quinta-feira, 4 de abril de 2013

COMO ESTÁ O MUNDO?

As tendências nas taxas de nascimento, mortalidade e migração estão mudando o tamanho absoluto e relativo das populações de idosos e jovens, rural e urbana e minorias tanto nas potências emergentes quanto nas estabelecidas.
Nas últimas décadas, houve uma desaleceração no aumento da taxa de produção de grãos, até ela ficar abaixo da taxa de crescimento da população mundial. A produção de grãos per capita atingiu seu pico por volta de 1985, e tem caído lentamente desde aquela época.
As populações de mais de 50 países irão crescer aproximadamente mais de um terço (algumas até mais de dois terços) por volta de 2025, colocando mais tensão sobre os recursos naturais vitais, serviços e infra-estrutura. Dois terços desses países estão na Àfrica ao sul do Saara; a maioria dos outros países de rápido crescimento está no Oriente Médio e no Sul da Ásia.
Ainda há bastante alimento, ao menos na teoria, para suprir todas as pessoas adequadamente.
A quantidade total de grãos produzida no mundo por volta do ano 2000 conseguiria manter oito bilhões de pessoas vivendo nos níveis de subsistência, se houvesse uma distribuição uniforme, se nao fosse destinada para a alimentação de animais, nem perdida pelo efeito de pragas ou pelo apodrecimento entre a colheita e o consumo.
Os grãos constituem, de modo geral, a metade da produção agrícola mundial.
Acrescente a produção anual de tubérculos, legumes, frutas, peixes e produtos animais derivados de pastagens, e haveria alimento suficiente para proporcionar à população de seis bilhões, da virada do milênio, uma dieta variada e saudável. (adotando-se uma demanda de subsistência de 230 quilogramas (506 libras) de grãos por pessoa, por ano.)
A perda efetiva pró-colheita varia de acordo com a safra e a localidade, atingindo percentuais entre 10 e 40%. A distribuição de alimentos está longe de ser equitativa, e uma grande parte dos grãos vai para a alimentação de animais, não de pessoas. Assim, no meio da adequação teórica, a fome persiste. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que cerca de 850 milhões de pessoas ingere cronicamente menos alimentos do que o exigido por seu organismo.  Essas pessoas famintas são principalmente mulheres e crianças. Nos países em desenvolvimento, uma entre três crianças é subnutrida.
 
Texto extraído do Livro:
Limites do Crescimento - A atualização de 30 anos, de  Donela Meadows, Jorgen Randers e Dennis Meadows.
Esse livro foi originado de um estudo solicitado pelo Clube de Roma, nos anos 70.
 



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