quarta-feira, 26 de junho de 2013

ROBIN HOOD

Surgido no século XIV, Robin Hood, é a figura do herói vingador, que sempre trava luta contra o domínio sem regras de exploradores (políticos) que atormentam os fracos e humildes (operários, aposentados, estudantes, servidores públicos), dessa forma, inicia-se uma série de aventuras do herói que distribuía aos pobres tudo que roubava dos ricos (banqueiros, grandes empresários, políticos), e levantou o ódio dos camponeses (operários, estudantes, funcionários públicos, aposentados, donas de casa) contra todo tipo de miséria, injustiça e opressão.

O rei Ricardo Coração de Leão havia desaparecido numa guerra. Seu irmão, o terrível príncipe João, inventara que ele estava preso num outro país(FIFA), de onde pediam uma enorme quantia para libertá-lo. E ordenou que todo mês fosse recolhido dinheiro (impostos e taxas) para o resgate, aumentando sempre a quantia (inflação).

_Onde está o rei? Será que o dinheiro não é o bastante? As pessoas começaram a reclamar (manifestações de rua).

_Não! Os soldados respondiam (Políticos).Ainda falta muito para pagar a liberdade dele.

O tempo foi passando e cada vez tiravam mais moeda (inflação, juros, impostos)do povo.

Aos poucos, o príncipe João foi se revelando um homem muito mau, mandando matar os fazendeiros (índios, sem terra) para ficar com as suas terras. Tudo passou a ser propriedade do príncipe.

Um dia, ele tomou o castelo do conde de Lockesley e deu as terras de presente ao seu amigo, o barão Guy de Gisborne.

Quando Robert, o filho do conde, voltou da guerra, levou o maior susto. Não tinha mais casa e seu pai havia morrido...

Will, seu melhor amigos, explicou-lhe:

_ O príncipe João assassinou seu pai. Ele e o xerife de Nottingham tiram dinheiro do povo. Aumentaram os impostos. O príncipe está cada vez mais rico. Não se pode mais caçar por essas terras. Tudo pertence a ele, que manda prender e matar homens, mulheres e até crianças.

Robert ficou horrorizado com a situação do seu povo e jurou vingança.

_Daqui para a frente serei apenas Robin...Robin Hood

_Vamos para a esplanada, ou desculpe, vamos para a floresta de Sherwood, companheiro! Robin sugeriu. Lá eles nunca terão coragem de nos procurar. Dizem que é mal assombrada...

Robin, além de vingar a morte do pai, também queria ajudar o seu povo. Nunca tinha visto tanta gente passando fome, pedindo esmola.

_Vamos assaltar os ricos amigos (banqueiros, empresários e políticos)do príncipe e do xerife que passam pelas estradas, explicou Robin. _ Eles não tomam o dinheiro dos pobres? Pois então! Vamos tirá-lo dos seus amigos e devolver aos pobres. Que tal?

Mas seremos só nós dois contra muitos soldados (armados de taser, spray de pimenta, bombas de gás lacrimogênico e bombas de efeito moral)! Will falou sério.

_Aposto que arrumaremos mais gente...Robin puxou o capuz sobre a cabeça.

Tinham achado uma grande clareira na floresta (esplanada dos Ministérios). Foi lá que começaram a praticar arco e flecha (cartazes). Por sorte havia também uma caverna, para abrigo em dias de chuva.

Obs. Esse é o primeiro capítulo de uma peça de teatro que estamos tentando encenar aqui em Brasília. Por isso a escolha de algumas locações e possíveis atores para representa-la.

Se você que está lendo tiver alguma ideia boa pode dar que a gente completa a montagem.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Ampliando a visão

Estamos vivendo um período de turbulência na história do Brasil, como nunca vivenciamos. A força das redes sociais é um fenômeno novo existente no mundo e protagoniza esse despertar da consciência dos brasileiros, que existe há muito tempo mas não tinha como se manifestar, se expressar.

Muitas pessoas lembram-se das lutas dos estudantes em 1968, contra a Ditadura Militar instituida no Brasil. Muitos lembram-se das Diretas Já, do senador Ulisses Guimarães, do senador Tancredo Neves, do impeachment do Presidente Collor, que levou muitos jovens à rua e teve uma das suas mais bonitas cenas, quando eles se colocaram sob uma enorme bandeira do Brasil.

Na época da Ditadura Militar as comunicações eram precárias e além disso a imprensa era proibida de noticiar os eventos mais marcantes da época e muita coisa era repassada de boca em boca.

