sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Distâncias

Peço licença à Marina Silva para reproduzir o artigo escrito por ela para a Folha de São Paulo.

Fonte: Marina Silva, ex-senadora e ex-Ministra do Meio Ambiente.Fundadora da Rede Sustentabilidade.

31/01/2014 03h00

O Brasil fica longe de Davos. Mais que nos mapas, a distância pode ser medida no discurso da presidente Dilma Rousseff no Fórum Econômico Mundial que aconteceu na semana passada na bela e fria estação suíça. Todos concordamos com suas palavras: a educação tem importância estratégica para reduzir a desigualdade social e, ao mesmo tempo, alicerçar uma economia do conhecimento com tecnologia e inovação. Por isso, a educação está entre as prioridades, junto com a infraestrutura, o planejamento urbano, a estabilidade econômica e outras grandes questões definidoras do desenvolvimento do Brasil.

Cinco dias depois, a Unesco divulgou relatório que coloca o Brasil –entre 150 países pesquisados– em 8º lugar no número de analfabetos adultos. Eram 13,2 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais em 2012, segundo o IBGE. É quase impossível reduzir a taxa de analfabetismo entre adultos, de 8,7% naquele ano, para os 6,7% fixados nas metas da ONU para o ano que vem.

Ontem, lemos nos jornais: os investimentos do Ministério da Educação caíram 13% de janeiro a novembro de 2013 em relação ao mesmo período do ano anterior. O noticiário nos avisa também que a equipe econômica estuda reduzir ainda mais o orçamento da pasta para que o governo recupere a credibilidade perdida desde que foram revelados seus artifícios contábeis para fechar as contas no fim do ano.

Os especialistas indicam o contrário, a necessidade urgente de o Brasil aumentar os investimentos que hoje são de R$ 5 mil para cada aluno da educação básica. Em países ricos, esse valor é três vezes maior. Que não chegássemos a tanto, mas diminuir as verbas da educação é ir em direção oposta.

Para completar, no mesmo dia do discurso em Davos, o governo anunciou o cancelamento da Conferência Nacional de Educação (Conae), que aconteceria em fevereiro, a tempo de pressionar o Congresso na tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE), que voltou para a Câmara dos Deputados depois de modificado, para pior, pelo Senado. Sob protesto dos movimentos de defesa da educação, a Conae ficou para novembro, depois da Copa e das eleições, e o PNE, que deveria ter sido aprovado há três anos, vai atrasar mais um.

É impossível tornar consequente o discurso da presidente enquanto perdurar uma ideia fisiológica e patrimonialista de governabilidade, segundo a qual um ministério pode ser fatiado e distribuído entre partidos aliados. Uma reforma ministerial, mesmo diante de prioridades inegavelmente estratégicas e eloquentemente discursadas, longe de significar novo planejamento de metas de longo prazo, reduz-se a uma redistribuição de cargos com o curto prazo eleitoral. Desse modo, a distância entre o Brasil e Davos só aumenta.

Marina Silva, ex-senadora, foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula e candidata ao Planalto em 2010. Escreve às sextas.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O LAÇO E O ABRAÇO

Mário Quintana

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.

Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.

É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de

braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,

em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...

devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então, é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.

Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,

deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço

afetivo, laço de amizade.

E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.

E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.

Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.

Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

Pílula diária de vitamina B e ácido fólico pode adiar Alzheimer

Fonte: O Globo

Publicado: 14/09/11 - 0h00

Atualizado: 14/09/11 - 0h00

LONDRES - Uma pílula diária com altas doses de vitamina B e ácido fólico pode retardar em até 70% o início da perda de memória na velhice e até proteger contra o Alzheimer, segundo pesquisadores da Universidade de Oxford.

Segundo Celeste de Jager, que coordenou o estudo, "pessoas de meia idade deveriam começar pensar em seus níveis de vitamina". O novo tratamento mira em um componente da corrente sanguínea chamado homocisteína, que é produzido naturalmente pelo corpo mas atinge níveis mais altos na velhice - danificando o revestimento dos vasos sanguíneos e levando ao encolhimento do cérebro, causando um aumento do risco de Alzheimer, bem como acidente vascular cerebral e doenças cardíacas.

Os pesquisadores recrutaram 270 pessoas de 70 anos ou mais que sofriam de lapsos de memória. Metade tomou o composto de vitamina B6, B12 e ácido fólico e outra metade tomou placebo. Em vários momentos do estudo os pacientes tiveram que fazer um teste de memória com uma lista de 12 palavras que deveriam ser gravadas e lembradas 20 minutos depois.

Depois do primeiro ano, aqueles com altos níveis de homocisteína tinham 70% mais chances de dar respostas corretas que os demais. Exames de imagem nos cérebros dos pacientes mostraram que as vitaminas reduziram o encolhimento cerebral em 30% em média, aumentando para 50% em pacientes com altos níveis de homocisteína.

Uma pesquisa nacional para estabelecer se a descoberta pode de fato retardar o quadro da doença e outras formas de demência deve começar no próximo ano.

INSEGURANÇA E VIOLÊNCIA URBANA EM BRASÍLIA

Fonte: Jornal Extra de Alagoas

29/01/2014

Coluna Sururu

O Brasil passa uma onda de violência urbana com índices extremados de homicídios e, como para fatos não existem argumentos, merece atenção uma pergunta aos políticos, em especial os com mandato em Brasília: Quais estão sendo as propostas, Planalto em especial, capazes, senão de minimizar o quadro, mas ao menos oferecer ao cidadão confiança de haver um mínimo de segurança pública para viver sem temor de vir a ser a próxima vítima?

Também quem hoje, de sã consciencia, acha que o Brasil tem jeito e credita confiança nos políticos que aí estão (sem exceção) no poder?

Não basta só botar polícia na rua.

É essencial no combate a criminalidade que o governo ofereça a população, além da segurança, também educação, saúde e opção de trabalho.

Do jeito que vai, de corrupção desenfreada na vida pública, que identifica o Brasil hoje como terra sem lei, é saudável lembrar frase atribuida aos Três Macacos: “Não” vi, não ouço, não falo.”

Aliás, como está, é saudável um muda Brasil, nas urnas em outubro.

Crítica à política do poder econômico

Fonte:João Pedro Stédile

MST e Via Campesina, São Paulo

A economia é a ciência que explica a organização da produção dos bens que uma sociedade qualquer, necessita para sua sobrevivência e bem estar. A política é o exercício do poder (expressão oriunda do poder na polis= cidades/Estado da Grécia antiga). Poder, sempre exercido por um grupo ou classe que usa o Estado, as leis e a economia para impor seus interesses sobre os demais, numa sociedade qualquer.

Nos tempos atuais, o poder que é a política, está cada vez mais concentrado em mãos de uma classe cada vez menor. Uma classe de muitos ricos que usam o poder para aumentar ainda mais sua riqueza econômica. Seu patrimônio. Representado por mais terras, mais fábricas de produtos, mais comercio, mais empresas de transporte e cada vez mais bens de consumo.

E o povo, ora o povo, não tem poder algum. Quem manda na política são os que têm o poder econômico, das grandes empresas e bancos que controlam a produção e circulação da riqueza. E acumulam ainda mais riqueza, ainda sobre as possibilidades de consumo básico do povo.

Quem hoje manda na produção, na riqueza e no controle dos bens são alguns poucos empresários, super-ricos que controlam bancos e empresas transnacionais. Quase todos os setores de produção e comércio são oligopolizados, em que algumas poucas empresas detêm o controle de quase toda riqueza produzida. Em cada país é possível ter o levantamento dessas empresas. No mundo, as 500 maiores empresas, todas transnacionais, controlam 52% de toda produção da riqueza mundial. Mas dão emprego para apenas 8% da classe trabalhadora. Essa é a dimensão de seu real poder político.

E elas impõem a vontade de seus interesses sobre toda sociedade para aumentar ainda mais sua riqueza. E submetem todo mundo aos seus pés. Esse mecanismo de exploração mundial é viabilizado pela utilização do dólar estadunidense, como moeda de transação mundial, imposto a manu militari, pelo governo dos Estados Unidos, desde a vitória na segunda guerra mundial, e ampliado na década de 1970, quando o governo Nixon descartou a convertibilidade do dólar em ouro. Graças a isso, a sociedade americana recebe todos os anos a transferência de mais de 500 bilhões de dólares de riqueza de outros países, na forma de mercadorias, por tanto dias de trabalho repassados a eles, que se contabiliza como déficit comercial. E dentro do seu país, o governo emite outros 700 bilhões de dólares para cobrir o déficit dos gastos governamentais, com guerras e transferências de subsídios a classes abastadas, como os produtores rurais locais, que são pagos por toda a comunidade internacional.

