terça-feira, 27 de dezembro de 2016

MISSÃO

Esta tarefa foi nos deixada por Jesus, e está claramente descrita no evangelho de Mateus, capítulo 8 e versículo 19, que diz:
" Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo".

Estamos vivendo o período de Natal que é aquele em que comemoramos o nascimento do nosso Salvador. Que tal aproveitarmos a ocasião para falar para as pessoas que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Ele, que o nosso Senhor "Está à porta e bate, e se a pessoa abrir a porta do seu coração, ele entrará e fará ali morada, ou seja ele nascerá novamente, dessa vez no seu coração."

E mais, quando as mulheres que foram ao sepulcro para embalsamar o corpo de nosso Senhor Jesus, encontraram um jardineiro, ele lhes disse: "Porque buscais um vivo entre os mortos? Ele não está aqui, porque já ressuscitou". Isso significa que JESUS VIVE. Ele está vivo e se importa com você, pois o ama.

Eu lhe desejo um ano de 2017 muito feliz tendo Jesus como seu companheiro de viagem. Deus o(a) abençoe.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

TERNURA ANIMAL


Há algum tempo li sobre um povo que dançava girando em círculos como se existisse um eixo no meio do seu corpo. Estranhei um pouco e depois compreendi o que acontece. Nós nos ligamos muito ao que está ao redor e fora de nós e não nos detemos sobre o nosso centro. Muitas vezes não temos tempo ou achamos que não temos, para isto. Um animal, como é o caso de um gato, nos remete a nós mesmos e a nossa necessidade de nos desligarmos do mundo para usufruirmos de nossa presença e no momento em que nos procuramos lá dentro de nós, encontramos a nossa essência e encontramos Deus, o começo e o fim de todas as coisas.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Brasília - pela manhã

Existe vida em Brasília, pelo menos no Parque da Cidade, pela manhã.

E, nesse ponto, peço vênia ao Exupery que, muito apropriadamente, diz:

"Este planeta é todo seco, pontudo e salgado, e os homens não têm imaginação, repetem sempre o que a gente diz."

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO (PE) E DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL (PES) E SUAS PRINCIPAIS DIFERENÇAS.

O planejamento estratégico tem sua origem na administração do desenvolvimento e das escolas de negócio.

Em relação com a administração, deve-se recordar que as funções administrativas segundo Henry Fayol são planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar.

A escola de desenho é a criadora da ideia de “Virtudes e Fraquezas” da organização à luz das Oportunidades e Ameaças, comumente conhecida no Brasil com o nome de Matriz Fofa, de Fortalezas, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças.

A escola de desenho “propõe um modelo de criação da estratégia que procura obter uma concordância entre as capacidades internas e as possibilidades externas”. Suas premissas, entre outras, são:

a) A formação da estratégia deverá ser um processo deliberado de pensamento consciente, no sentido de que a ação deve fluir da razão;

b) A responsabilidade pelo controle e conhecimento deve repousar no diretor de maior hierarquia da organização;

c) Só depois que estas estratégias únicas, maduras, explícitas e simples tenham sido completamente formuladas, se pode proceder à sua aplicação. O planejamento estratégico não é só a elaboração de um plano. É uma ferramenta de gestão cotidiana com uma visão de futuro.

d) O planejamento estratégico começa dando resposta a estas três perguntas:

i) Onde estamos hoje?

- Análise da situação;

- Análise do ambiente;

- Análise interna;

- Análise da competência.

ii) Onde queremos chegar?

- Objetivos e metas em longo prazo.

iii) Como podemos chegar e onde queremos chegar.

- Compreender o mercado;

- Compreender a competência do negócio;

- Desenhar as estratégias apropriadas.

O ciclo formal do planejamento estratégico é bastante complexo e em cada uma de suas etapas não participam os mesmos níveis hierárquicos. No nível corporativo se define a missão da empresa em função da visão adotada, se desenham as instruções de planejamento para cada um dos níveis hierárquicos, se estabelecem as prioridades para o destino dos recursos e se realiza a consolidação do orçamento.

