quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

E, O QUE DIZER DA SUSTENTABILIDADE?

Em 1972, foi publicada a primeira edição do livro Limites do Crescimento, em atendimento a uma solicitação do Clube de Roma. Pela primeira vez a humanidade era despertada para a realidade dos limites físicos da Terra. Tantos anos se passaram e ainda continuamos sem entender que precisamos fazer alguma coisa, e rápído, antes que percamos o nosso lar.

Apenas como um lembrete, fiz essa relação de condicionantes para o futuro.

Condicionantes de futuro para o Brasil 2025

•Pressões antrópicas provenientes dos países emergentes (principalmente China e Índia) e desenvolvidos (EUA), com impacto sobre recursos hídricos e mudanças climáticas;

Em entrevista com o professor Jefferson Simões, da UFRGS, podemos verificar a importância do estudo das geleiras da Antártica e como o ser humano impacta nas mudanças climáticas. Isso invariavelmente é também um aspecto político. Reproduzo abaixo trecho da entrevista que está publicada no seguinte endereço:


IHU On-Line - De que maneira a diminuição da espessura do mar congelado é afetada pelo aumento das temperaturas? Como isso impacta o meio ambiente nas perspectivas local e global?

Jefferson Simões - Na verdade o que está acontecendo no Ártico é o desaparecimento é a redução da área do mar congelado. O mar congelado não só está diminuindo de área, a área que é congelada do mar, mas também a sua espessura. Mas lembro que a espessura desse gelo é de três a cinco metros, e embaixo tem um Oceano. No momento em que se tira esse cobertor do Oceano, muito mais energia é perdida para a atmosfera, aquecendo ainda mais o ar. Ao aquecer a atmosfera, intensifica-se o processo de aquecimento em todo o Ártico e isso afeta o clima do Hemisfério Norte como um todo. Na Antártica o cenário ainda não está claro, na verdade tem inclusive aumentado um pouco a extensão do gelo marinho por um processo muito mais complexo.

Ao desaparecer gelo marinho, afeta-se a biota, principalmente os microrganismos que vão receber mais radiação, especialmente ultravioleta, porque nós tínhamos uma capa de mar congelado protegendo essa biota. Cortamos rotas de migração das espécies maiores, principalmente dos grandes mamíferos - e não estamos falando só de ursos polares, mas de raposas e outros.

Afetamos diretamente a teia alimentar, e tem que ocorrer uma adaptação. Por outro lado, esta alteração também força modificações políticas e geopolíticas. Hoje a abertura do Oceano Ártico está permitindo a navegação de navios não quebra-gelos entre a Europa e a Ásia via Ártico, e isso deve afetar primeiramente o mercado de transporte marítimo. Também existem estudos, principalmente da Rússia e dos Estados Unidos, que estão mudando a estratégia militar naval, de uma estratégia submarina para uma de superfície, porque agora vai se poder entrar com navios que navegam na superfície.


Para ler a entrevista toda, clique aqui.


•Início da inflexão da matriz energética: aumento das exigências ambientais e manutenção dos altos preços do petróleo que contribuem para intensificar os esforços em direção a fontes alternativas de energia em substituição aos combustíveis fósseis, tais como painéis fotovoltáicos e moinhos de energia eólica;

•Aumento da relevância da questão ambiental: crescimento da consciência e dos movimentos, das pressões e dos conflitos, particularmente em torno da poluição, do desmatamento e dos recursos hídricos;

•Recursos Naturais, tais como minerais e florestas, se tornariam escassos à medida que o planeta atingisse e ultrapassasse seus limites naturais de população humana e consumo;

•Busca por alternativas de vida saudável, pouco consumista e de mínimo impacto ambiental, longe das metrópoles, em comunidades sustentáveis;

•Opção por alimentos lacto-vegetarianos.


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