O estado-nacional se transformou num mero capataz, administrador dos interesses dessas empresas. Eles financiam e elegem vereadores, prefeitos, deputados e presidentes. E depois recebem em troca, leis magnânimas para seus interesses.

A democracia representativa virou uma hipocrisia. O voto virou uma mercadoria. Mas num mundo fetichizado pela ilusão da propaganda, o dono do voto, o povo, acha que decide. Não decide nada. Apenas vota, entre aqueles que o capital já escolheu.

O poder econômico explora e acumula cada vez mais riquezas através de dois mecanismos básicos. O primeiro através da taxa de juros. Como o centro de acumulação nessa fase do capitalismo internacional está no sistema financeiro, nos bancos, é através dos juros que o capital se reproduz. E cabe aos Estados e seus governos garantirem altas taxas de juros. Essas taxas de juros recolhem riqueza da população através dos empréstimos aos empresários das indústrias, comércios e serviços, que depois repassam aos consumidores. Ou cobram diretamente dos consumidores que compram a prazo ou usam cartão de crédito.

Por outro lado, os Estados recolhem o dinheiro publico (de todos) através dos impostos, e depois, por fantásticas formulas de superávit primário, transferem esses recursos para os bancos. O FMI chegou a impor que em cada país do hemisfério sul, das chamadas economias dependentes, os governos garantissem todos os anos a transferência de 4,5% de todo produto interno bruto (PIB) ou seja de toda riqueza nacional, deve ser transformada transferida ao sistema financeiro, através do pagamento de juros, que é garantido pela necessidade dos governos reservarem esse dinheiro (daí o nome superávit) e garantirem a transferência para os bancos. Essa é a verdadeira quota de seu poder político, garantido pelo poder do Estado. Transferir todos os anos 4,5% de toda riqueza nacional, para os banqueiros.

Por esse mesmo mecanismo de espoliação financeira, durante a década de 1990-2000 a América Latina transferiu para os estados Unidos e Europa nada menos do que um trilhão de dólares, em capital liquido.

A segunda formula mágica de acumulação das empresas transnacionais é fazer com que o Estado garanta altas taxas de pagamento de serviços por parte da população. Altos preços pelos serviços de luz elétrica, água, transporte coletivo, telefonia, celular. Antes esses serviços eram públicos. A serviço do povo. Agora, foram privatizados pelo governos e se transformaram em propriedade de empresas transnacionais que usam a cobrança de serviços, já instalados para explorar a toda população.

Todo povo precisa de luz elétrica, telefone, transporte, água. E sem perceber vai pagando por uma infraestrutura que já tinha pago.

Assim o novo poder econômico controla a energia que move as sociedades. Controla o petróleo, o carvão, a usina atômica, a hidroelétrica, a água, e até o elogiável catavento industrial. Mas não estão satisfeitos. Querem controlar agora a energia vegetal, renovável. Seja oriundo de óleos, seja do álcool etanol.

Para isso precisam de controlar os governos e os Estados através do poder político, para controlar os territórios, a agricultura e a natureza. E fazer com que imensas aéreas de terras férteis, deixem de produzir bens para a população, alimentos e energia, e passem a produzir apenas óleos combustíveis e etanol, para abastecer os carros individuais de uma pequena parcela da população mundial. Que mesmo assim pagarão para a nova aliança de capitalistas formada para explorar a agroenergia, entre petrolíferas, automobilísticas e transnacionais do agro.

Mas esse poder econômico, que agora controla a política, está cada vez mais concentrado, em menos mãos, menos bancos, menos empresas transnacionais, que subordinam as classes abastadas de nossos países e impõem os seus interesses.

E isso gera, pelo menos duas contradições para seu futuro.

A primeira contradição dessa etapa do capitalismo imperialista é de que, como o centro da acumulação está agora nos serviços e nos juros, o papel da produção de bens é secundário. Necessário, porém secundário. Com isso, traz como contradição que esse modo político de organizar a produção, não consegue satisfazer as necessidades básicas de toda população, mas apenas de uma camada restrita da classe media. E, ao não satisfazer as necessidades da maioria da população, ampliam-se os níveis de pobreza, e perdem legitimidade dessa forma de organizar a produção. Por outro lado, a organização da produção não está mais centrada na necessidade de garantir trabalho a toda população. Agora, eles exploram a população pelos serviços e juros. E, ao não organizar a sociedade em torno do trabalho e da produção de bens, geram uma imensidão de descontentes e excluídos, que algum dia, adquirirão consciência de sua marginalidade social e se voltarão contra eles.

Segunda contradição: como o poder econômico está concentrado cada vez mais e esse poder econômico controla o poder político, ao quererem controlar a vontade de todos, em algum momento a vontade de todos, da maioria, se voltará contra eles.

Mais do que nunca a assertiva de Marx tem vigência: é necessário que os trabalhadores do mundo todo se unam, todos, contra um mesmo inimigo, cada vez menor, os bancos e as empresas transnacionais.

Mas para isso é preciso que o povo, os trabalhadores, as maiorias recuperem a política como espaço de poder na sociedade. A política do voto, da delegação de poder institucional morreu para o povo. Mas a política é o exercício do poder. E a maioria pode e deve exercitar o poder, pela mobilização do maior número possível de pessoas, em torno de um mesmo objetivo. A unidade dos objetivos, no caso, lutar contra a concentração e a exploração de uma minoria, gerará uma força capaz de produzir mudanças. Essa força popular, essa força política somente será gestada pela capacidade do povo em conseguir organizar o maior numero possível de pessoas em torno de um mesmo objetivo.

O Povo terá que retomar a política, ou seja, construir um poder da vontade popular unificada para conseguir mudar o governo, o Estado e a organização da economia.

E, sejamos otimistas, o capitalismo imperial não conseguirá iludir a todos, durante todo tempo. Novos ventos soprarão e a história da civilização humana recuperará seu curso, para que a política seja um instrumento de melhoria das condições de vida de toda população e espaço de poder popular.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

MAIS DO MESMO PARA NÃO PERDER O MARANHÃO

Gente, transcrevo aqui uma notícia sobre as candidaturas políticas vizualizadas para o Maranhão. Sei que vocês não se deixarão enganar mais. Chega dessa reserva de domínio.

Crise no Maranhão eleva pressão por candidatura forte do PMDB

Partido tenta buscar uma maneira de convencer Edison Lobão a disputar, mas ministro tenta colocar o filho como sucessor de Roseana Sarney

Postada em: 16/01/2014 ás 18:49:55 Atualizada: 17/01/2014 ás 01:21:46

A repercussão da crise no sistema prisional do Maranhão – especialmente a decapitação de presos em Pedrinhas -, levou o PMDB nacional a pensar em alternativas para a sucessão da governadora Roseana Sarney. O partido começou a discutir informalmente uma maneira de convencer o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) a se lançar candidato à sucessão da governadora Roseana Sarney.

A avaliação de peemedebistas graduados é de que Lobão é “muito forte”, conforme relato de um cacique do partido. A "força" em questão está no fato de Lobão, que já governou o Estado entre 1991 e 1994, ser um nome difícil de o ex-presidente José Sarney recusar caso se imponha. Isso porque o candidato ungido por Sarney não decolou nas pesquisas.

O candidato oficial do clã Sarney é Luís Fernando Silva, atual secretário da Casa Civil de Roseana. Embora tenha sido prefeito de São José de Ribamar, uma das quatro cidades da Ilha de São Luís que compõem a região metropolitana da capital maranhense, Silva não tem deslanchado nas pesquisas. Ele aparece atrás dos pré-candidatos Flávio Dino (PCdoB) e Eliziane Gama (PPS), que conta com apoio da ex-senadora Marina Silva.

A dificuldade de Silva em decolar nas pesquisas já era uma luz amarela que a direção nacional do PMDB vinha observando. Mas a direção começou a ficar preocupada depois crise na segurança pública, fortalecendo o nome de Lobão.