Assim, o planejamento estratégico é uma importante experiência de capacitação e de trabalho em equipe. Um processo de avaliação sistemática da natureza de um negócio, definindo os objetivos em longo prazo, identificando metas e objetivos quantitativos, desenvolvendo estratégias para alcançar ditos objetivos e localizando recursos para levar a cabo ditas estratégias.

PLANEJAMENTO SITUACIONAL

1) Torna-se necessária uma mediação entre o futuro e o presente: destacando-se a necessidade de prever as possibilidades do amanhã para desenhar com antecipação o que deve fazer hoje.

2) Torna-se necessário prever quando a previsão é impossível: o que ocorrerá amanhã, geralmente, não é previsível porque o futuro não depende de muitas variáveis, senão de homens que criam essas variáveis;

3) Reação veloz e planejada ante as surpresas: o que ocorrerá amanhã pode estar fora do espaço de possibilidades que hoje posso imaginar ou considerar sensatamente.

4) Torna-se necessária uma mediação do passado com o futuro;

5) Torna-se necessária uma mediação entre o conhecimento e a ação;

6) E, necessita-se de uma coerência global ante as ações parciais dos atores sociais.


Bibliografia:

Luis Lira. Revalorización de La planificacion Del desarrolo. Instituto Latinoamericano y Del Caribe de Planificacion Economica y Social (ILPES) Santiago de Chile, agosto de 2006;


CONTEXTO E RELEVÂNCIA DA GESTÃO DO CONHECIMENTO PARA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Alguns autores consideram a informação como conhecimento comunicado. O conhecimento pode ser tácito (aquele que possuímos dentro da nossa mente, o “saber fazer” que adquirimos durante a vida) e o conhecimento explícito (aquele que está escrito, ou melhor, registrado - são os livros, revistas, periódicos, etc.).

Emir Suaiden e Cecília Leite, no artigo Dimensão do Conhecimento, falam sobre o desenvolvimento científico do século XX e especialmente a revolução tecnológica, que gerou uma nova forma de organização social que denominada sociedade da informação.

Essa tecnologia que se baseia em teoria e pesquisas científicas avançadas determinou o crescimento da economia característica da segunda metade do século passado.

Para Manuel Castells, a aplicação do conhecimento está no centro da revolução conceitual e operacional impulsionada pelos avanços da ciência e da tecnologia que se opera nas sociedades contemporâneas, e que atinge de forma nova e sem precedentes todos os setores da vida humana.

No entanto, esse avanço não atinge a todos igualmente, e construir uma sociedade igualitária em que todos possam criar, utilizar e compartilhar informação e conhecimento é um desafio que se impõe a todas as nações e corporações do mundo.

Informação é um conceito interdisciplinar, usado em quase todas as disciplinas científicas, dentro de seu próprio contexto e relacionado a um fenômeno específico, em especial as ciências da computação, inteligência artificial, biblioteconomia, linguística, psicologia, física e as ciências sociais.

A ciência da informação também é vista como uma disciplina multidisciplinar, criando um conjunto de sub disciplinas, que se funde em disciplinas já existentes como informação física, informação química (computação molecular), informação biomédica, informação neurociência (inteligência artificial) e sócio informação. É uma ciência aplicada com possibilidades de ser utilizada nos mais diversos contextos organizacionais, sociais e individuais. A ciência da informação busca a melhoria da utilização do conhecimento contido em documentos, e prover o acesso físico e intelectual à informação.

O desenvolvimento científico do século XX, especialmente a revolução tecnológica, gerou nova forma de organização social que se denominou sociedade da informação.

A tecnologia, baseada em teoria e pesquisas científicas avançadas passaria a dominar o “boom” econômico que caracterizou a segunda metade do século não apenas nos países desenvolvidos.

No período histórico que construímos, a tecnologia com base na ciência ocupa papel central no processo de desenvolvimento das sociedades.

Nos países desenvolvidos, a sociedade baseada no conhecimento surge como consequência natural do seu desenvolvimento. Nos demais países, ela se impõe de maneira imperativa, independentemente das condições existentes, e acentua as desigualdades.

