quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

QUEM TEM MEDO DE MARINA SILVA ?

Acabo de ler um artigo sobre a Nova Política e a reunião para a criação da Rede de Sustentabilidade que conseguiu reunir em Brasília, no sábado passado, um total de mil e setecentas pessoas vindas de vários estados do país.

É claro que o PT está em polvorosa. E, se não houvessem críticas, deveriamos ficar, pelo menos preocupados.

Mas, voltando ao artigo sobre o assunto de autoria do Professor Peixe, formado pela Universidade Federal de Ouro Preto, no qual o professor procura denegrir a imagem da sra. Marina Silva, atacando-a desde o início do texto e concluindo com uma afirmativa um tanto ou quanto obscura que é a seguinte:"Tanto Marina Silva é uma famosa militante criacionista, faz parte da Igreja Assembleia de Deus e é conhecida por sua intolerância a questões científicas já provadas, como a teoria da evolução. Ter uma presidenta de um partido que tem como principal líder espiritual o homofóbico Pastor Silas Malafaia é muito preocupante."

Duas inverdades se somam neste pequeno parágrafo e eu não pude deixar de comentar o texto no local, arguindo o autor, sobre a comprovação da teoria evolucionista e esclarecendo que a Igreja Assembléia de Deus não tem como líder o Pastor Silas Malafaia, esclarecendo também que este último tem opinião própria, que a Igreja Assembléia de Deus não é um bloco fechado, que seus fiéis têm liberdade de pensamento e expressão.

Pensando sobre o assunto me veio à mente um texto muito singelo sobre o medo do novo. Claro que neste caso não é do novo que os militantes do PT estão com medo e sim de perder o domínio da situação, de perder o poder, ao ver que as pessoas estão despertanto e tanto estão ávidas pela mudança que acorreram aos milhares não aos apelos de Marina, pois esta não os fez, mas aos anseios da realização de suas próprias convicções. Peço vênia aos leitores para reproduzir aqui este pequeno texto que é uma introdução a um livro sobre robôs.

"Qual a razão desse medo?
Quando os algarismos arábicos começaram a ser usados na Europa em 2012, por iniciativa de Leonardo Fibonacci, eram manifestamente mais práticos, em todos os sentidos, que os romanos. No entanto, os eruditos e os comerciantes opuseram resistência tão grande à inovação, que levou séculos para que fosse aceita sem reservas.

E hoje, depois que o sistema métrico já provou sua indiscutível superioridade sobre a mixórdia de medidas empregadas nos Estados Unidos, os americanos ainda persistem em não efetuar a mudança, apesar de decorridos dois séculos desde sua primeira utilização e de já ter sido adotado por toda nação com o mais leve resquício de pretensão civilizada.

Por que essa atitude refratária a mudanças?

Simplesmente pelo medo que se tem do processo de reeducação!

Introduzir algo completamente inédito implica recomeçar tudo de novo, voltar à estaca zero da ignorância e correr o velho risco, tão conhecido, de possíveis fracassos.

Além disso, são exatamente as personalidades mais influentes da sociedade humana - os medalhões eruditos, os executivos, os líderes de toda espécie - que sofreriam a maior perda de conhecimentos e especializações, ficando intelectualmente destituídas e obrigadas a descobrir novos rumos para a educação. A resistência que opõem é, via de regra, nada menos que encarniçada."
(Patrícia S. Warrics e Martin H. Greenberg).

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