quinta-feira, 28 de junho de 2012

CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO

ISSO É APENAS UM LEMBRETE.
VAMOS FICAR LIGADOS, POIS NOSSO BOLSO SOFRE.

CAPÍTULO - XV DAS INFRAÇÕES

Art. 161. Constitui infração de trânsito a inobservância de qualquer preceito deste Código, da legislação complementar ou das resoluções do CONTRAN, sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas administrativas indicadas em cada artigo, além das punições previstas no Capítulo XIX. Parágrafo único. As infrações cometidas em relação às resoluções do CONTRAN terão suas penalidades e medidas administrativas definidas nas próprias resoluções.

Art. 162. Dirigir veículo:

I - sem possuir Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir: Infração - gravíssima; Penalidade - multa (três vezes) e apreensão do veículo;

II - com Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir cassada ou com suspensão do direito de dirigir: Infração - gravíssima; Penalidade - multa (cinco vezes) e apreensão do veículo;

III - com Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir de categoria diferente da do veículo que esteja conduzindo: Infração - gravíssima; Penalidade - multa (três vezes) e apreensão do veículo; Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação;

IV - fora das restrições impostas para a Permissão para Dirigir: (VETADO) Infração - gravíssima; Penalidade - multa (cinco vezes) e cassação da Permissão para Dirigir; Medida administrativa - recolhimento da Permissão para Dirigir;

V - com validade da Carteira Nacional de Habilitação vencida há mais de trinta dias: Infração - gravíssima; Penalidade - multa; Medida administrativa - recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação e retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado;

VI - sem usar lentes corretoras de visão, aparelho auxiliar de audição, de prótese física ou as adaptações do veículo impostas por ocasião da concessão ou da renovação da licença para conduzir: Infração - gravíssima; Penalidade - multa; Medida administrativa - retenção do veículo até o saneamento da irregularidade ou apresentação de condutor habilitado.

Art. 163. Entregar a direção do veículo a pessoa nas condições previstas no artigo anterior: Infração - as mesmas previstas no artigo anterior; Penalidade - as mesmas previstas no artigo anterior; Medida administrativa - a mesma prevista no inciso III do artigo anterior.

Art. 164. Permitir que pessoa nas condições referidas nos incisos do art. 162 tome posse do veículo automotor e passe a conduzi-lo na via: Infração - as mesmas previstas nos incisos do art. 162; Penalidade - as mesmas previstas no art. 162; Medida administrativa - a mesma prevista no inciso III do art. 162.

Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool, em nível superior a seis decigramas por litro de sangue, ou de qualquer substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica.

INFRAÇÃO: Gravíssima.

PENALIDADE: Multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir.

MEDIDA ADMINISTRATIVA: Retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação.

Parágrafo único. A embriaguez também poderá ser apurada na forma do art. 277.

Art. 166. Confiar ou entregar a direção de veículo a pessoa que, mesmo habilitada, por seu estado físico ou psíquico, não estiver em condições de dirigi-lo com segurança:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa.

Art. 167. Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança, conforme previsto no art. 65:

Infração - grave;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - retenção do veículo até colocação do cinto pelo infrator.

Art. 168. Transportar crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança especiais estabelecidas neste Código:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.

Art. 169. Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança:

Infração - leve;

Penalidade - multa.

Art. 170. Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir;

Medida administrativa - retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação.

Art. 171. Usar o veículo para arremessar, sobre os pedestres ou veículos, água ou detritos:

Infração - média;

Penalidade - multa.

Art. 172. Atirar do veículo ou abandonar na via objetos ou substâncias:

Infração; média;

Penalidade - multa;

Art. 173. Disputar corrida por espírito de emulação:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa (três vezes), suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo;

Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo.

Art. 174. Promover, na via, competição esportiva, eventos organizados, exibição e demonstração de perícia em manobra de veículo, ou deles participar, como condutor, sem permissão da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa (cinco vezes), suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo;

Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo.

Parágrafo único. As penalidades são aplicáveis aos promotores e aos condutores participantes.

Art. 175. Utilizar-se de veículo para, em via pública, demonstrar ou exibir manobra perigosa, arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa, suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo;

Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo.

Art. 176. Deixar o condutor envolvido em acidente com vítima:

I - de prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo fazê-lo;

II - de adotar providências, podendo fazê-lo, no sentido de evitar perigo para o trânsito no local;

III - de preservar o local, de forma a facilitar os trabalhos da polícia e da perícia;

IV - de adotar providências para remover o veículo do local, quando determinadas por policial ou agente da autoridade de trânsito;

V - de identificar-se ao policial e de lhe prestar informações necessárias à confecção do boletim de ocorrência:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir;

Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação.