O impasse, contudo, é que Lobão não quer ser candidato. Atualmente com 77 anos, o ministro pretende trabalhar pela candidatura do senador Edison Lobão Filho, que tem aproveitado a crise local para ganhar espaço na mídia. O PMDB não descarta apoiar Lobão Filho, mas somente depois de ter em mãos algumas pesquisas sobre a capacidade de transferência de votos do Lobão pai.

Candidatura petista O nome de Lobão ganha mais força em meio ao risco maior de a crise de segurança afastar o PT da aliança com o PMDB no Maranhão. A nova direção local do partido do ex-presidente Lula vinha forçando para sair da chapa peemedebista para apoiar Dino. A crise deu força para a tendência pró-ruptura, o que passou a ser visto como um risco por dirigentes nacionais do PMDB.

O apoio do PT à sucessão de Roseana já gerou desentendimento entre dirigentes dos partidos. Em reunião realizada em novembro entre as cúpulas das legendas na Granja do Torto, residência de campo da Presidência da República, em Brasília, o quadro no Maranhão foi discutido pela presidente Dilma Rousseff, Lula e Sarney. Após o encontro, o presidente peemedebista Valdir Raupp (RO) saiu afirmando que“o Maranhão foi resolvido" – em referência ao impasse de parte do PT apoiar Dino.

O presidente do PT, Rui Falcão, desmentiu Raupp alguns dias depois ao afirmar que “não há nada definido”. Em 2013, Falcão defendeu que o PT apoiasse Dino para o governo e Roseana para o Senado. Mas a proposta foi recusada por Lula, que teria acertado com Sarney manter o PT na aliança com o PMDB.

A alternativa menos danosa para evitar uma ruptura total com o clã Sarney em estudo é o PT ter um candidato próprio. Nesse caso, o partido escolheria um nome sem muita expressão ou risco ao jogo planejado por Sarney. Com isso, o PT tentaria reduzir a perda de imagem de estar totalmente associado aos Sarney e à crise de segurança.

Fonte: IG Postador: Edson Gilmar

PARA NÃO DIZER QUE EU NÃO FALEI DE FLORES

Copio abaixo reportagem da Folha de São Paulo do dia 16.01.2014 e alerto as autoridades para a questão. Há muitos anos havia uma música de carnaval assim: "ou o Brasil acaba com as saúvas, ou as saúvas acabam com o Brasil." Dessa feita é bom que se atente para as vozes que vêm da rua, mesmo que sejam sob a forma de "rolezinhos" que já evoluiram para os "rolezões".

Com medo dos 'rolezões' de sem-teto, dois shoppings de SP fecham as portas

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

16/01/2014 17h27

Marlene Bergamo/Folhapress

Com medo dos 'rolezões' marcados por sem-teto para a tarde de hoje, dois shoppings de São Paulo resolveram fechar as portas. O shopping Campo Limpo e o Jardim Sul, ambos na zona sul da cidade, encerraram suas atividades por volta das 17h, pouco antes da chegada de manifestantes. O horário normal de funcionamento dos dois shoppings é as 22h.

O Campo Limpo havia conseguido na Justiça uma liminar (decisão provisória) contra o evento. Mesmo após a decisão da Justiça, o centro comercial fechou as portas por volta das 16h30 incluindo a entrada principal. A segurança também foi reforçada no shopping. Há muitos vigias guardando as entradas e foram colocados comunicados sobre a decisão da Justiça.

Os sem-teto também pretendiam fazer um "rolezão" no shopping Jardim Sul nesta quinta-feira, mas o local também fechou as portas por volta das 17h. O Tribunal de Justiça, porém, afirmou não ter informações se o local acionou a Justiça para impedir o evento, assim como o shopping Campo Limpo.

O evento de hoje foi organizado pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e por outros coletivos da periferia e foi inspirado nos 'rolezinhos', encontro marcado por jovens pelas redes sociais.

"É um absurdo a gente ter de pagar pelos baderneiros", disse Sidney Vieria. Com a filha de colo, ele tentou deixar o shopping Campo Limpo pela saída que liga ao metrô, mas foi impedido pela segurança, que pediu que ele utilizasse outra porta.

Membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto promove "rolezão" em frente ao shopping Campo Limpo, em protesto contra os estabelecimentos que impediram jovens da periferia de praticar o rolezinho

A liminar concedida hoje ao shopping Campo Limpo aponta que "embora [os shoppings] sejam locais abertos ao público, são empreendimentos privados (...) Não se trata de 'via pública', não se constituindo em local próprio e apropriado ao exercício do direito de liberdade de reunião e manifestação".

O juiz Alexandre David Malfatti, da 7ª Vara Cível, determina ainda que sejam comunicados da decisão com urgência, ao comando da Polícia Militar do Estado e ao Corpo de Bombeiros e determinou pena de multa diária no valor de R$ 5.000 caso a decisão seja descumprida.

Apesar disso, um grupo de cerca de 400 pessoas se concentraram na estação Campo Limpo e depois fizeram uma caminhada até o shopping. Com ele fechado, o grupo ficou na frente do centro comercial, fechando a estrada de Itapecerica.

Já no shopping Jardim Sul, o grupo percorreu o redor do estabelecimento, que tem barreiras de seguranças em todas entradas. Chegou a ter um princípio de tumulto quando um grupo tentou furar o bloqueio, mas as pessoas foram contidas por outros manifestantes.

Em nota, o MTST já havia afirmado mais cedo que manteria as mobilizações previstas para os Shoppings Jardim Sul e Campo Limpo. "Não fomos notificados de qualquer proibição judicial, apesar do que saiu na imprensa", disse a nota.

"É lamentável, caso se confirme a informação, que o judiciário se preste ao papel de proibir o direito de ir e vir e livre manifestação previstos na Constituição Federal. As ações estão mantidas e ocorrerão, com ou sem autorização judicial", acrescenta o movimento.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O DILEMA DO PT

PMDB agora quer comandar pasta que cuida de portos

Enquanto a presidente Dilma Rousseff tenta aplacar o apetite de aliados por cargos na reforma ministerial, o PMDB apresentou uma demanda de última hora: agora, o partido quer a Secretaria de Portos.

A petista abriu as negociações sobre as trocas no primeiro escalão na segunda-feira, de olho em ampliar seu tempo de rádio e televisão na disputa presidencial deste ano. Ou seja: terá de usar as mudanças para contemplar o maior número de partidos.

A estratégia acabou desagradando o PMDB. A legenda foi informada de que a presidente resistia em ampliar o espaço do partido, hoje com cinco vagas na Esplanada.

Ontem, Dilma se reuniu novamente com seu vice, Michel Temer, e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).


Fonte: Folha de São Paulo 16.01.2014

O SISTEMA INTERNACIONAL SERÁ GLOBAL E MULTIPOLAR

Japão pode influir mais do que a China em 2014

Por David Pilling, do Financial Times

Por muitos anos, o único assunto sobre a economia da Ásia que realmente importava era a China. Motor do crescimento da região por dez anos ou mais, o país era o fator determinante da temperatura econômica no continente - e até no mundo. Neste ano, a China deverá ter concorrência. Agora, o maior interesse talvez seja saber como a economia do Japão vai se sair.

O país está em meio a um experimento radical de política monetária, tão ousado que recebeu um novo e rebuscado nome: afrouxamento monetário quantitativo e qualitativo (QQE, na sigla em inglês). Este será o ano em que se vai descobrir se funciona ou não.

Há três possibilidades.

A primeira é que o QQE, cujas metas incluem dobrar a base monetária em dois anos, venha a se dissipar. A inflação, então, voltaria para perto de zero.

A segunda possibilidade é ainda mais grave: o risco de a "Abeconomia" - como foram apelidadas as políticas do primeiro-ministro, Shinzo Abe - cair em um "Abegedon". A inflação ficaria descontrolada, os juros disparariam e o capital fugiria para fora do país.

A terceira é que o QQE funcione. Nesse caso, o Japão passaria a ter uma inflação sustentável de 2% ao ano e o crescimento poderia chegar a 1,5%.

Frederic Neumann, do HSBC, diz que os dois motores do crescimento asiático recente - o custo barato do dinheiro do Federal Reserve e a expansão chinesa - estão perdendo força. "Mas há uma terceira força [...] que vai exercer mais influência sobre a região em 2014 do que em muitos anos: o Japão".


