quarta-feira, 31 de julho de 2013

Vida Cristã

Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte?
Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.

Romanos 6:3-4 (Bíblia)

terça-feira, 30 de julho de 2013

O QUE MAIS ME IMPRESSIONOU NO PAPA FRANCISCO

O atual papa, que acaba de protagonizar uma visita ao Brasil, sem incidentes de segurança, me impressionou desde o primeiro momento de sua aparição pública.

Quando lhe foi dada a oportunidade de escolher o seu nome, ele lembrou-se de falar sobre o Cardeal brasileiro, que pouco antes de sua escolha como papa lhe havia falado: "Não se esqueça dos pobres" e por causa disso ele escolheu o nome de um santo que tinha dedicado sua vida aos pobres, São Francisco de Assis.

Apenas com essa atitude ele (o Papa Francisco) já demonstrou sua humildade. Ele não jactou-se de ser humilde, de sempre ter se lembrado dos pobres, de ter dedicado sua vida a eles, nada disso. Ele dividiu sua escolha com um colega cardeal que o havia advertido poucos minutos antes:"Não se esqueça dos pobres."

E com isso ele iniciava sua carreira papal seguindo um dos maiores ensinamentos do próprio Jesus Cristo, que, estando certa vez em uma sinagoga e sendo-lhe oferecida a palavra, recebe o rolo do livro de Isaías para ler, e o abre no que hoje conhecemos como o capítulo 61: "'O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor'. Então ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Na sinagoga todos tinham os olhos fitos nele; e ele começou a dizer-lhes: 'Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir'" (Lc 4:18-21).

Na minha infância e adolescência tive a oportunidade de ser aluna de um colégio em Bacabal, no Estado do Maranhão, mantido e dirigido por padres e freiras franciscanos e sempre os respeitei pela sua atitude e carinho para com uma população pobre e carente de tudo, inclusive dos valores que eles se esforçaram para nos transmitir. Não perco uma oportunidade de agradecer-lhes pelos ensinamentos que me deram.

Essa é uma das razões pela minha simpatia para com São Francisco e os franciscanos. Fiquei portanto muito feliz ao saber que o papa Francisco viria ao Brasil. Um país cheio de paradoxos, de contradições, de pobreza e riqueza.

Ao mesmo tempo preocupava-me, como naturalmente ocorria com muitas pessoas, pela segurança do papa no Brasil, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, que tem sido alvo de tantos incidentes de segurança.

O governador do Rio de Janeiro não aceita a oferta da Presidência da República na questão de segurança, quando lhe foi oferecida a guarda nacional e afirma que a cidade tem condições de cuidar sozinha da segurança do papa e dos fiéis.

Em sequência, o Papa resolve vir do aeroporto, de carro comum e com a janela aberta, passando pelo centro do Rio, antes de dirigir-se ao Palácio das Laranjeiras.

Chorei quando li essa notícia na manchete do Correio Brasiliense. Não entendi a extensão do gesto do papa mas imaginei que ele preferiria estar com os trabalhadores, que enchem o centro do Rio, antes de partir para o encontro com os governantes.

Vimos, há não muito tempo, o vexame que a então ministra do Supremo, Ellen Gracie, passou, ao ter a sua comitiva barrada por assaltantes na linha vermelha.

Além disso, vivemos,há pouco mais de um mês, uma situação de vandalismo, que acompanha quase sempre as manifestações de rua no Brasil.

Ficamos apreensivos. Será que o governo do Rio conseguirá manter a segurança do Papa?

Há um incidente em plena avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, em que o carro em que vem o papa fica preso entre uma fileira de ônibus e outros carros, momento que o povo aproveita para aproximar-se do papa. E ele os recebe, os afaga, fala com os populares, com os irmãos em Cristo.

Na entrevista com o papa, enquanto ele estava no Brasil, exibida no domingo à noite, no fantástico, o repórter lhe pergunta sobre o porquê de ter decidido vir em carro com a janela aberta e se não teve medo quando foi cercado por populares em pleno centro do Rio de Janeiro.

E essa resposta foi realmente o que mais me impressionou no Papa Francisco.

Ele disse que não teve medo, que não tinha medo, pois ninguém morre de véspera. Que Deus, o nosso Senhor, é quem decide a hora em que temos que partir. Disse também que sabia que alguma coisa poderia ter lhe acontecido, que alguém poderia ter querido lhe dar um soco ou coisa assim. Mas aí aproveita para explicar o porquê de sua escolha e diz que, antes de viajar para o Brasil, foi apresentado ao papa móvel que viria para cá e observou que ele era cercado de vidros e questionou: "Se alguém vai visitar um amigo, vai dentro de uma caixa de vidro? Não, ele vai abraçar, ele vai ser tocado e vai tocar. Ou ele vem para visitar um amigo ou não vem...e ele veio para visitar o povo brasileiro.

Gente, eu nunca vi isso em toda a minha vida e não sou mais tão jovem. Eu fiquei impressionada. Eu amei esse papa.

E peço, com todo o coração, que Deus abençoe o Papa Francisco. E que muitas e muitas pessoas, não só no Brasil mas no mundo sigam o seu exemplo. Eu procurarei seguir.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

DA JUVENTUDE E DOS VALORES

A sociedade atual vive, conforme vários escritores, pensadores, articulistas, críticos socias e demais profissionais que têm se manifestado na mídia, antes de qualquer crise institucional, uma crise de valores éticos, sociais, morais, culturais e demais.