Art. 177. Deixar o condutor de prestar socorro à vítima de acidente de trânsito quando solicitado pela autoridade e seus agentes:

Infração - grave;

Penalidade - multa.

Art. 178. Deixar o condutor, envolvido em acidente sem vítima, de adotar providências para remover o veículo do local, quando necessária tal medida para assegurar a segurança e a fluidez do trânsito:

Infração - média;

Penalidade - multa.

Art. 179. Fazer ou deixar que se faça reparo em veículo na via pública, salvo nos casos de impedimento absoluto de sua remoção e em que o veículo esteja devidamente sinalizado:

I - em pista de rolamento de rodovias e vias de trânsito rápido:

Infração - grave;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

II - nas demais vias:

Infração - leve;

Penalidade - multa.

Art. 180. Ter seu veículo imobilizado na via por falta de combustível:

Infração - média;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo.

Art. 181. Estacionar o veículo:

I - nas esquinas e a menos de cinco metros do bordo do alinhamento da via transversal:

Infração - média;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

II - afastado da guia da calçada (meio-fio) de cinqüenta centímetros a um metro:

Infração - leve; Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

III - afastado da guia da calçada (meio-fio) a mais de um metro:

Infração - grave;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

IV - em desacordo com as posições estabelecidas neste Código:

Infração - média;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

V - na pista de rolamento das estradas, das rodovias, das vias de trânsito rápido e das vias dotadas de acostamento:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

VI - junto ou sobre hidrantes de incêndio, registro de água ou tampas de poços de visita de galerias subterrâneas, desde que devidamente identificados, conforme especificação do CONTRAN:

Infração - média;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

VII - nos acostamentos, salvo motivo de força maior:

Infração - leve;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

VIII - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público:

Infração - grave;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

IX - onde houver guia de calçada (meio-fio) rebaixada destinada à entrada ou saída de veículos:

Infração - média;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

X - impedindo a movimentação de outro veículo:

Infração - média;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

XI - ao lado de outro veículo em fila dupla:

Infração - grave;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

XII - na área de cruzamento de vias, prejudicando a circulação de veículos e pedestres:

Infração - grave;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

XIII - onde houver sinalização horizontal delimitadora de ponto de embarque ou desembarque de passageiros de transporte coletivo ou, na inexistência desta sinalização, no intervalo compreendido entre dez metros antes e depois do marco do ponto:

Infração - média;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

XIV - nos viadutos, pontes e túneis:

Infração - grave;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

XV - na contramão de direção:

Infração - média; Penalidade - multa;

XVI - em aclive ou declive, não estando devidamente freado e sem calço de segurança, quando se tratar de veículo com peso bruto total superior a três mil e quinhentos quilogramas:

Infração - grave;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

XVII - em desacordo com as condições regulamentadas especificamente pela sinalização (placa - Estacionamento Regulamentado):

Infração - leve;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

XVIII - em locais e horários proibidos especificamente pela sinalização (placa - Proibido Estacionar):

Infração - média;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo;

XIX - em locais e horários de estacionamento e parada proibidos pela sinalização (placa - Proibido Parar e Estacionar):

Infração - grave;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - remoção do veículo.

§ 1º. Nos casos previstos neste artigo, a autoridade de trânsito aplicará a penalidade preferencialmente após a remoção do veículo.

§ 2º. No caso previsto no inciso XVI é proibido abandonar o calço de segurança na via.

terça-feira, 26 de junho de 2012

COMO SERÁ O AMANHÃ

A Central Intelligence Agency of the United States of America, a famosa CIA, publicou, em 2009,  um relatório, que no Brasil foi editado com prefácio do jornalista Heródoto Barbeiro, em que são discutidas questões como: O fim do império americano; China, Índia e Brasil: as potências do futuro; Guerras por água e alimentos; Brasil gerando empresas nacionais e globalmente competitivas; Grupos e minorias terão poder bélico considerável; Brasil: potência regional e líder e O mundo terá uma grande classe média.

Interessante é perceber como uma prospecção em termos de futuro pode ser bastante aproximada da realidade em uma ambiente de turbulência e mudança.
Colocamos a título de exemplo um dos problemas citados referentes ao Brasil e à forma de encarar o futuro deste país. Copiado do retatório essas palavras abaixo retratam a situação do país na atualidade.

