, que tem poderes sobre a Secretaria Nacional de Defesa Civil, para conhecer a Fundação GEO-RIO, e pretende convencê-lo a criar um órgão nacional, nos moldes do instituto municipal, para elaboração de planos emergenciais e de longo prazo para a proteção das encostas.

“A medida que quero propor prevê a obrigatoriedade de que todos os municípios e estados listem suas áreas de risco”, contou Lindberg. “A gente não tem o tamanho da encrenca no Brasil. Quantas pessoas correm perigo em deslizamento de encostas e inundações? Quais são as áreas? Onde estão os casos gravíssimos, que necessitam de ações ainda mais urgentes? É isso que temos que saber”.

Segundo Lindberg, ele está estudando um mecanismo legal de obrigar estados e municípios a entregarem esta lista detalhada em até um ano.

“Uma das punições que podem ser aplicadas, por exemplo, é não disponibilizar recursos e linhas de crédito federais para quem não der estas informações”, disse.

As medidas podem ser votadas no Senado ainda em fevereiro, acredita Lindberg.

Crivella vai esperar que o trabalho emergencial das chuvas do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais passe para convidar o ministro Bezerra a conhecer o GEO-RIO.

“Temos que ter um instituto como o GEO-RIO em nível nacional. Já conversei com a presidenta Dilma Rousseff sobre o assunto”, contou o senador, acrescentando que ela o orientou a procurar Bezerra para levar a ideia adiante.

Amigos do Crivella

DEPUTADO JORGE - ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Deputado Jorge Pinheiro – Alterações Climáticas
janeiro 15th, 2011 | Autor: Sandra de Andrade
Alterações Climáticas*
Com as recentes enchentes catastróficas, tempestades, deslizamentos, chuvas excessivas e estiagem em determinados locais; percebemos que a civilização sofre com as sérias alterações climáticas.
Com tantos assuntos envolvidos na última Conferência das Nações Unidas em Cancún no México, o planeta, na verdade, está longe de ser salvo.
A conferência não conseguiu que os países desenvolvidos adotassem as novas e mais ambiciosas metas de cortes nas emissões dos gases do efeito estufa. A estratégia mexicana era conseguir um pacote de decisões em tecnologia, adaptação, na arquitetura financeira e na redução emissões de desmatamento e degradação e mecanismo de conservação das florestas.
As conquistas para o planeta ficou estabelecido à criação de Fundo Climático Verde, que visa assegurar suporte financeiro para países em desenvolvimento, afetados pelas alterações climáticas causadas pelo efeito estufa. Já por outro lado a conferência não avançou na questão crucial da definição do futuro quadro legal climático e nem estabeleceu prazos e o mais relevante não conseguiu assegurar a continuidade do protocolo de Kyoto.

Deputado Jorge Pinheiro – Presidente do PRB Verde
www.twitter.com/JorgePinheiro10
www.jorgepinheiro10.blogspot.com

SENADOR MARCELO CRIVELLA CRITICA ATUAÇÃO DOS PODERES FEDERAL E ESTADUAL

sábado, 15 de janeiro de 2011

A ESTÓRIA DOS TRÊS PORQUINHOS, OU: PORQUÊ VOCÊ NÃO COMPRA UM TROLLER?