REFORMA MINISTERIAL - CAPÍTULO 2

Dilma diz que não há decisão sobre reforma

A presidente Dilma Rousseff pediu ontem ao vice-presidente Michel Temer e ao presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), que acalmem o PMDB, pois ainda não tomou qualquer decisão quanto à reforma ministerial. Ela disse a ambos que só tomará uma decisão sobre o ministério depois do dia 29. Com isso, sinalizou um possível recuo quanto à decisão de não dar nenhuma nova pasta ao partido.

A conversa precedeu o encontro da cúpula do PMDB na noite de ontem, no qual o partido iria discutir o sinal que Dilma deu na segunda-feira a Temer de que a sigla não ganharia nenhum novo ministério na reforma. Integrantes do partido ameaçaram promover uma rebelião.

Dilma quer acelerar a reforma ministerial e, após a conversa considerada “difícil” com Temer na segunda-feira, começou a fazer a triagem no PT. Para a vaga do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, a presidente pretende escalar o empresário Josué Gomes da Silva, da Coteminas. Filho do vice-presidente José Alencar, morto em 2011, Josué se filiou recentemente ao PMDB. É também considerado uma espécie de “curinga” para a eleição em Minas, na chapa de Pimentel.

O PMDB, porém, já avisou que a eventual nomeação de Josué será contabilizada na cota pessoal de Dilma, e não na do partido, que hoje controla cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Agricultura, Aviação Civil e Turismo).


Fonte: O Estado de São Paulo de 16.01.2014

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

REFORMA MINISTERIAL

Quando um cidadão ou uma pessoa de bem ouve falar sobre Reforma Ministerial pensa na melhoria da Administração Pública Federal, talvez conduzindo a maior agilidade nos processos, maior transparência para o cliente, ou até em aumento de salário para aqueles que trabalham nessa área.

No entanto, se prestar bem atenção logo verá que trata-se apenas de loteamento de ministérios, privilegiando partidos ou caciques da política em troca de maior apoio ou na compra de votos para as próximas eleições, no sentido de manter os coligados e atrair aqueles que poderiam se posicionar como oposição.

Que lamentável moeda de troca, que a exemplo das Capitanias Hereditárias, loteia a vida do brasileiro e o desenvolvimento do país, tendo em vista apenas a perpetuidade da elite dominante.

Senão, se você não está aceitando isso que estou falando, veja um trecho copiado de matéria de hoje do Diário de Guarapuava. Parece estória da caronchinha, mas não é. É o seu e o nosso futuro que está em jogo, que está sendo colocado sobre a mesa de apostas, que está sendo negociado.


Por Natuza Nery e Tai Nalon
BRASÍLIA, DF, 14 de janeiro (Folhapress)

"- Irritada com a resistência da presidente Dilma Rousseff em dar mais um ministério para o PMDB, a cúpula do partido resgatou ontem uma ideia antiga: antecipar de junho para abril a convenção nacional que discutirá o caminho da legenda nas eleições presidenciais deste ano.

Na prática, a antecipação do calendário guarda uma ameaça velada: o risco de desembarque do PMDB do governo.

O Palácio do Planalto ainda vê o gesto como blefe e, ao menos por ora, duvida de uma saída drástica como essa. O partido tem cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Turismo, Agricultura e Secretaria de Aviação Civil) e quer ganhar a Integração Nacional.

Em conversa preliminar na noite de ontem com o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), Dilma afirmou que precisa contemplar outros aliados, como PTB, Pros e PSD, e evitar que eles migrem para o campo da oposição.

No encontro, a presidente disse que o PSD de Gilberto Kassab está subrepresentado, e que PTB e Pros ainda não tem cargos no primeiro escalão. Ambos ficaram de falar novamente.

Ao deixar a reunião ontem, Temer seguiu para sua residência oficial, onde se encontrou com integrantes da cúpula peemedebista para comunicá-los da posição do Planalto sobre a reforma ministerial."


Povo brasileiro!
Esta conversa é só uma amostra do que podemos esperar das eleições de 2014, se não nos posicionarmos antes!

Perda de posição do Brasil frente aos outros países emergentes

Transcrevo aqui um artigo da Deputada Aspásia, que mostra a situação atual do Brasil em comparação com países asiáticos, impacta as projeções de futuro para o nosso país e nos demonstra que o sistema internacional tende a ser cada vez mais global e multipolar.
Precisamos trabalhar muito para que a música do Chico não se cumpra: "Ah que esse país ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um imenso Portugal"
.

O Brasil entorpecido no século da Ásia

Fonte: Jornal do Partido Verde. Em 15/01/2014

Brasil, o eterno emergente

1 Viagens são, para mim, momentos de renovação e observação de outras realidades e costumes que nos permitem ver as coisas de fora para dentro, com maior precisão e espírito crítico. Vou, em geral, a convite, participar de reuniões internacionais cheias de grandes ensinamentos. É o que aconteceu agora, em Kuala Lumpur, na Malásia, em pleno Sudeste Asiático, do outro lado do mundo. Foram 24 horas de viagem e um tremendo jet-leg. Mas, em compensação, quanto prazer, quanta sabedoria!

2 Visto de fora para dentro, somos um eterno país emergente que não consegue emergir. Comparando–o com a própria Malásia – um país modesto, o Brasil perdeu posições importante nas últimas décadas. Um tanto autocentrados e autoconfiantes, às vezes ciclotímicos, outras soberbos, somos demasiado orgulhosos do pouco que fizemos. Se fizemos alguma coisa, os outros fizeram muito mais! Aprendi, por exemplo, que nas últimas duas décadas, Nova Delhi diminuiu o número de pobres de 52% da população para 7%. Sem Lula!

3 Vejam só, a Malásia se emancipou da Inglaterra em 1957 e era um país pobre e vendedor de matérias primas. Hoje, nosso saldo comercial é negativo e totalmente desequilibrado: o Brasil exporta minério de ferro, açúcar, milho, soja. Puras matérias primas. E a Malásia nos devolve com circuitos integrados, cartuchos de tinta, microprocessadores e luvas de borracha cirúrgicas. Para quem se lembra, a Malásia nos roubou a borracha amazônica e se transformou, há quase cem anos, no grande exportador do produto. Nós nos desindustrializamos e a Malásia mudou de patamar.

4 Hoje, o desenvolvimento é baseado em educação, ciência, tecnologia e conhecimento. O crescimento da Ásia vai nessa direção, e mais ainda o da China, o gigante asiático, que, ao anunciar recentementeo seu novo ciclo de reforma econômica, declarou que está encerrando sua 1ª etapa de crescimento industrial e iniciando um novo ciclo, ligado aos serviços. Pretende ser o novo centro financeiro da Ásia. E já é a maior potência comercial do mundo, movimentando em torno de 4,1 trilhão de dólares por ano. De 1979 para cá, a China deixou de ser um dos países mais pobres e, estrategicamente, atraiu capitais de fora, montou um sistema industrial sem perder o protagonismo político.

5 Enquanto isso, o Brasil entorpecido se viu às voltas com uma crise econômica cujas debilidades não conseguiu superar e consolidou-se comercialmente como exportador de commodities: carne, soja, minério, frango. Todos com enorme impacto negativo sobre o meio ambiente e de baixo valor agregado. A produtividade do país é baixa, os impostos elevadíssimos, a infraestrutura precária e os produtos industriais caros e pouco competitivos. O tamanho do comércio exterior não chegou a 450 bilhões de dólares, isto é, 10% da movimentação chinesa.

O poder moderador e o Pós-Regionalismo: uma globalização sem hegemonias?

6 Mas, de um mal maior não padecemos: o das diferenças e conflitos de línguas, étnicos, religiosos e civilizatórios – que atingem os demais membros do BRICS (Rússia, Índia, China). E também a Malásia. A Conferência da Latinidade foi criada por Cândido Mendes – um dos pais do desenvolvimentismo brasileiro – exatamente para aparar os graves conflitos entre o mundo islâmico e o Ocidente superdesenvolvido, depois dos graves acontecimentos do 11 de setembro. E promover a pacificação.