 "O progresso em temas sociais, como a redução do crime e da pobreza, tende a exercer um papel decisivo na determinação do status futuro da liderança do Brasil. Sem avanços na execução da lei, até mesmo o rápido crescimento econômico será interrompido pela instabilidade resultante do crime e da corrupção persistentes. Também serão necessários mecanismos para incorporar uma parte cada vez maior da população na economia formal para reforçar o status do Brasil como moderna potência mundial."

sexta-feira, 22 de junho de 2012

PENSE


"Minha mensagem não é uma doutrina, não é uma filosofia. Minha mensagem é uma certa alquimia, uma ciência da transformação; assim, somente aqueles que estão dispostos a morrer como são e a renascer em algo tão novo que agora nem podem imaginar, somente essas poucas pessoas corajosas estarão prontas a me ouvir, porque isto será perigoso. Ouvindo, você dá o primeiro passo em direção ao renascimento. Por isso, a minha mensagem não é uma simples comunicação verbal. Ela é muito mais perigosa. Ela é nada menos do que a morte e o renascimento."
Essas palavras são de Osho, nome pelo qual ficou conhecido o professor e filósofo indiano Rajneesh, chamado Bagwan Shree Rajneesh, nascido em Puna, na Índia, em 1931. Ele fez um estudo que englobou filósofos, Buda e até Jesus e extraiu um ensinamento que aplicou em sua vida e ensinou a vários discípulos denominados Saniasins.
Um estudo comparativo entre as palavras de Jesus e as de Osho, mostram que realmente ele aproveitou os ensinamento do Rabi da Galiléia e assim ensinou aos seus discípulos.
Vejamos este trecho de discursos de Rajneesh e comparemos com o ensinamento de Jesus, quando falou para Nicodemos: "Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." E ainda, quando o apóstolo Paulo, cristão, diz: A fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

AS COLHERES DE CABO COMPRIDO


Conta uma lenda que Deus convidou um homem para conhecer o céu e o inferno.
Foram primeiro ao inferno.
Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à sua Volta estavam sentadas pessoas famintas e
desesperadas.
Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão, mas não permitia que colocassem a sopa
na própria boca. O sofrimento era Grande.
Em seguida, Deus levou o homem para conhecer o céu.
Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em Volta e as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos  estavam saciados. Não havia fome, nem sofrimento.
'Eu não compreendo', disse o homem a Deus, 'por que aqui as pessoas estão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?'
Deus sorriu e respondeu:
'Você não percebeu? É Porque aqui eles aprenderam a Dar comida uns aos outros.'

Moral:
Temos três situações que merecem profunda reflexão:
1. Egoísmo: as pessoas no 'inferno' estavam altamente preocupadas com a sua própria fome, impedindo que se pensasse em alternativas para equacionar a
situação;
2. Criatividade: como todos estavam querendo se safar da situação caótica que se encontravam, não tiveram a iniciativa de buscar alternativas que
pudessem resolver o problema;
3. Equipe: se tivesse havido o espírito solidário e ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida.

Conclusão:
Dificilmente o individualismo consegue transpor barreiras.
O espírito de equipe é essencial para o alcance do sucesso; Uma equipe participativa, homogênea, coesa, vale mais do que um batalhão de pessoas com posicionamentos isolados.
Isso vale para qualquer área da nossa vida, especialmente a profissional.
E, lembre sempre: A alegria faz bem à saúde; estar sempre triste é morrer aos poucos

terça-feira, 19 de junho de 2012

O QUE É UM SISTEMA?