A representante da ONU é explicita ao falar. O Brasil não é Bangladesh. E, concluimos, nem Portugal, não importa se o Chico Buarque falou que "esse país ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um imenso Portugal".E nem a Austrália, que nos deu uma lição de planejamento e organização que só acontecem quando há vontade política.
Os nossos governantes devem achar que não tem necessidade de ler, senão teriam lido a história de José do Egito e seu planejamento estratégico e,se não chegama tanto, pelo menos poderiam ter lido, quando crianças a estória dos três porquinhos, clássico da literatura infantil. Então saberiam que precisariam fazer as casas de alvenaria que no caso presente seria um planejamento estratégico e obras de infraestrutura que iriam além das casas. Que pena! Que resultado catastrófico Dra. Dilma Rousseff. E depois deixar tudo na mão da população para que resolva. Nem todo mundo tem um troller para atravessar as ruas alagadas de São Paulo. Existem muitas pessoas pobres na região atingida que perderam seus bens, mas que o bem maior, esse não é passível de restituição, pois perderam filhos, perderam netos, perderam pais, mães, irmãos e amigos.
Eu não acredito que nós, os que estamos em áreas não atingidas vamos ficar apenas olhando, não. Dra. Dilma, o brasileiro não se encanta mais com promessas vazias. O seu ministério se reuniu e descobriu que não podia realizar o trabalho, porque não sabia o que era a pobreza extrema. Talvez agora ele já saiba. Pobreza extrema é a falta de sensibilidade do governo que sobrevoou todas as catastrofes e não fez nada para ameniza-las ou impedi-las, apenas agiu casuisticamente, numa tentativa de cobrir o sol com uma peneira.
Nós, os brasileiros, estamos de olho. Não queremos seu posto, queremos que vocês trabalhem e oramos para que Deus os abençõe e dê forças para realizar o que tem que ser feito e que vocês prometeram nas campanhas políticas de memória recente.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Brasil não é Bangladesh e não tem nenhuma desculpa

O Brasil não é Bangladesh e não tem nenhuma desculpa

O Brasil não é Bangladesh e não tem nenhuma desculpa

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo
"O Brasil não é Bangladesh e não tem nenhuma desculpa para permitir, no século 21, que pessoas morram em deslizamentos de terras causados por chuva." O alerta foi feito pela consultora externa da ONU e diretora do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, Debarati Guha-Sapir. Conhecida como uma das maiores especialistas no mundo em desastres naturais e estratégias para dar respostas a crises, Debarati falou ao Estado e lançou duras críticas ao Brasil. Para ela, só um fator mata depois da chuva: "descaso político."
Como a senhora avalia o drama vivido no Brasil?
Não sei se os brasileiros já fizeram a conta, mas o País já viveu 37 enchentes, em apenas dez anos. É um número enorme e mostra que os problemas das chuvas estão se tornando cada vez mais frequentes no País.
O que vemos com o alto número de mortos é um resultado direto de fenômenos naturais?
Não, de forma alguma. As chuvas são fenômenos naturais. Mas essas pessoas morreram, porque não têm peso político algum e não há vontade política para resolver seus dramas, que se repetem ano após ano.
Custa caro se preparar?
Não. O Brasil é um país que já sabe que tem esse problema de forma recorrente. Portanto, não há desculpa para não se preparar ou se dizer surpreendido pela chuva. Além disso, o Brasil é um país que tem dinheiro, pelo menos para o que quer.
E como se preparar então?
Enchentes ocorrem sempre nos mesmo lugares, portanto, não são surpresas. O problema é que, se nada é feito, elas aparentemente só ficam mais violentas. A segunda grande vantagem de um país que apenas enfrenta enchentes é que a tecnologia para lidar com isso e para preparar áreas é barata e está disponível. O Brasil praticamente só tem um problema natural e não consegue lidar com ele. Imagine se tivesse terremoto, vulcão, furacões...