7 A ideia de que os latinos poderiam ser mediadores desse conflito foi uma estratégia brilhante de um grupo de intelectuais que vem contribuindo para germinar ideias como a da globalização sem hegemonias, que faz derreter o domínio americano, a essa altura com a ajuda de Barack Obama, mas também contornar uma eventual hegemonia do Império do Meio (chinês), cuja tradição histórica é de contenção e de isolamento. Além disso, os BRICS também comparecem desunidos no cenário internacional, livres para construir alianças menos impositivas, mais voluntaristas e flexíveis.

8 Outra ideia, a do pós- regionalismo, parte da reformatação dos espaços regionais a partir de novos protagonismos e da nova globalização. Essa visão exalta o poder moderador da Malásia, ao apaziguar conflitos étnicos internos (30% de chineses e 10% de indianos) mas, também diante de uma Ásia dividida entre o crescente poder econômico da China, a força do Japão e da Índia emergente. Como pano de fundo, está o poder islâmico presente na Malásia e na Indonésia.

Insisti, como conferencista, que a moderação e o diálogo são características universais da política em seu sentido grego do entendimento entre as diferenças, e que o multiculturalismo seria apenas uma variante dessa moderação que, segundo a filósofa Hannah Arendt, é a essência da política, que foi e continua sendo a de apaziguar e resolver conflitos.

As metrópoles como hubs da globalização: Entre o Céu e o Inferno

9 Chamei a atenção, em minha intervenção, para o papel sedutor e atraente das grandes metrópoles – atores emergentes do pós-regionalismo, escapando ao controle dos Estados Nacionais e de suas estruturas federativas. Esses grandes centros comportam-se como entes autônomos, complexos e culturalmente diversificados que sempre foram. A sedução das cidades globalizadas remonta aos Impérios antigos, sobretudo a Roma. Elas se destacam como focos de atração, inovação e criatividade, de oportunidades de trabalho e de mobilidade social. Em suma, a metrópole espalhada pelo mundo atual é o perfeito hub da nova globalização, dentro dos requisitos da cidade global, agora em plena sociedade do conhecimento.

10 Esse lugar metropolitano configura, ao mesmo tempo, o Céu e o Inferno. Com cidades de até 36 milhões de pessoas nos diferentes subcontinentes, em geral, carentes de governança e de planejamento, o espaço urbano desorganizado, muitas vezes, se confunde com o caos e a desordem, a degradação das condições de vida em sua periferia, a proliferação da marginalidade social, das carências, do abandono e do isolamento. As desigualdades vêm crescendo em todos os continentes e tornando as cidades os outdoors da miséria.

11 O milagre da romã – Americanos, franceses, jordanianos, chineses, malaios, mexicanos e brasileiros faziam parte desta Caravana da Paz que discutiu inúmeros exemplos de encontros civilizatórios e de convergências políticas, religiosas e culturais que estimulam o bom entendimento. O símbolo da conferência, introduzido de forma sensível pela embaixadora do Brasil na Malásia, foi uma fruta que conhecemos bem: a romã, difundida em todas as culturas, conhecida como símbolo de paz, de boa sorte e de bom entendimento.

12 Aliás, no final do ano, quem não compartilhou uma romã em terras brasileiras?


Deputada Estadual Aspásia Camargo
Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
Palácio Tiradentes – Gabinete Anexo 502: Rua Primeiro de Março s/n, Praça XV, Rio de Janeiro. CEP: 20010-090
Tel: (021) 2588-1645 – Fax: (021) 2588-1646 – Email: aspasia@aspasiacamargo.com.br

sábado, 11 de janeiro de 2014

CONDICIONANTE DO FUTURO: ECONOMIA

Vamos continuar extrapolando e pensando em como será o futuro para o Brasil ou vamos mudar esse futuro e fazer o que tem que ser feito agora?

As condicionantes de futuro para o Brasil 2040

1. O sistema internacional será global e multipolar.

Devido a potências emergentes, uma transferência histórica da riqueza relativa e do poder econômico do Ocidente para o Oriente e devido à crescente influência de atores que não são Estados.

2. Problemas relacionados a recursos serão proeminentes na agenda internacional.

O crescimento econômico continuará a colocar pressão em diversos recursos altamente estratégicos, entre os quais energia, alimentos e água e a demanda projetada deverá superar facilmente os recursos disponíveis.

O Banco Mundial estima que a demanda por alimentos crescerá em torno de 50% por volta de 2030, por conta do aumento da população.

A falta de acesso a suprimentos estáveis de água está chegando a proporções críticas, particularmente para o fim agrícola.

3. A mudança climática deve exacerbar a escassez de recursos.

Para muitos países em desenvolvimento, o decréscimo da produção agrícola será devastador, pois a agricultura é responsável por uma grande porção das suas economias e muitos dos seus cidadãos vivem em níveis de subsistência.

4. A crise econômica mundial evitará grandes avanços na área econômica

Com o crescimento da China, que se transformou no "motor do mundo", arrefecendo nos últimos anos, há um risco crescente de que se mantenha a crise econômica mundial que se iniciou em fins de 2007 com a crise do suprime e a "bolha imobiliária" nos Estados Unidos, e que até 2013 ainda persistia, com quebras de instituições financeiras, de instituições de previdência públicas e privadas, desemprego e outros ainda sem solução em diversos países da Europa e da América.

5. Mudanças no mercado de trabalho, em função da consolidação da "sociedade do conhecimento";

6. Perda de competitividade, queda do ritmo de crescimento, aumento das desigualdades e tensões sociais, o que ocasionará perda de posição do Brasil frente aos outros países emergentes;

7. Pobreza, desigualdade e violência urbana, com disseminação para o espaço rural e repercussões sobre a atração de capitais e a imagem do país.


CAOS EM PEDRINHAS

Fonte: Correio Braziliense, 11/01/2014

O relator da CPI do Sistema Carcerário, deputado Domingos Dutra, denunciou a inércia das autoridades do Maranhão para resolver o problema da violência nos presídios do Estado.

A CRISE DE SEGURANÇA DO MARANHÃO

Leonardo Cavalcanti, na coluna Nas Entrelinhas do Correio Braziliense de 11 de janeiro de 2014, mostra uma conexão simbiótica entre o Governo Federal e o Governo do Maranhão, mais especificamente, a família Sarney, no Maranhão, uma vez que durante o curto período do governo do Jackson Lago, o Governo Petista se afastou daquele estado.

Copiando o jornalista: "Há uma simbiose entre os governos federal e do Maranhão exposta de forma definitiva com a crise da segurança pública no estado nordestino um dos mais pobres do país a partir de todo e qualquer índice honesto.

A ligação entre os mandatários dos palácios do Planalto e dos Leões tem 11 anos, desde a primeira vitória presidencial de Luiz Inácio da Silva, e só foi interrompida por um curto período, com a eleição de um adversário dos Sarney."

Com a crise de segurança do Maranhão ficou mais evidente essa ligação. O governo federal anunciou a criação de um comitê para estudar a questão e a revisão das penas dos detentos da penitenciária de Pedrinhas, que deveriam já ter saído e continuam lá, contribuindo para aumentar a lotação do presídio. O reconhecimento desse último fato, demonstra o conhecimento de uma má gestão do Estado. Demonstra que todos ficaram sabendo da incompetência do Estado. E, apesar disso, a medida foi considerada como genial...Ah! vamos mudar a situação...vamos analisar caso a caso dos detentos em Pedrinhas. Precisaria a ida de um Ministro da Justiça no Estado para saber disso? É só isso que ele propõe?

Para completar, eu não ouvi, mas acredito mesmo que a governadora tenha dito a tal frase: "Um dos problemas que está piorando a segurança é que o estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes".

Alguém aí se lembra das histórias anedóticas de médicos que dizem que o hospital estaria ótimo se não fosse pelos doentes, ou de professores que dizem que a escola estaria muito bem, sem os alunos?

Ou, indo bem mais atrás, alguém se lembra do dito pitoresco de Maria Antonieta, quando o povo reclamava da falta de pão? - "Não tem pão? Come brioche."

Pois é, senhora governadora, não mate os maranhense de vergonha, pois, existe vida inteligente no Maranhão, a senhora sabia?

Pior do que esta declaração só a da Presidenta, no Twitter, tranquilizando a Nação: "Tenho acompanhado com atenção a questão da segurança no Maranhão. Em dezembro determinei o envio da Força Nacional para apoiar as ações do Maranhão".