Por muitos séculos os cientistas acreditaram que a melhor maneira de aprender sobre alguma coisa seria separá-la para análise. Foi o que Descartes ensinou no Discurso do Método.  Esta visão já foi bem sucedida, particularmente na biologia, química e física.
Contudo, um dos resultados dessa atitude foi a divisão das ciências em muitas especialidades diferentes. Dessa forma, “experts” em cada assunto desenvolveram suas próprias teorias e sua própria linguagem. Eventualmente, isto significava que cientistas de diferentes campos não se entendiam e muito menos os leigos não podiam entender tantas linguagens esdrúxulas.
Em 1920, um grupo de pesquisadores começou a estudar modelos e procurar entender a forma em que todos os diferentes tipos de sistemas eram organizados. E, fizeram uma descoberta. Não importa quão diferente seja o sistema, seus componentes eram todos organizados segundo uma mesma lei, uma regra geral de organização dos sistemas. Pela primeira vez havia um modo de colocar juntos todos os campos de conhecimento e mostrar o que eles tinham em comum.
Este novo campo, que é conhecido como “teoria geral de sistemas”, começou a ter um poderoso impacto quase imediatamente tanto nas ciências, como na vida das pessoas que não faziam ideia do que ele era.
Entre outras coisas, este campo possibilitou o desenvolvimento de computadores sofisticado e da automação e sua aplicação prática, servindo como uma ferramenta essencial para o gerenciamento de todos os tipos de negócios e instituições.
Podemos então, conceituar sistema como um “conjunto de partes que interagem com outras, para funcionar como um todo”.
Um bom gerente de loja olha cuidadosamente para seu estoque e sabe o momento que tem que reabastecê-lo. Se algum de seus empregados vende mais lentamente que o esperado, ele reduz ou cancela pedidos de suprimento de estoque. Se o seu produto não é popular ele tem que reduzir o preço para conseguir compradores. Algumas vezes ele terá mesmo que vender o seu produto por menos do que pagou por ele.
De outro modo, se algum produto demonstra ser mais popular que o esperado, ele tem que fazer pedidos adicionais de suprimento para o estoque rapidamente.
O mesmo acontece com as organizações sociais. Por exemplo, muitos tipos de grupos sociais precisam de um mínimo de membros de maneira a poder atender suas funções. A igreja precisa de uma congregação para pagar o salário do pastor. Um time de futebol precisa de um número mínimo de 11 jogadores. E assim por diante. Alguns grupos sociais precisam recrutar novos membros para repor seu quantitativo mínimo, quando alguns deles morrem, mudam-se para outra localidade, encontram outros interesses ou simplesmente abandonam  o grupo. Se as pessoas que ingressam no grupo são suficientes para repor o quorum mínimo, então não há problemas. Mas, se o número de pessoas que querem deixar o grupo supera o daquelas que querem aderir ao grupo, então é o caso de se preocupar.
Isto tudo, essas relações são chamadas de laços de feedback que podem ser negativos ou positivos e podem direcionar a atuação do dirigente.
Os sistemas são vivos, eles não param, está sempre acontecendo alguma coisa, dentro ou fora dele que faz com que ele reaja. É função de o estudioso zelar pela continuidade do sistema e ficar de olho nos feedbacks que recebe.
Fonte: Draper L. Kauffman, Jr.
Systems One: An Introduction to Systems Thinking
The Future Systems Series. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

SISTEMAS DINÂMICOS

Não é segredo que o mundo em que nós vivemos é complexo e que está se tornando mais complexo a cada minuto.

Problemas como poluição, falta de energia, inflação, desemprego, crimes e decadência urbana afetam a todos nós.

Ninguém pode ser especialista em todos os assuntos. Mas quando nós pedimos ajuda aos especialistas, eles sempre parecem confusos e isolados do verdadeiro problema e procuram achar determinadas peças do problemas que o tornem factível de ser encaixado dentro daquela área de conhecimento que ele (o especialista) domina. Existe um ditado popular que diz: “Se a única ferramenta de um homem é um martelo, tudo para ele são pregos”.

Em outras palavras, nós todos precisamos entender o mundo ao nosso redor, para podermos sobreviver, mas não podemos nos tornar “experts” em todos os assuntos.

Surpreendentemente, há uma forma de aprender como lidar com o mundo a nossa volta, com toda a sua complexidade, sem nos transformarmos em um “superman”. A resposta está em trabalharmos com uma abordagem que poderia ser denominada “sistemas dinâmicos”.

EXPECTATIVAS

Se essa abordagem pode fazer isso tudo, porque ela ainda é tão pouco conhecida?

Primeiramente porque as escolas são normalmente lentas ao mudar a sua grade curricular. Esta matéria ainda é nova e parece muito estranha para muitas pessoas que foram treinadas na forma tradicional de pensar. A segunda razão, e talvez a mais importante, é que a maior parte do que foi escrito o foi de forma extremamente técnica, em linguagem matemática e portanto de difícil leitura e compreensão.

No entanto, se você estiver disposto a despender um esforço moderado no sentido da compreensão e aprendizado dessa matéria, e estiver disposto a repensar aquelas coisas que você considera que já estão incorporadas ao seu modelo mental, ou seja, estiver disposto a se abrir ao novo, poderá verificar que:

1. Será fácil para você aprender novos assuntos. Muitos problemas são pensados de forma isolada e independente dos outros, o que torna difícil a aprendizagem, pois você estará sempre recomeçando do zero. Se usar uma abordagem de sistemas dinâmicos, verá que cada novo conhecimento poderá ser construído em cima e utilizando o conhecimento que você já possui sobre outros assuntos.