Hoje, vemos no mesmo momento o que está acontecendo em qualquer lugar do mundo e quando não vemos temos notícia pelas redes sociais. E, o que o filósofo atual Manuel Castells já havia escrito, hoje presenciamos:" Os sistemas políticos estão mergulhados em uma crise estrutural de legitimidade, periodicamente arrasados por escândalos, com dependência total de cobertura da mídia e liderança personalizada e cada vez mais isoladas dos cidadãos".

A estrutura política do Brasil reflete bem o que está escrito no parágrafo anterior. O governo existe para o seu próprio prazer, para a sua própria continuidade, sem se importar com o seu objetivo último, ou o objetivo para o qual foi criado, que é o de representar o povo. Mas, de repente o gigante acorda, o Brasil desperta. E, o governo começa a se inquietar, tipo a piada do bandido que aponta uma arma para uma pessoa e dirige-se a ela com a famosa expressão: "a bolsa ou a vida", ao que ouve a seguinte resposta: "pode levar qualquer uma. Ambas estão vazias". Assim o povo aponta a sua arma, o seu posicionamento, a sua queixa para o governo que não sabendo o que fazer, remexe-se no seu esquife e procura meios para acalmar o populacho, a multidão, atirando-lhe pedaços de carne de porco, ou moedas, ou acenando com sonhos utópicos que jamais se cumprirão.

É nesse momento que estamos e é nesse estágio que não podemos ficar. Estamos sendo espectadores de um jogo, de uma farsa e não podemos deixar de olhar o futuro.

O que é mesmo que queremos? O que poderá mudar a sociedade atual, não apenas umas duas ou três pessoas? Não nos deixemos influenciar pelo canto da sereia que ao ouvir as palavras de ordem do povo, em busca da Democracia, apenas tenta atraí-lo para desejos mais baixos, mais egoístas, com a única finalidade de fazê-lo adormecer novamente.

Alerta e avante como diriam os escoteiros. Não nos deixemos acorrentar novamente. Chegou a hora do despertar do sono. Queremos o que é nosso de direito. Queremos igualdade de oportunidades para todos os brasileiros. Queremos o fim da corrupção. Queremos médicos sim, mas queremos escolas, queremos poder formar nossos próprios profissionais. A nossa solução não pode ser casuística porque ela precisa ser estrutural. Qual é o cenário que queremos e qual é o cenário que nos está sendo oferecido pela proposta do governo. Qual o futuro que se nos afigura se aceitarmos a oferta que foi colocada sobre a mesa de negociação?

terça-feira, 18 de junho de 2013

NÃO DÁ MAIS PRA SEGURAR, EXPLODE CORAÇÃO!

Tenho ouvido políticos se posicionarem em relação ao movimento que tomou conta de todas as capitais do Brasil, como "ACORDA BRASIL", como se ele fora um movimento casuístico. Uma erupção nas camadas superiores, classe média e média alta das populações urbanas, incitadas pela internet, pelo “facebook” e sem maiores consequências, uma vez que é pontual e casuístico. Ou muito me engano ou está havendo um erro de leitura, de interpretação do movimento, seja lá por quem ele tenha se iniciado. Ele se configura mais, no meu entender a um movimento nas águas de um lago causadas por uma pedra que dá origem a um movimento cíclico e que não vai parar, pois encontrará a sua força, o seu reabastecimento na própria inércia do movimento.
Ou, se de fato estou me delongando muito, podemos compará-lo a uma barreira que se rompe e que, no início, apresenta apenas uma pequena fresta, mas a força das águas que começa a passar por aquela fresta a torna maior, e maior e maior. E daí amigos, nos lembramos de uma música que diz... "NÃO DÁ MAIS PRA SEGURAR, EXPLODE CORAÇÃO!"

Foi muito o tempo que o brasileiro esperou por uma resposta que não veio, foi demasiada a confiança que hipotecou aos políticos. Foi muito tempo esperando que eles tomassem a frente e que realmente representassem o povo. Agora, o povo quer o seu direito de volta, não vai mais abdicar dele.

Agora o povo quer a DEMOCRACIA DIRETA, o povo quer governar-se a si próprio. Chega de figurões que o enganam e que ficam com o seu dinheiro, que o ludibriam, que o desencantam, que o saqueiam, não apenas nos aspectos financeiros, mas na sua honestidade, na sua dignidade, no seu direito.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

DEIXA EM PAZ MEU CORAÇÃO...