A Força Nacional vai fazer o quê? Pacificar o Maranhão, como "pacificou" as comunidades no Rio de Janeiro?

UM DINHEIRO A MAIS PARA O REDUTO ELEITORAL

Conforme noticiado no Correio Braziliense de 11/01/2014, ministros, que disputarão um mandato em outubro, destinaram verbas complementares para os estados onde sairão candidatos. O Estado do Maranhão encontra-se entre os mais beneficiados.

O Ministério do Turismo, pasta criada durante o governo Lula como uma maneira de estimular as viagens de estrangeiros para o país, bem como o deslocamento dos brasileiros pelo território nacional, é um dos principais alvos de emendas parlamentares, sobretudo para organização de feiras e eventos.

Parlamentar experiente, próximo da família Sarney - sobretudo da governadora Roseana, de quem foi secretário de Planejamento quando ela retomou o governo do Maranhão,em 2009 - Gastão Vieira também deixará a pasta para concorrer a mais um mandato de deputado federal. O seu ministério destinou R$ 66,37 milhões para o Maranhão. (Alguém viu esse dinheiro por aí?). No exercício de 2013 já haviam sido destinados R$48,7 milhões à ações de infraestrutura turística no estado do Maranhão.

Desse valor, R$ 15 milhões referem-se ao programa de desenvolvimento do Parque dos Lençóis Maranhenses, mediante abertura de crédito orçamentário específico, definido por um decreto de 21 de novembro de 2013.

Vamos ficar de olho, minha gente, para ver onde esse dinheiro vai ser empregado. E o que o pessoal entende por melhoria na infraestrutura do Turismo no Maranhão.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

E, O QUE DIZER DA SUSTENTABILIDADE?

Em 1972, foi publicada a primeira edição do livro Limites do Crescimento, em atendimento a uma solicitação do Clube de Roma. Pela primeira vez a humanidade era despertada para a realidade dos limites físicos da Terra. Tantos anos se passaram e ainda continuamos sem entender que precisamos fazer alguma coisa, e rápído, antes que percamos o nosso lar.

Apenas como um lembrete, fiz essa relação de condicionantes para o futuro.

Condicionantes de futuro para o Brasil 2025

•Pressões antrópicas provenientes dos países emergentes (principalmente China e Índia) e desenvolvidos (EUA), com impacto sobre recursos hídricos e mudanças climáticas;

Em entrevista com o professor Jefferson Simões, da UFRGS, podemos verificar a importância do estudo das geleiras da Antártica e como o ser humano impacta nas mudanças climáticas. Isso invariavelmente é também um aspecto político. Reproduzo abaixo trecho da entrevista que está publicada no seguinte endereço:


IHU On-Line - De que maneira a diminuição da espessura do mar congelado é afetada pelo aumento das temperaturas? Como isso impacta o meio ambiente nas perspectivas local e global?

Jefferson Simões - Na verdade o que está acontecendo no Ártico é o desaparecimento é a redução da área do mar congelado. O mar congelado não só está diminuindo de área, a área que é congelada do mar, mas também a sua espessura. Mas lembro que a espessura desse gelo é de três a cinco metros, e embaixo tem um Oceano. No momento em que se tira esse cobertor do Oceano, muito mais energia é perdida para a atmosfera, aquecendo ainda mais o ar. Ao aquecer a atmosfera, intensifica-se o processo de aquecimento em todo o Ártico e isso afeta o clima do Hemisfério Norte como um todo. Na Antártica o cenário ainda não está claro, na verdade tem inclusive aumentado um pouco a extensão do gelo marinho por um processo muito mais complexo.

Ao desaparecer gelo marinho, afeta-se a biota, principalmente os microrganismos que vão receber mais radiação, especialmente ultravioleta, porque nós tínhamos uma capa de mar congelado protegendo essa biota. Cortamos rotas de migração das espécies maiores, principalmente dos grandes mamíferos - e não estamos falando só de ursos polares, mas de raposas e outros.

Afetamos diretamente a teia alimentar, e tem que ocorrer uma adaptação. Por outro lado, esta alteração também força modificações políticas e geopolíticas. Hoje a abertura do Oceano Ártico está permitindo a navegação de navios não quebra-gelos entre a Europa e a Ásia via Ártico, e isso deve afetar primeiramente o mercado de transporte marítimo. Também existem estudos, principalmente da Rússia e dos Estados Unidos, que estão mudando a estratégia militar naval, de uma estratégia submarina para uma de superfície, porque agora vai se poder entrar com navios que navegam na superfície.


Para ler a entrevista toda, clique aqui.


•Início da inflexão da matriz energética: aumento das exigências ambientais e manutenção dos altos preços do petróleo que contribuem para intensificar os esforços em direção a fontes alternativas de energia em substituição aos combustíveis fósseis, tais como painéis fotovoltáicos e moinhos de energia eólica;

•Aumento da relevância da questão ambiental: crescimento da consciência e dos movimentos, das pressões e dos conflitos, particularmente em torno da poluição, do desmatamento e dos recursos hídricos;

•Recursos Naturais, tais como minerais e florestas, se tornariam escassos à medida que o planeta atingisse e ultrapassasse seus limites naturais de população humana e consumo;

•Busca por alternativas de vida saudável, pouco consumista e de mínimo impacto ambiental, longe das metrópoles, em comunidades sustentáveis;

•Opção por alimentos lacto-vegetarianos.


UM OLHAR ALONGADO

O nome deste blog é "O que será o amanhã?" Então aproveito para postar um olhar alongado, digamos, para o Brasil de 2025.

Nós escolheremos o país em que queremos que os nossos filhos vivam.

CONDICIONANTES DO FUTURO REFERENTES À DIMENSÃO POLÍTICA.

•Mudanças no perfil das demandas sociais e na estrutura do mercado de trabalho, em virtude do forte crescimento da população, envelhecimento da população e aumento da população urbana;

•Mudanças no mercado de trabalho, em função da consolidação da "sociedade do conhecimento";

•Universalização das telecomunicações e massificação dos computadores e da internet, com fortes repercussões na forma de fazer política;

•Perda de competitivade, queda do ritmo de crescimento, aumento das desigualgadades e tensões sociais, o que ocasionará perda de posição do Brasil frente aos outros países emergentes;

•Conflitos localizados e restritos regionalmente, possibilidade de turbulência política, aumentando o "risco Brasil";

•Amadurecimento político da sociedade contribuindo para a consolidação da democracia;

•Pobreza, desigualdade e violência urbana, com disseminação para o espaço rural e repercussões sobre a atração de capitais e a imagem do país;

•Interiorização do desenvolvimento, desconcentração industrial;

•Construção de um novo espaço público com reformas do Estado e da Constituição, novo padrão de gestão pública e novas relações com a sociedade (accountability);

•Mudança do perfil da demanda sobre as redes de saúde pública, educação, transportes, saneamento básico e educação.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

CONCURSO

A Fundação Universidade de Brasília (FUB) publicou edital de concurso público para provimento de vagas em cargos de níveis superior e intermediário, em seu quadro de pessoal permanente. São ofertadas 41 vagas. Destas, duas estão reservadas aos candidatos com deficiência. Os candidatos interessados em participar do certame deverão realizar a inscrição entre os dias 2 e 21 de janeiro de 2014, exclusivamente pelo endereço eletrônico www.cespe.unb.br/concursos/fub_2014.
A taxa de inscrição é R$ 47,00 para o nível intermediário e de R$ 78,00, para o nível superior.


Inteligência do Futuro

“ A inteligência parcelar não pára de fragmentar o nosso mundo mental. Nas Ciências o dogma do Determinismo Universal desmoronou-se. Só o Pensamento Complexo pode responder ao desafio da Incerteza”


Edgar Morin, “ Le besoin d`une Pensée Complexe” ....

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

FICHA LIMPA TAMBÉM NA JUSTIÇA

Número de processos contra juízes dobra

Penas podem ir de advertências até a aposentadoria compulsória onde o magistrado continua recebendo os vencimentos proporcionais

Fonte | Última Instância - Segunda Feira, 06 de Janeiro de 2014

O número de procedimentos contra juízes e desembargadores para apurar suspeitas de desvios funcionais dobrou em 2013. Instaurados pelo Plenário do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), no ano passado foram registrados 24 PADs (Processos Administrativos Disciplinares), ante 11 em 2012.