2. A utilização da abordagem de sistemas dinâmicos não garante a solução para cada um dos problemas apresentados, mas aumenta as chances de sucesso.

3. Você obterá algumas sugestões sobre estratégias efetivas pra influenciar o mundo a sua volta. A abordagem de sistemas dinâmicos pode ajudar você a identificar uma grande quantidade de pontos no sistema onde seu esforço terá uma grande chance de sucesso.

4. Finalmente, você obterá alguma ajuda no desenvolvimento de uma visão própria do mundo. Tanto na escola como fora dela, o conhecimento que lhe é transmitido vem em bits ou pedaços, com a visão de sistemas dinâmicos você poderá criar uma forma de observar estas partes, não de forma fragmentada, mas como um todo, o que lhe mostrará com mais clareza, onde atuar, para obter o máximo de resultados exitosos.

Fonte: Draper L. Kauffman, Jr.
Systems One: An Introduction to Systems Thinking
The Future Systems Series.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

PRECONCEITO

Ontem à noite presenciei mais uma cena de preconceito no meio de tantas que às vezes somos obrigados a engolir, na vida.

Só que, infelizmente, estas cenas têm se repetido em um lugar em que não deveriam existir, pois uma igreja é ou não é “a casa de Deus, onde nós todos somos irmãos?”

Mais uma vez, o pastor da minha igreja, que não gosta de gatos, demonstrou ser preconceituoso, dessa vez contra idade. Começou a falar sobre um lindo versículo bíblico encontrado em João, tido como o menor versículo da Bíblica. “Jesus chorou”. E pregou sobre Lázaro e a sua ressurreição. Falou que ele era amigo de Jesus, falou sobre Marta e também sobre Maria. Concluiu dizendo que a oração de Maria tinha tocado o coração de Deus e feito Jesus chorar e a partir daí ele teria feito o milagre da ressurreição de Lázaro.

Muito bem encadeadas as palavras até aí. Só que a partir daí ele falou sobre a morte, de como nós temos medo de morrer e arrematou dizendo que uma pessoa que já está com 95 anos não deveria pedir oração para viver, mas aceitar a morte como uma coisa boa, uma vez que estaria certa da sua salvação e da morada eterna com Jesus Cristo.

A pergunta que não quer calar, no entanto é. Por que uma pessoa idosa deveria esperar a morte como libertação? E, a partir de que momento a pessoa sente que não tem mais nada a fazer aqui na terra e pede para morrer? Não estaria ele incomodado com a presença de pessoas idosas e ele sim, definindo o momento em que elas deveriam sair do palco da vida, para não molestar os outros com a sua presença?

Olhar para uma pessoa idosa, logicamente fará o jovem lembrar que ele também chegará a esse estágio, se tiver a ventura de não morrer na flor da idade. E, se ainda não chegamos lá, não seria o caso de tentarmos entender como o velho vê a vida?

Sabemos pela história da vida de Buda, que o seu pai o impedia de ver qualquer coisa desagradável quando saía do palácio, desde pessoas velhas a flores murchas.

Isso tudo para não confrontá-lo com a realidade inexorável que espera a todos nós, mortais e humanos.

Ouvi a mensagem do pastor ontem à noite e ela já não estava mais na minha memória de trabalho, quando, folheando uma revista me deparo com um artigo intitulado Paraíso da Arte, que tem como manchete o seguinte: Em uma antiga cerâmica na periferia de Recife fica o acervo de Francisco Brennand, que se mantém na ativa aos 85 anos. Percorrendo as linhas do artigo encontramos que “O artista faz questão de registrar que ali confeccionou, entre 1961 e 1962, o painel a ‘Batalha dos Guararapes’, um dos seus mais famosos trabalhos, representando símbolos da sua crença nos ícones da nacionalidade brasileira.” E, mais abaixo encontro a seguinte mensagem: “São quase 70 anos de produção intensa, de diferentes técnicas, gêneros e estilos”.

Na ficha bibliográfica que acompanha o artigo está escrito: “ Em 11 de junho, Francisco Brennand completará 85 anos e continua em plena atividade. Inquieto, dedica-se à pintura, acompanha diretamente o dia a dia da Oficina, participa de eventos e trabalha na revisão do seu diário. *

E aí Pastor? Será que uma pessoa com 85 anos ainda pode querer viver ou deve fazer companhia aos seus parceiros de 95 em busca de uma boa morte?


*Paraíso da Arte, in Revista do Brasil, site da web www.redebrasilatual.com.br , maio de 2012.