Segundo a professora Kira Tarapanoff, em seu artigo Informação, Conhecimento e Inteligência em Corporações: Relações e Complementaridade “Construir uma sociedade na qual todos possam criar, acessar, utilizar e compartilhar informação e conhecimento é o desafio que se impõe a todas as nações e corporações no mundo atual, intensamente baseado em tecnologias da informação e do conhecimento, no qual os ativos intangíveis adquirem importância crescente”. Kira Tarapanoff considera que “o processo de gestão do conhecimento, em si, é uma atividade independente, mas, quando ligada ao processo decisório, está fortemente ligado ao processo de gestão da informação e ao trabalho e análise da informação. A inteligência (estratégica) pode ser considerada síntese do processo de trabalho da informação e do conhecimento, gerando conhecimento novo capaz de indicar novos caminhos para a empresa, a inovação em si é inteligência também”.

Dessa forma, o setor público, não foge às tendências, em especial no momento atual, no qual inovação se tornou a meta da vez, tanto em órgãos públicos quanto nas empresas públicas. Observa-se que a procura por cursos e acordos de cooperação com instituições de ensino e pesquisa é uma demonstração de que existem ações relacionadas à aquisição do conhecimento para ser incorporado na inteligência organizacional. O grande desafio se concentra em como utilizar esse conhecimento que está sendo adquirido para a promoção de avanços tanto na inteligência competitiva quanto na melhoria dos serviços prestados à população, seguindo as fases da identificação/aquisição, acesso e uso da informação.

Atrevo-me a dizer que todas as áreas de uma organização deveriam estar trabalhando com uma estratégia de implantação da Gestão do Conhecimento. No entanto, como muitas delas não estarão capacitadas para tal, seria importante que a área de Recursos Humanos e a de Planejamento Institucional tivessem o encargo de auxiliar as demais nesse assunto.

Infelizmente, o histórico de projetos e ações não é considerado importante, e, em muitos casos, se torna até mesmo descartável, quando muda o governo. É como se os projetos e as soluções surgissem do nada. A prática da GC possibilita, além da manutenção de um histórico de ações, registradas e documentadas, que se aprenda com os erros e acertos passados, permitindo ainda que a experiência e maturidades vigentes, em um determinado momento do tempo, sejam apropriadas por gerações de funcionários públicos futuros de maneira a permitir que o conhecimento registrado venha a facilitar a geração de novos conhecimentos promovendo a melhoria dos processos e desta forma a eficácia dos serviços públicos prestados.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DO CONHECIMENTO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Na Administração Pública é importante se criar mecanismos de controle social por parte da população, que deve ter garantido seu espaço como cidadão na formulação das políticas públicas. Já na Iniciativa privada a relação com o cidadão está pautada nos serviços de atendimento ao cliente, para percepção da satisfação e aumento das vendas e lucros.

A GC possibilita, além da manutenção de um histórico de ações, registradas e documentadas, que se aprenda com os erros e acertos passados, permitindo ainda que a experiência seja apropriada, de maneira a permitir que o conhecimento registrado venha a facilitar a geração de novos conhecimentos promovendo a melhoria dos processos e desta forma a eficácia dos serviços públicos prestados. Serve também como referência para o uso de melhores práticas de mercado. A Gestão do Conhecimento na Administração Pública transcende o objetivo de alcançar uma maior eficiência e eficácia nas ações governamentais, indo muito além, cumprindo um papel importante de consolidação da sociedade democrática.

“No setor privado a GC é vista como um instrumento de inovação que permite aumentar a satisfação do cliente e, consequentemente, aumentar a produtividade e lucratividade.

Assim, a empresa gera riquezas, torna-se mais competitiva e se perpetua no mercado. Na administração pública, a efetiva GC ajuda as organizações a enfrentar novos desafios, implementar práticas inovadoras de gestão e melhorar a qualidade dos processos, produtos e serviços públicos em benefício do cidadão-usuário e da sociedade em geral.” (BATISTA, 2012, p. 40) Para alguns especialistas, como Manuel Castells, a aplicação do conhecimento está na centralidade da revolução conceitual e operacional impulsionada pelos avanços da ciência e da tecnologia que se opera nas sociedades contemporâneas, e que atinge em velocidade sem precedentes todos os setores da vida humana.