Segundo o CNJ, entre os 24 processos, 10 levaram ao afastamento cautelar de 13 investigados. As penas podem ir de advertências até a aposentadoria compulsória, na qual o juiz ou desembargador continua recebendo os vencimentos proporcionais. Dentre os PADs instaurados em 2013, um envolveu a apuração de indícios de irregularidades no processo de adoção de cinco irmãos da cidade de Monte Santo, na Bahia, no qual o CNJ decidiu pelo afastamento cautelar do juiz Vítor Manuel Sabino Xavier Bizerra, por ter atuado em desacordo com a Lei Orgânica da Magistratura Nacional e com o Código de Ética da Magistratura. Ele proferiu decisões sem a citação ou intimação dos pais biológicos e sem a participação do Ministério Público.

Em outro caso, presidente e o ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Mário Alberto Simões Hirs e Telma Laura Silva Britto, foram afastados dos cargos em razão de suspeitas de irregularidades na gestão do setor de precatórios da corte. Os indícios apontam que fraudes teriam gerado um prejuízo acima de R$ 400 milhões. A decisão foi proferida na 178ª Sessão Ordinária, realizada no dia 5 de novembro. Na sessão seguinte, que ocorreu no dia 12 de novembro, o Plenário abriu outro processo administrativo disciplinar contra os dois. Desta vez, por omissões na administração da corte baiana.

Desde 2005, quando foi instalado, o CNJ aplicou 67 penalidades que atingiram 64 magistrados, alguns em mais de um processo. No período, o órgão de fiscalização e planejamento do Judiciário aplicou 44 aposentadorias compulsórias, 11 censuras, seis disponibilidades, quatro remoções compulsórias e duas advertências. Em 2013, foram aplicadas 19 punições, entre aposentadorias compulsórias, censuras, advertência e remoção compulsória.

Entre os PADs julgados em 2013, destaca-se o que resultou na aplicação da pena de aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao desembargador Bernardino Lima Luz, do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. Em outubro, o CNJ julgou procedente a denúncia do Ministério Público Federal de que o magistrado teria se utilizado do cargo de corregedor-geral de Justiça para obter vantagem pessoal e para terceiros, favorecido interesse próprio ou alheio, praticado ato indevido de ofício, patrocinado interesses privados diante da administração pública e participado de associação para a prática de atos ilícitos e ameaças a autoridades públicas.

Em outro PAD, julgado em junho, o Plenário aposentou compulsoriamente os desembargadores Osvaldo Soares Cruz e Rafael Godeiro Sobrinho, ex-presidentes do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Os desembargadores eram acusados de envolvimento em um esquema que desviou R$ 14,195 milhões destinados ao pagamento de precatórios.

Em setembro, o desembargador Edgard Antônio Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), também recebeu a penalidade máxima aplicada pelo CNJ por ter recebido cópias de documentos sigilosos de inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e tê-las repassado a advogados, em vez de encaminhar o caso aos órgãos competentes para apurar o vazamento dos documentos. O desembargador já havia sido penalizado pelo CNJ com aposentadoria compulsória em outro processo.

Na última sessão de 2013, realizada no dia 17 de dezembro, o CNJ decidiu aplicar a pena de disponibilidade à magistrada Rosa Maria da Conceição Correia Oliveira, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia. Ela foi condenada por violação aos princípios de independência, imparcialidade, exatidão e prudência na tomada de decisão em um processo judicial, após liberar, durante um plantão judicial, o pagamento de mais de R$ 13 milhões à parte autora de uma ação que não possuía caráter de urgência. A decisão foi proferida em tempo exíguo e sem que a parte contrária tivesse sido ouvida.


O exemplo de um presidente

Eu não sei se essa notícia está contada corretamente, pois não tenho a fonte. Recebi de uma amiga, por e-mail.
Se for apenas uma fábula, mesmo assim é interessante, pois serve como um norteador, um ideal...


"— Eu não sou pobre! Pobres são aqueles que acreditam que eu sou pobre. Tenho poucas coisas, é certo, as mínimas, mas apenas para ser rico. Quero ter tempo para dedicá-lo às coisas que me motivam. Se tivesse muitas coisas, teria que me ocupar de resolvê-las e não poderia fazer o que eu realmente gosto. Essa é a verdadeira liberdade, a austeridade, o consumir pouco. Vivo em uma pequena casa, para poder dedicar tempo ao que verdadeiramente aprecio. Senão, teria que ter uma empregada e já teria uma interventora dentro de casa. Se eu tivesse muitas coisas, teria que me dedicar a cuidar delas, para que não fossem levadas... Não, com três cômodos é suficiente. Passamos a vassoura, eu e a velha, e já se acabou. Então, temos tempo para o que realmente nos entusiasma. Verdadeiramente, não somos pobres!”

José Mujica — Presidente do Uruguai


QUEM É JOSÉ MUJICA?

Conhecido como “Pepe” Mujica, o atual Presidente do Uruguai recebe USD$12.500/mês (doze mil e quinhentos dólares mensais) por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares, cerca de R$2.538,00 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro ele distribui entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.

“— Esse dinheiro me basta e tem que bastar, porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente Mujica.

Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando da companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder. Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen, cor celeste, avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky, também doa a maior parte de seus rendimentos.

A poucos quilômetros de Montevidéu, já saindo do asfalto, avista-se um campo de acelgas. Mais à frente, um carro da polícia e dois guardinhas: o único sinal de que alguém importante vive na região. O morador ilustre é José Alberto Mujica Cordano, conhecido como Pepe Mujica, presidente do Uruguai.

Perguntado sobre quem é esse Pepe Mujica, ele responde: “— Um velho lutador social, da década de 50, com muitas derrotas nas costas, que queria consertar o mundo e que, com o passar dos anos, ficou mais humilde, e agora tenta consertar um pouquinho de alguma coisa”.

Ainda jovem, Mujica se envolveu no MLN — Movimento de Libertação Nacional e ajudou a organizar os tupamaros, grupo guerrilheiro que lutou contra a ditadura. Foi preso pela ditadura militar e torturado. “— Primeiro, eu ficava feliz se me davam um colchão. Depois, vivi muito tempo em uma salinha estreita, e aprendi a caminhar por ela de ponta a ponta”, lembra o presidente uruguaio. Dos 13 anos de cadeia, Mujica passou algum tempo em um prédio, no qual o antigo cárcere virou shopping. A área também abriga um hotel cinco estrelas. Ironia para um homem avesso ao consumo e ao luxo.

No bairro Prado, a paisagem é de casarões antigos, da velha aristocracia uruguaia. É onde está a residência Suarez y Reyes, destinada aos presidentes da República. Esse deveria ser o endereço de Pepe Mujica, mas ele nunca passou sequer uma noite no local. O palácio de arquitetura francesa, de 1908, só é usado em reuniões de trabalho.

Mujica tem horror ao cerimonial e aos privilégios do cargo. Acha que presidente não tem que ter mais que os outros. “— A casinha de teto de zinco é suficiente”, diz ele. -“Que tipo de intimidade eu teria em casa, com três ou quatro empregadas que andam por aí o tempo todo? Você acha que isso é vida?”, questiona Mujica.

Gosta de animais, tem vários no sítio. Pepe Mujica conta que a cadela Manoela perdeu uma pata por acompanhá-lo no campo e que ela está com ele há 18 anos.

A vida simples não é mera figuração ou tentativa de construir uma imagem, seguindo orientações de um marqueteiro. Não, ela faz parte da própria formação de Mujica.

No dia 24 de maio de 2012, por ordem de Mujica, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência presidencial, que ele não ocupa porque mora no sítio. Ela só saiu de lá quando surgiu vaga em uma instituição. Neste início de inverno, a casa e o Palácio Suarez y Reyes, onde só acontecem reuniões de governo, foram disponibilizadas por Mujica para servir de abrigo a quem não tem um teto. Em julho de 2011, decidiu vender a residência de veraneio do governo, em Punta del Este, por 2,7 milhões de dólares. O banco estatal República a comprou e transformará a casa em escritórios e espaço cultural. Quanto ao dinheiro, será inteiramente investido – por ordem de Mujica, claro – na construção de moradias populares, além de financiar uma escola agrária na própria região do balneário.