O brasileiro tem tomado conhecimento desde o governo do Presidente Lula, quando o então Deputado Roberto Jefferson, gritou a sua famosa frase - "sai daí Zé, senão você derruba o homem", de fatos tenebrosos, de corrupção, de dinheiro na cueca, e numa escalada a perder de vista, de destempero e autocracia implantados no Brasil. Mas o nosso povo é calmo, ordeiro, quieto, manso, trabalhador e demora a se dar conta da situação. Povo alegre, gosta de festa, da cervejinha, do deixa disso e do deixa para lá.

Existem pessoas e mais pessoas que dizem não se importar com a política, e que até votam em branco.

Só que um dia a casa cai, e a coisa muda. Há que saber até que ponto se pode oprimir uma nação, se pode esquecer dos anseios e da necessidade de um povo.

Isto está em qualquer manual de política a começar pelo Príncipe de Maquiavel.

Mas aí os políticos se arvoram donos da situação e arriscam.

Impedem as pessoas de se manifestarem.

Fazem conchavos com o legislativos, tentam impedir o judiciário. Querem cercear as ações do Ministério Público. Já que o povo não se sente dono do poder, pois o hipotecou aos seus representantes na Câmara e no Senado, não sabe como se defender e fica quieto. Daí o Poder Executivo, imaginando poder mais, aperta mais. Nesse momento, seria conveniente lembrar-se de uma música composta por Chico Buarque para uma peça de teatro na época da Ditadura Militar

A música do Chico diz de uma forma bem simples, uma verdade, talvez tão antiga quanto o homem na terra - "Deixa em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa. E qualquer desatenção, faça não. Pode ser a gota d´água."

E as pessoas que estão observando criticam. Que povo é esse que não se manifestou nos momentos mais sérios e dignos de uma comoção pública e se revolva por conta de 20 centavos?

PODE SER que estes 20 centavos representem A GOTA D´ÁGUA


VIVA O POVO BRASILEIRO

Sábado passado, às 10 horas da manhã, saí de casa para comprar um bolo e me deparei com as ruas enfeitadas, coloridas, cheias de bandeirolas amarelas e verdes, uma verdadeira alegria.

E, pensei, cá com meus botões, pronto, está armado o circo e mais uma vez o meu povo, o brasileiro, entra nessa de cabeça e esquece de todo o resto. Até eu, fiquei eufórica e me lembrei de uma música, da qual só os antigos se lembram e vou coloca-la aqui: "Hoje, eu não quero sofrer, hoje eu não quero chorar,/Deixei a tristeza lá fora, mandei a saudade esperar...lalaiala..../Hoje eu não quero sofrer, quem quiser que sofra em meu lugar".

Sim, imaginei, hoje é dia de festa. É o primeiro dia de jogo da Copa das Confederações, uma espécie de Première da Copa do Mundo e deixa o povo ficar feliz.

Esqueçamos dos problemas havidos nesses anos de governo Dilma Roussef. Esqueçamos da bolsa família, que é apenas um arremedo de uma distribuição de renda. Que renda? Dos operários, dos salários sem aumento, dos mensalões ainda em fase de recurso. Dos deputados que foram condenados pelo STF e que agem como se nada tivesse ocorrido. Como se eles estivessem acima do bem e do mal. Das pessoas que precisam se locomover para trabalhar e do transporte público urbano, cada dia mais caro e de péssima qualidade. Dos transportes interestaduais também. Da rede de aeroporto que foi escolhida como a melhor alternativa para unir o Brasil, sendo que esta é a mais cara opção, deixando-se de lado um estudo que poderia apontar o transporte ferroviário como uma de mais baixo custo. Do desprezo com que tem sido tratada a educação pública, em qualquer nível e principalmente a fundamental. Esqueçamos que a saúde do brasileiro está sendo negligenciada pela ausência de investimentos na área, bem como da segurança que está um caos.

Esqueçamos dos bilhões que gastamos com a reforma dos estádios no Brasil, em detrimento das áreas citadas. Esqueçamos tudo isso...e cantemos a música...hoje eu não quero sofrer. E vibremos com o Neymar Jr, com o Estádio novo de Brasília, com a possibilidade de ganharmos o primeiro jogo da Copa das Confederações.

Confesso que fiquei como o palhaço do rosto do qual desce uma lágrima ao mesmo tempo que ele faz piadas.

Triste por ver o meu povo ganhando o circo e sem nem mesmo ter o pão...