Construir uma sociedade na qual todos possam criar, acessar, utilizar e compartilhar informação e conhecimento é o desafio que se impõe a todas as nações e corporações no mundo atual, intensamente baseado em tecnologias da informação e do conhecimento, no qual os ativos intangíveis adquirem importância crescente.

Nas instituições do Serviço Público, a Gestão do Conhecimento desempenha papel chave para a gestão eficaz do principal recurso dessas instituições, o conhecimento. A cultura organizacional caracteriza-se como desafio à implantação da Gestão do Conhecimento no âmbito do Serviço Público Federal Brasileiro, já que se detectou que entre os principais impeditivos à Gestão do Conhecimento no Serviço Público, estão os aspectos culturais como comportamento, relações interpessoais, comunicação e resistência. Diversos fatores, intrínsecos à cultura organizacional e aspectos culturais dos indivíduos que a compõem podem representar barreiras às iniciativas de GC. Torna-se imprescindível, portanto, para as empresas privadas, a implementação da GC para sobreviver na economia da informação. No entanto, esse não é um desafio apenas para o setor privado, mas também para o público. (BATISTA, 2012)

Diferenças entre a GG nas instituições públicas e a GC no setor privado: a) Foco no cliente x Interesse público. A ausência de foco no cliente do serviço público. Na iniciativa privada o foco no cidadão/consumidor é e sempre foi um fator determinando não só de sucesso, mas de sobrevivência, já que o mercado só existe se existir quem consuma os produtos e serviços considerados. Nas organizações públicas, a supremacia é o interesse público. As instituições são obrigadas a dar continuidade à prestação do serviço público.

b) Controle social x Atendimento ao cliente. As organizações públicas estão sujeitas ao controle social (requisito essencial para a administração pública contemporânea em regimes democráticos). Isso implica a garantia de transparência de ações e atos e a institucionalização de canais de participação social. Já as organizações privadas são fortemente orientadas para a preservação e proteção dos interesses corporativos, dos dirigentes e dos acionistas.

c) Igualdade no tratamento das pessoas x tratamento diferenciado de clientes preferenciais. As organizações públicas não podem fazer acepção de pessoas, devendo tratar a todos igualmente e com qualidade. O tratamento diferenciado restringe-se apenas aos casos previstos em lei. Enquanto isso, as organizações privadas utilizam estratégias de segmentação de mercado, estabelecendo diferenciais de tratamento para clientes preferenciais.

d) Valor para a sociedade x busca do lucro financeiro. As organizações públicas buscam gerar valor para a sociedade e formas de garantir o desenvolvimento sustentável, sem perder de vista a obrigação de utilizar os recursos de forma eficiente. As organizações privadas buscam o lucro financeiro e formas de garantir a sustentabilidade do negócio.

A infraestrutura de informação permite a ocorrência do ciclo do conhecimento, que de maneira simplificada considera a criação, a disseminação e o uso do conhecimento. Um bom exemplo são as bases de conhecimento e as universidades corporativas que tem como objetivo a disseminação e promoção da geração de novos conhecimentos.

As praticas de GC alinhadas aos objetivos estratégicos facilitam a adequação, em especial nas organizações complexas, aos objetivos estratégicos, normalmente constates nos planos diretores. O que se percebe é que o trabalho cooperativo em rede se sustenta muito mais no poder público do que na iniciativa privada, pois não visa o lucro e sim a satisfação de requisitos da própria sociedade.

Referência bibliográfica:
BATISTA, Fábio Ferreira. Modelo de Gestão do conhecimento para a administração pública brasileira: como implementar a gestão do conhecimento para produzir resultados em benefício do cidadão.
BATISTA, Fábio Ferreira; QUANDT, Carlos Otávio; PACHECO, Fernando Flávio; TERRA, José Cláudio Cyrineu. Gestão do Conhecimento na Administração Pública.