O Uruguai ocupa o 36ª posição do ranking de EDUCAÇÃO da Unesco, enquanto o Brasil ocupa a 88ª posição. Já no ranking de DESENVOLVIMENTO HUMANO, o Uruguai ocupa o 48º lugar, enquanto o Brasil ocupa o 84º lugar. Enquanto isso no Brasil, políticos reclamam que recebem um salário baixo para o cargo que exerce. QUE VERGONHA!!!

Mujica é um homem raro, nesses tempos de crise de valores morais e ética, dentre os políticos sul-americanos. Compartilhe essa história, compartilhem mesmo! Os brasileiros têm que saber que existe um político de verdade, que trabalha em favor do povo, e não de sua conta bancária!


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

OS ARGANAZES E A SABEDORIA DE SALOMÃO

Lendo os livros atribuidos ao Rei Salomão e procurando descobrir coisas pequenas me deparo com um animal do qual nunca ouvira falar que são os arganases, louvados pelo escritor de provérbios, pelo fato de viverem harmoniosamente em suas tocas. _Só por isso, perguntei eu e comecei a procurar mais sobre esse roedor e me deparo com o seguinte. Comentário da Wikipedia: "Os arganazes são citados no livro de provérbios Capítulo 30:26, onde o escritor os considera como uma das quatro coisas muito pequenas na terra que são mais sábias do que os sábios, pois eles constroem as suas casas nas rochas". Não me satisfaço e continuo pesquisando. Daí encontro o seguinte.


No site Desafiando a nomenklatura científica de Enézio E. de Almeida Filho, consta a seguinte curiosidade sobre estes simples roedores.
Os arganazes são pequenos roedores (+ ou – 10 cm) de cauda curta e peluda. São um flagelo para a agricultura, tanto pela sua voracidade como por sua espantosa fecundidade. E o que é que os arganazes têm a ver com o atual paradigma da genética evolutiva? O que eles estão aprontando a ponto de deixar os cientistas arrancando os cabelos?

Recente comunicado à imprensa da Purdue University afirma, "Pesquisa da Purdue University demonstrou que o arganaz, um roedor tipo rato, não é somente o mamífero que evolui mais rapidamente, mas abriga também um número de características genéticas intrigantes que desafiam o conhecimento científico atual" e o arganaz é "um enigma evolutivo" com "muitas características bizarras" [ênfase inexistente]:

- O número de cromossomos varia de 17 a 64 entre as espécies.

- Os cromossomos X em algumas espécies são 20% do genoma.

- Algumas fêmeas têm partes significantes do cromossomo masculino Y.

- Em algumas espécies, os machos e as fêmeas têm números diferentes de cromossomos.

- Apesar de genótipos amplamente variantes, todos os arganazes parecem todos basicamente o mesmo (fenótipo). Algumas espécies parecem tão idênticas que é necessário uma análise de DNA para saber a diferença.

Por que isso é um enigma evolutivo? "A pesquisa focaliza 60 espécies dentro do gênero Microtus de arganazes, que evoluiu nos últimos 500,000 a 2 milhões de anos. Isso significa que os arganazes estão evoluindo 60-100 vezes mais rápido do que a média dos vertebrados em termos de criar espécies diferentes".

Será mesmo? Por que os dados conflitam o atual paradigma genético? Será que isso não está demonstrando que os geneticistas sabem muito menos do que eles imaginam que sabem? Como podemos ter genomas tão diferentes em animais tão parecidos? O que essas diferenças genéticas implicam em termos de fitness de indivíduos e populações? Por que os arganazes evoluem mais rapidamente do que um elefante, um macaco, uma baleia, ou mesmo o homem? Natura non facit saltum, não é mesmo Darwin?

A teoria geral da evolução já foi muito mais fácil de se entender e acreditar antes quando não tínhamos fatos complicadores como esses. É por essas e outras que o meu ceticismo localizado das especulações transformistas de Darwin aumenta cada vez mais.

Parafraseando o mantra [ou tacape] de Dobzhansky – nada em evolução faz sentido a não ser à luz de mirabolantes especulações...

Artistas e ativistas prestam solidariedade aos Guarani Kaiowá - 10 anos ...


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Estudo aponta que falta de sono pode causar danos sérios ao cérebro

Publicado por Vinicius de Souza Monteiro - 6 horas atrás

Cientistas apontam risco de neurodegeneração.

Boa noite de sono ajuda na manutenção da saúde cerebral.

Cientistas suecos apresentaram nesta terça-feira (31) um estudo que esclarece um pouco melhor os danos cerebrais de uma noite sem dormir, o que poderia incentivar as pessoas mais festeiras a ir para cama mais cedo.

Esses pesquisadores em neurologia da Universidade de Uppsala analisaram amostras de sangue colhidas de 15 homens jovens e de boa saúde divididos em dois grupos: entre aqueles que dormiram oito horas e os que não dormiram.

Entre os que não dormiram, os cientistas constataram um aumento de cerca de 20% de duas moléculas, a enolase específica dos neurônios e a proteína S-100B.

"O número de moléculas do cérebro normalmente aumenta no sangue quando ocorrem lesões cerebrais", indicou em um comunicado o coordenador do estudo, Christian Benedict.

"A falta de sono pode promover processos de neurodegeneração", enquanto que, pelo contrário, "uma boa noite de sono poderia ter uma grande importância para a manutenção da saúde do cérebro", acrescentou.

O estudo, que será publicado na revista "Sleep", segue a linha de outro estudo publicado em outubro na revista "Science", que concluiu que o sono acelera a limpeza de toxinas do cérebro.

Entre essas toxinas estão a beta-amilóide que, cumulativamente, promove a doença de Alzheimer, de acordo com pesquisadores da Universidade de Rochester (EUA), que trabalharam com ratos.

Fonte: G1


CONCURSO PARA PROFESSORES DO CAMPUS DE PONTA PORÃ DO IFMS

Com salário de até R$ 8 mil, IFMS encerra amanhã inscrição de concurso Quarta, 01 de Janeiro de 2014 - 19:43

Fonte: Da redação

Foto: Arquivo

Termina nesta quinta-feira (2) o prazo de inscrições no concurso para professores do Campus de Ponta Porã do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul). O processo oferece três vagas nas áreas de Ciências Agrárias (Fitotecnia e Horticultura) e Economia Rural.

A taxa da inscrição, que é feita exclusivamente pela internet, custa R$ 120 e deve ser paga em qualquer agência do Banco do Brasil até o dia 6 de janeiro, conforme o site Dourados News.

Mais detalhes sobre a inscrição podem ser obtidos pelo endereço www.ifms.edu.br/centraldeselecao.

Requisitos – Quem quiser se candidatar as vagas de Ciências Agrárias deve ser graduado em Engenharia Agronômica.

Para o cargo de professor de Economia Rural, o candidato deve ter formação em Ciências Econômicas ou Ciências Agrárias, com mestrado e/ou doutorado na área. Graduados em cursos superiores de Tecnologia também podem concorrer.

A remuneração inicial varia entre R$ 3.594,57 e R$ 8.049,00.


Ministério do Trabalho abre concurso para contratar 450 servidores

Publicado por Agência Brasil e mais 4 usuários - 1 dia atrás

Da Agência Brasil

Brasília O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) deve publicar, na semana que vem, edital para concurso público para preencher 450 vagas para servidores de níveis médio e superior, com salários que variam de R$ 1.568,42 a R$ 4.248,62, de acordo com informação do secretário-executivo substituto do ministério, Nilton Fraiberg Machado.

Segundo ele, o concurso será feito pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) da Universidade de Brasília (UnB), que vai selecionar 35 graduados em contabilidade e 415 agentes administrativos (nível médio). São todos cargos de carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (CPST), e as provas serão aplicadas em todas as capitais e no Distrito Federal.

Depois da divulgação do edital no Diário Oficial da União, as informações do concurso estarão disponíveis nos portais do Cespe/UnB e do MTE.

De acordo com sua assessoria, o ministro Manoel Dias disse que o concurso vem em boa hora, e objetiva reforçar o quadro de pessoal da carreira administrativa do ministério. Ele ressalta também o apoio governamental na melhoria e modernização das ações do MTE, no sentido de melhorar continuamente a qualidade dos serviços prestados à sociedade, e em especial aos trabalhadores.

Edição: Aécio Amado

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