E isso, já se vem dizendo há bastante tempo. Lembro-me de um artigo, quando ainda tinhamos como presidente o atual senador Sarney, ou seja, há décadas. E, a partir daí, essa crise só aumenta.

Como fazer para delimitar espaços, para definir prioridades, para orientar políticas públicas, se não existem norteadores, balizadores, faróis para isto.

Porque quando falamos em valores, falamos em limites, falamos em restrições, falamos de prioridades, falamos de seriedade.

Como conduzir uma sociedade se não sabemos para onde ela vai?

O livro de Deuteronômio, um dos 5 livros do pentateuco, cuja escrita foi atribuída a Moisés, que conduzia o povo hebreu através do deserto com o intuito de alcançar a terra prometida por Deus, no seu capítulo 6 e versículos 6 a 9, assim se expressa:"Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão e te serão por frontal entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas."

A que se referem estas palavras do livro citado, que não a valores? E responsabiliza os pais pela transmissão dos valores do povo de Deus aos seus filhos.

A Bíblia fala posteriormente que aos ministros, aos pastores, será cobrada a falta de ensinamento aos seus fiéis. Se isso é cobrado de uma pessoa que institucionalmente tem o dever de conduzir um povo, quanto mais aos pais que são responsáveis por toda a educação que é transmitida aos seus filhos?

Fica o alerta aos pais e mães da necessidade da transmissão dos valores éticos, morais, religiosos e sociais aos seus rebentos.


terça-feira, 23 de julho de 2013

RELIGIÃO E POLÍTICA

O homem é por natureza um animal político. Já sabemos disso há muito tempo. Desde as "polis" ou cidades no tempo da Grécia antiga.

O homem é também um ser religioso. São Tomás de Aquino já dizia que somos seres espirituais, vivendo uma experiência humana.

Até aí tudo bem,mas juntar a política com a religião, muitas vezes para se beneficiar das duas, não está correto.

Jesus Cristo, certa vez, foi questionado por escribas e homens da lei que queriam testar a sua sabedoria, com a seguinte pergunta:"Mestre, é justo pagarmos o imposto a Cezar?". Ora, no momento em que eles o chamam de mestre e o questionam com o intuito de encontrarem algum motivo para o criticarem, já estão agindo de má fé. Jeruzalém vivia sob o jugo dos Romanos, o povo era oprimido e obrigado a para impostos a Cezar. Algumas pessoas ainda acreditavam que Jesus, se fosse o Messias esperado, iria libertar o povo dos seus opressores. Então, nessa conjuntura, os escribas perguntam: É justo pagar o imposto a Cezar?

Mas Jesus era conhecedor da sua missão. Ele sabia que viera para libertar as pessoas do jugo do pecado e da morte eterna. Então, sem titubear, pede uma moeda e pergunta de quem é a efígie que aparece na moeda. Ao que os seus questionadores respondem prontamente: -É de Cezar. Ao que Jesus responde: _"Então, dai a Cezar o que é de Cezar, e a Deus, o que é de Deus". Estava feita a separação entre a política e a religião. Essa é a visão do Mestre. Essa é a resposta de Jesus.

Se visualizarmos essa questão, após a morte e ressurreição de Cristo, ou seja, no momento em que Jesus não estava mais no meio do povo, para poder responder claramente e por meio de palavras e atos aos seus questionamentos, vemos como se processa essa questão.

HISTÓRICO

Conforme apostila do Prof. Isaías Lobão Júnior para a Faculdade Teológica das Assembléias de Deus, antiga FATAD, depois do Pentecostes, os cristãos passaram a pregar o Evangelho em larga escala. Após grande esforço entre os judeus, por cerca de dois anos, as missões cristãs, coadjuvadas pelos que estiveram presentes no dia de Pentecostes, passaram a evangelizar os gentios com grande ardor missionário. Um exemplo disso está na própria Igreja de Antioquia que enviou a Barnabé e a Paulo.

Até aí, as igrejas eram autônomas e não tinham nenhuma forma de governo eclesiástico. Admitiam serem guiadas e orientadas pelo Espírito Santo, o Consolador prometido por Jesus. Respeitavam as orientações dos apóstolos e não reconheciam líder algum sobre eles que tivesse a incumbência de representar a Cristo quer espiritualmente, quer administrativamente, papel atribuído ao próprio Espírito Santo.

Muitas perseguições vieram sobre os cristãos, começando com Nero (54 a 68 AD), Imperador Romano, até o ano 311, quando apareceu o Édito de tolerância, publicado por Galério, imperador romano do oriente, reconhecendo a insânia da perseguição aos cristãos.

Em 323, Constantino passou a dominar todo o Império Romano, uma vez que o império do Ocidente havia caído. Esse imperador revolucionou a posição do cristianismo em todos os aspectos. Primeiramente, proporcionou igualdade de direitos a todas as religiões, e depois, passou a fazer ofertas valiosas ao cristianismo, construindo igrejas, isentando-as do imposto e até mesmo sustentando clérigos.

Nessa condição, o cristianismo veio a ser praticamente a religião oficial do império. Isso resultou da entrada de muita gente para a igreja, somente porque era a religião apoiada pelo governo.

Os verdadeiros cristãos foram na realidade, marginalizados por não concordarem com tal situação, formando grupos à parte que sempre marcharam paralelos com a igreja favorecida e entremeada de pessoas que buscavam interesses políticos e sociais. Esses cristãos, por não aceitarem tal situação, no decurso da história, eram agora perseguidos pelos outros "cristãos" e muitos dos seus líderes eram queimados na fogueira em praça pública, taxados de heréticos.