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

SOBRE AS ENCHENTES NO RIO DE JANEIRO E EM SÃO PAULO

Segundo Hermitte (2005), [...] todas as sociedades temem a morte, a doença, os incêndios, as inundações, a fome, os temporais e a guerra; todas as sociedades conhecem os riscos que as ameaçam; todas as sociedades procuram evitar danos.
A forma mais simples de exemplificar tais afirmações é histórica: trata-se, no século XVII, da evolução da luta contra os incêndios nas grandes metrópoles européias. De fato, nessa época, as cidades herdadas da Idade Média eram apertadas, os telhados quase que contíguos, a madeira onipresente na construção, a água rara ou de difícil uso por falta de canalização e pressão, o que impedia seu acesso aos andares; a presença dos cavalos na cidade implicava enormes quantidades de palha. Tudo isso era um excelente ambiente para a deflagração de incêndios. No entanto quando estes aconteciam punha-se a responsabilidade em Deus, rezava-se e destruía-se metade das casas para que ele não se propagasse. Não havia um estudo sistêmico ex-ante, sobre os riscos e uma análise para se verificar que nível de risco seria aceitável, o que se pretendia proteger, o que aceitar e o que realmente se poderia fazer para encarar esse desafio.
Não havia, portanto, políticas de segurança que pudessem ser resultado de um planejamento e uma visão de futuro, sendo sempre pegos como se fora a primeira vez, e agindo casuisticamente, como soe acontecer nessas oportunidades.
Conseqüentemente, não havia nenhuma incitação para que os costumes ou as construções mudassem: lutava-se derrubando casas de forma a cortar o avanço das chamas, faziam-se procissões, padre na frente, para pedir que Deus mandasse a chuva; uma vez o incêndio apagado, o padre organizava a caridade para socorrer os mais necessitados. Foi somente no final do século XVII que, com o pensamento cientifico começando a aparecer, descobriram-se as causas dos incêndios. Então, tornou-se pertinente impor normas de construção e urbanismo, estabelecer pontos de água com intervalos regulares; inventaram-se bombas de pressão, organizaram-se vigias, racionalizaram-se os armazéns de palha, criou-se um corpo de bombeiros e, não se trata apenas de um acaso, no mesmo momento a caridade deixou o lugar para o seguro. Quem aceitou a causalidade racional pôde entrar na era da prevenção, do direito e da responsabilidade.
Os desenvolvimentos da prevenção, da responsabilidade e dos seguros são sinais fortes de uma modernidade fundada sobre uma análise científica das causas dos danos.
Na época atual, na maior parte dos países e sistemas organizados, é dada ênfase à formulação, formalização e aplicação de políticas de segurança. Mesmo assim, um dia de chuvas torrenciais, no Estado do Rio de Janeiro, consegue fazer mais de cem vítimas em um único município. Assim como a cidade do Rio de Janeiro (ou Niterói), também a cidade de São Paulo teve recentemente um período extremo de chuvas, o qual gerou perdas humanas e materiais de grande monta. Os rios paulistanos transbordaram várias vezes e pessoas passaram semanas com suas casas debaixo da água.
No Rio, ao longo de décadas, casas de pessoas pobres têm sido instaladas em locais sem segurança. Em São Paulo, a ocupação de áreas de várzea, a impermeabilização do solo e o assoreamento dos rios urbanos tem transformado cada verão chuvoso em uma catástrofe urbana anunciada e repetida.
Dentro dos ambientes organizacionais, como grandes corporações, ou pequenas empresas, é possível criar um modelo, em que se isolam determinadas variáveis e trabalhar-se com elas, criando uma cultura própria e realizando um trabalho eficaz de planejamento, mas convém lembrar que nenhum organismo é fechado e que atuamos dentro de um cenário amplo que contempla as outras organizações, os clientes, os fornecedores, os concorrentes, o Governo, a população e assim por diante. Se quisermos analisar apenas os aspetos internos de uma organização, como se tirássemos o telhado de uma casa para observar o seu interior, isto será diferente de olhar a casa e seus habitantes em relação ao mundo que a rodeia.
Não podemos mais pensar os governos ou organizações como se fossem locais e sim ver todas as suas implicações com o ambiente. A análise tem que ser sistêmica, e o macro-sistema é o mundo.
Os sistemas de informação, em vez de tentar impor um modelo estático e limitante, devem ser projetados e construídos de modo aberto e flexível, respeitando as particularidades de cada domínio e provendo o compartilhamento de significados e de experiências _ enfim, de conhecimento.
Deste modo, humanizam-se os sistemas, além de expandirem-se as fronteiras da organização, uma vez que por meio da comunicação realiza-se a troca de comportamentos (ações e percepções do mundo) entre os indivíduos, entre estes e as organizações e, por fim, entre as organizações vistas como sistemas (MERALLI, 2002).
(Ana Rosa Carvalho de Abreu. Trecho de monografia apresentada à Universidade de Brasília, como requisito para obtenção do título de Especialista em Segurança da Informação e Comunicações, em 2010)

domingo, 9 de janeiro de 2011

POESIA POPULAR

Algumas pessoas se dedicam a preservar a cultura popular, a alma do povo.
Neste caso, presto minha homenagem à Maria Rosário, que tem como missão resgatar, catalogar e divulgar a literatura, tornando-se também ela, uma cordelista.
Parabéns pelo seu trabalho.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vergonha é não ter vergonha