Mas aí, fui para a Esplanada dos Ministérios à tarde, pois tinha combinado de encontrar com um grupo para obter assinaturas de apoio à criação do partido Rede Sustentabilidade, esperando que naquele entusiasmo criado pela expectativa do jogo, ninguém lembrasse de seus problemas e que as pessoas até se perguntassem para que esse partido.

No entanto quando comecei a me dirigir as pessoas, aos passantes, qual não foi a minha surpresas. As pessoas estavam lá, estavam se divertindo, mas não estavam anestesiadas. Elas me pareceram acordadas, quase totalmente conscientes da situação do país.

A um rapaz que me dirigi, recebi dele uma resposta muito boa. Ele me disse que não queria só assinar, pois ele estava cansado de assinar coisas e não ser convidado para participar, para ser ouvido. Eu parei...e disse. É de você mesmo que a gente está precisando. E contei para ele da nossa proposta. Falei da Democracia Direta, da participação de todos, do ativismo autoral. E ele não só assinou como procurou saber o endereço da Rede aqui em Brasília.

Com o sentimento de que "nem tudo está perdido...quando resta uma esperança". Voltei para casa e liguei a TV. Aí aconteceu um milagre. Uma luz no fim do túnel...as pessoas se manifestaram...as pessoas disseram que estavam acordadas, que estavam vendo o que estava acontecendo...e aqueles que esperavam apenas aplausos ficaram sabendo que vão ter que mudar. E, eu só tenho a dizer, como já o disse João Ubaldo: E, VIVA O POVO BRASILEIRO.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

BOI VOADOR NÃO PODE

Quem foi, quem foi,
Que falou no boi voador...
Manda prender esse boi,
Seja esse boi o que for.

O boi ainda dá bode
Qual é a boi que revoa
Boi realmente não pode
Voar à toa.

É fora, é fora, é fora
É fora da lei, é fora do ar.
Segura esse boi, é proibido voar.

(Marcha carnavalesca composta por Chico Buarque e Ruy Guerra, nos anos 70, para a peça dos mesmos autores, denominada Calabar).


A estória ou história (não sabemos) do boi voador faz parte do folclore da cidade de Recife.
Maurício de Nassau fez o povo acreditar em duas coisas: primeiro na construção de uma ponte que ligaria Recife à cidade Maurícia e a outra, após desacreditarem do seu sucesso, que faria um boi voar no dia da inauguração da ponte.

Ele fez as duas coisas.
A primeira, uma realidade, mesmo que para isso, tenha terminado a ponte com seus próprios recursos e a segunda, uma tremenda ilusão, para o povo, que acreditou ter visto um boi voar, quando se tratava de apenas um couro empalhado e suspenso ao ar por fios invisíveis.

O Brasil tem passado por situações dessa monta desde o seu descobrimento.
O povo tem sido iludido e enquanto acredita em histórias da carochinha, pontes são construídas ou destruidas, não com os recursos dos governantes, como no caso em tela, mas com o suado dinheiro dos contribuintes.

Vamos abrir os olhos, minha gente!

Vamos prestar atenção no que nos mostra a mídia e nos interesses que muitas vezes nos parecem reais mas são simplesmente "bois voadores".

Atualmente temos sido instados a nos manifestar, a pensar sobre a redução da maioridade penal. Esse assunto está em toda roda de conversa, encontra-se em vários jornais e blogs. Só que, nós só somos apresentados a uma face do iceberg. Em quase qualquer assalto vemos um menor envolvido.
Como já aconteceu quando se colocava a culpa de todos os maus feitos nos negros.
Mas, precisamos olhar um pouquinho mais e observar as condições sociais que são oferecidas a grande contingente de nossas crianças e adolescentes.
Como são produzidos esses criminosos e por quem?
Que condições sociais, culturais e econômicas contribuem para esse quadro?

De fato, o perfil do infrator não surge do dia para a noite, é necessário um tempo para isto. Modela-se portanto nos primeiros anos de sua existência.

Recursos nutricionais saudáveis, fonte de afeto, estimulação lúdica, educação de qualidade, cenário familiar equilibrado são necessários para se formar um ser humano, um cidadão.
Menores em conflito com a lei não nasceram infratores. Foi a sociedade que os condenou a viver sem opção de dignidade, negando-lhes a chance de opções diferentes.

A luta para a redução da maioridade penal atesta o descompromisso dos adultos como provedores das condições de vida necessárias à transformação de uma criança em um adulto digno. Atesta, mais que isso, que escolhemos penalizar, mais uma vez, a vítima.