CLÓVIS ROSSI

SÃO PAULO - Começa muito mal a gestão Dilma Rousseff: deveria ter demitido no ato o general José Elito Carvalho, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, para quem não há motivo para vergonha no fato de o país ter desaparecidos políticos.
No mínimo, no mínimo, a presidente deveria ter exigido de seu subordinado que emitisse nota oficial explicando as declarações que deu e que, segundo ele, foram mal interpretadas. Não cabia interpretação nenhuma. O general produziu a mais indecente declaração que ouvi até hoje em 40 anos de acompanhamento de questões vinculadas aos direitos humanos nas muitas ditaduras sul-americanas.
Achar que se trata de "fato histórico" é zombar do público. Quer dizer então que os desaparecidos foram tragados por um tsunami, por um terremoto, um vendaval, "fatos" naturais contra os quais não há mesmo remédios nem culpados?
Não, meu Deus do céu, não. Foram produzidos por mãos humanas, se é que são de fato humanas pessoas capazes de tal barbaridade. Mãos que, até agora, não tiveram as digitais colhidas nem as responsabilidades devidamente apuradas, é bom lembrar.
Por extensão, há, sim, todas as razões do mundo para ter vergonha do que aconteceu. Como é possível a um ser humano não sentir vergonha de o Estado brasileiro, em uma determinada etapa, ter feito desaparecer adversários políticos? É indecente, é obsceno.
Um funcionário público, graduado ou não, fardado ou não, que não sinta vergonha não é digno de continuar a serviço da sociedade, muito menos ainda na posição de responsável pela segurança institucional da República. É, visivelmente, um promotor da insegurança, jurídica e pessoal, ao tomar como "fato histórico" o que é crime.
Ou o general explica, limpidamente, o que pensa sobre o assunto ou se demite.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A ÉTICA NA POLÍTICA NÃO DEPENDE DE GÊNERO


Augusto Nunes
15.12.2010.
“As mulheres estão preparadas para fazer serviços que antes só os homens faziam”, repetiu Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral. E pelo menos algumas mulheres do PT fazem certos serviços melhor que qualquer marmanjo, informam as proezas consumadas pela própria presidente eleita e pelas três companheiras agrupadas na foto quando agiam juntas no Senado. Ao transformar Erenice Guerra em gerente-geral da Casa Civil, por exemplo, Dilma forneceu-lhe a gazua que provocou estragos suficientes para reduzirem a amadores os amigos José Dirceu e Valdomiro Diniz. A trinca que aparece na passarela confirma que a seleção feminina do PT está pronta para enfrentar de igual para igual o time que junta os piores do partido e da base alugada.
Acampada durante quatro anos no governo do Pará, Ana Júlia Carepa (à direita) superou até Jader Barbalho em todos os quesitos ─ do desmatamento da Amazônia à expansão do território dominado por grileiros bandidos, passando pela invenção das cadeias mistas, cujas celas chegam a abrigar 20 criminosos e uma menina de 15 anos presa por suspeita de furto. Despejada do palácio pelo eleitorado, aguarda uma vaga no ministério de Dilma Rousseff. Ideli Salvatti (centro) conseguiu o emprego de ministra da Pesca graças ao naufrágio da candidatura ao governo catarinense. A folha de serviços avisa que pode faltar pescado na Semana Santa.
Nesta quarta-feira, uma reportagem da Folha de S. Paulo confirmou que Serys Slhessarenko (à esquerda), impedida pelo PT de disputar a reeleição para o Senado, tem todos os defeitos necessários para reivindicar um gabinete no primeiro escalão. Voraz como Gim Argello, destrambelhada como Ideli, inventiva como Ana Júlia, a relatora do Orçamento de 2011 também sabe mentir com a naturalidade de Dilma Rousseff. Há dois dias, jurou ignorar o que fazia Liane Muhlenberg. Leu hoje no jornal que sabia há oito meses das atividades da assessora que dirige uma ONG contemplada com verbas milionárias por parlamentares petistas.
Em abril deste ano, a Folha pediu à senadora mato-grossense que explicasse o generoso tratamento concedido ao Instituto de Pesquisa e Ação Modular (IPAM), comandado por Liane. “Busquei as informações e vimos que é tudo regular”, declarou Serys. Nesta segunda-feira, mudou bruscamente de rumo: “Eu desconhecia que ela tivesse qualquer relação com qualquer instituto”, disse sem ficar ruborizada. “Fui traída”. Não foi localizada nas últimas horas. Decerto está concentrada na divisão do bolo do Orçamento.
E ali continuará se os parlamentares da oposição não vocalizarem a indignação dos 44 milhões de brasileiros que rejeitaram a candidatura de Dilma Rousseff também para acabar com a roubalheira impune. O que há com os senadores oposicionistas, sobretudo os que estão deixando o Congresso, que não ouvem a grita do Brasil decente? O que faz um Artur Virgílio que não exige a imediata punição de Gim Argello? O que há com um Tasso Jereissati que aceita em silêncio a permanência de Serys Slhessarenko no cargo de relatora?
A renúncia do vampiro à gerência do banco de sangue não absolveu o fora-da-lei Gim Argello. A mentira contada pela raposa incumbida de proteger o galinheiro avisa que Serys espanca códigos morais com a mesma desenvoltura exibida nas agressões ao Código Penal. O governo perdeu a vergonha faz tempo. A oposição oficial está prestes a perder a confiança do Brasil que presta.

sábado, 1 de janeiro de 2011

UM CLÁSSICO DIFERENTE- ANDRE RIEU

POSSE DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF




Fui às festividades de posse da Dra. Dilma Rousseff, como Presidenta do Brasil. Hoje Brasília amanheceu com chuvas e tempo nublado. Não acreditei que fosse ter tanta gente na Esplanada. Parei o carro perto do Congresso Nacional e ao chegar na Praça que fica atrás do Congresso, fui direcionada para um espaço fechado por grades em frente ao Palácio do Planalto. Eram 11 horas da manhã. Só depois das quatro horas passaria o cortejo com a nova Presidenta em um carro aberto, sorrindo e acenando para o público.

Como bem disse a Dra. Dilma em parte do seu discurso ela agora é a presidenta de todos os brasileiros. É portanto também a minha presidenta. E, portanto, espero em Deus que o seu discurso de posse possa ser concretizado. E, vendo a carta aberta que a ex-candidata Marina Silva fez em seu blog, acho que essa deve ser a posição de todos os brasileiros. Vamos lutar e ajudar para que esse governo seja realmente o que prometeu. Vamos lutar, no entanto, temos obrigação para com todos os brasileiros de ser fiscais do governo, como o diria, em outros tempos, o Senador Sarney, que foi bastante aplaudido ao elogiar copiosamente o governo do Presidente Lula.

É grande a responsabilidade da nova Presidenta, e ela falou sobre educação, no que foi bastante aplaudida, sobre agricultura familiar e agro-negócio, sobre desigualdade social e que vai lutar para que as classes menos favorecidas sejam beneficiadas.
Havia inclusive um homem com um megafone que elogiava os feitos do Presidente Lula e esperava o mesmo da Dilma.
Vi esperança nos rostos que ali estavam.
Deus abençoe a nova presidente e lhe dê coragem, força e sabedoria para realizar o que precisa ser realizado no Brasil, sobretudo nas áreas de saúde, segurança, educação e meio ambiente.

FELIZ ANO NOVO!